quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo:D

Bem gente, passando aqui pra me despedir temporariamente de todos, pois amanhã de manhã estou indo pra Lagoa, que é onde veraneio, e ficarei lá durante uns 15 dias (sendo que lá não tem internet).
Então desejo a todos vocês um Feliz Ano Novo e que 2012 seja ainda mais glorioso que este ano que passou:)
Mil bjus, vivi

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Videocast: Indicados ao Globo de Ouro 2012- melhor trilha sonora e melhor canção


minha opinião sobre os indicados a melhor trilha e melhor canção ao Globo de Ouro 2012...espero que gostemmmm!
Um ótimo natal e ano novo a todossssss,
vivi

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Cinema Musical: A trilha sonora de The Artist


Enfim irei discorrer sobre aquele que é considerado por muitos o já franco favorito para o Oscar de Melhor Trilha sonora deste ano: O Artista, do francês Ludovic Bource.

Bource é um compositor francês que começou sua carreira compondo para comerciais do grande amigo Michel Hazanavicius. Desde então ele vem colaborando com o diretor, nos longas Agente117 e Agente 117 – Missão Rio, duas comédias que seriam uma espécie deAustin Powers francês. Agora, ele mais uma vez compõe para uma obra do diretor, que é este filme em preto e branco e mudo que homenageia os clássicos de Hollywood das décadas de 1920 e 1930, e que já é um dos queridinhos do ano. E a trilha é realmente muito bonita.

São 24 faixas que embalam o romance do ator de sucesso (interpretado por Jean Dujardin, sendo que o filme foi feito especialmente para ele) que se apaixona por uma novata (Berenice Bejo) em meio à mudança dos filmes mudos para os filmes falados. Uma obra extremamente especial que necessitava de uma trilha à altura – algo que ocorre aqui.

“The Artist Ouverture” é uma breve faixa que deixa qualquer um com lagrima nos olhos, ao ter uma melodia saudosista e etérea que homenageia as trilhas do início da história do cinema. Segue-se então com “1927 A Russian Affair”, que é melodramática e abusa das cordas e de um ritmo acelerado que dá ares de aventura à faixa. Já “George Valentin” é o tema adorável do protagonista que lembra os musicais da época, uma faixa muito charmosa que ganha um toque adocicado pela mistura da lira com o piano. Em contrapartida “Pretty Peppy” é o tema da mocinha da história, cheio de violinos, lampejos, romances e prosa em melodia.

“At The Kinograph Studios” é outra faixa graciosa, que traz o passado ao presente de modo muito romântico e suave. “Fantaisie D´amour” é divertida e inteligente, mais uma vez seguindo esta linha mais lúdica da trilha. “Waltz for Peppy” - emotiva, inteligente, única e simplesmente adorável – é provavelmente a grande faixa do score e talvez a grande faixa do ano de uma trilha sonora. Depois tem-se a utilização de uma peça do compositor erudito argentino Alberto Ginastera com a fantástica “Estância op.8”, e “Imagination” de Fud Livingston.

A trilha continua de alto nível com a poderosa “Silent Rumble”, a obscura (e dominada pelo oboé) “1929”, e a triste mas bela “In the Stairs”. Segue-se então “Jubilee Stomp” de Duke Ellington, e depois voltamos às faixas originais de Bource com “Commeune Rosée de Larmes”, que é toda executada ao piano e tem uma melodia poética e singela. “The Sound of Tears” mas uma vez traz o oboé em destaque, e a canção “Pennies of Heaven” de Johnny Burke traz as memórias do cinema adorável da Hollywood que não existe mais.

Outras faixas de destaque são “1931”, que é uma faixa que parece ter vida própria, “L’ombre des Flammes”, que lembra muito a trilha sonora do clássico Aurora de Murnau, a dramática e maravilhosa “My Suicide” e claro “Peppy and George”, que resume bem o espírito radiante do longa, no tema do casal principal.

Trata-se se aqui de uma trilha sonora inteligente, única e de grande valor. Seria digna de um Oscar e, mais do que isso, de colocar em Hollywood um compositor desconhecido aos americanos que ainda pode mostrar muito mais do seu potencial. Esse vai longe.

Número de estrelas: 5

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Agora nos cinemas: Um Dia

Baseado no best seller mundial escrito por David Nicholls (e adaptado às telonas por ele), o romance "Um dia" chegou esta semana aos nossos cinemas e demonstra ser uma grata surpresa (principalmente pelos criticos americanos terem sido tão duros com o filme) que é dirigido pela dinamarquesa Lone Scherfig, que ficou conhecida no circuito cinematográfico por ter dirigido e roteirizado o oscarizável "Educação" a dois anos atrás.
O filme conta a história de Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess) que ficam amigos no dia da formatura de ambos- ela tem uma queda por ele, ele é um bon vivant, e os dois acabam estabelecendo uma duradoura amizade onde sempre se encontram no dia 15 de julho de cada ano. O mais legal no filme é que ele vai mostrando o progresso na vida de cada um- o duro inicio de Emma para pagar as contas trabalhando em um restaurante mexicano (onde conhece Ian- Rafe Spall, que se apaixona por ela) e em contrapartida a facilidade com que Dexter, que é de familia rica, consegue transformar-se em um famoso apresentador de tv...e como as situações vão se invertendo ao longo dos anos entre um e outro.
Não dá pra contar muita coisa da história, pois existem elementos importantes que devem ser descobertos se assistindo o filme, mas devo informar que aqui trata-se de um romance dramático forte, e para os mais sensiveis, as lagrimas serão involuntárias. O casal principal está muito bem (reclamaram do sotaque de Anna mas mal se nota), e a trilha sonora de Rachel Portman mais uma vez é soberba (a melodia em si é simples mas extremamente tocante). A fotografia de Benoit Delhomme também é outro ponto de destaque e os coadjuvantes do filme (Rafe Spall, Patricia Clarkson, Romola Garai, Ken Stott, Jodie Whitaker) dão o charme necessário para o filme se tornar ainda mais especial.
É um belo longa, um dos melhores do gênero dos ultimos tempos. Vale a pena conferir e se emocionar.

Nota: 8,0