domingo, 26 de junho de 2011

Agora nos cinemas: Se beber não case 2


Dirigido por Todd Phillips novamente, e com o mesmo time de atores do primeiro filme, "Se beber não case 2" antes de mais nada é risada na certa, assim como o primeiro, mas também é mais pesado, alternando momentos de brilhantismo e pura grosseria.
Aqui trata-se do casamento de Stu (Ed Helms), com a bela Lauren (Jamie Chung) que ocorrerá na Tailândia devido a origem da moça. Embarcam então os melhores amigos do noivo- Phil (Bradley Cooper), Doug (Justin Bartha) e Alan (Zach Galifianakis) por insistência da esposa de Doug que fica com pena do irmão. Encontram também o irmão da noiva, Teddy (que é feito por Mason Lee, filho do diretor Ang Lee) que é um garoto bonzinho, e super inteligente que causa um ciume doentio de Alan (que não quer perder seu lugar no grupo pro garoto).
De resto a mesma coisa: vão tomar uma cerveja na praia (sem o intuito de ser uma despedida de solteiro pois Stu ainda está traumatizado com a ultima), comer marshmallows e...no outro dia acordam em Bangcoc, onde Stu está com uma tatuagem igualzinha à de Mike Tyson, Alan está careca e o irmão de Lauren desaparecido, o que começa uma busca pelo rapaz (do grupo o único que se safa é Doug que foi dormir mais cedo e acaba escapando da confusão) que vai levá-los nas maiores confusões, que incluem um macaco mula, a volta de Mr. Chow (feito pelo excelente Ken Jeong), e uma participação de Mike Tyson no final, tudo isso em meio à muitas gargalhadas e situações embaraçosas.
É praticamente igual ao primeiro filme? Sim o é. Tem os mesmos protagonistas? Sim. Mas a grande diferença do primeiro pro segundo está na importância dos atores- se no primeiro o centro da comédia era Zach Galifianakis, no segundo filme a alma do longa é Ed Helms, que sustenta o filme dando ao mesmo o equilíbrio necessario para todas as gargalhadas possíveis- quando tudo parece estar na pior, lá está Stu com seu choro inconfundível, sofrendo por estar longe de sua noiva, e vendo tudo se repetir- e o resultado são em gargalhadas ávidas do publico que tem um misto de pena e carinho pelo personagem. As piores coisas acontecem à ele, os momentos mais vergonha alheia impossíveis, as barbaridades, as desgraças das situações...e por isso mesmo ele é o fio condutor do filme, que sem ele perderia grande parte de sua graça.
Por causa de seus momentos divertidos, "Se beber não case 2" é um triunfo, já que seu maior objetivo é fazer com o que o público se divirta durante os 100 minutos de projeção- algo que o diretor Todd Phillips consegue instantaneamente. Mas nada mais é que o primeiro em um outro local, com situações mais estranhas e pesadas impossíveis, centradas neste amigos ordinariamente comuns que vivem os mais bizarros momentos depois de uns pileques e drogas.
Um filme 100% entretenimento, que repete a formula e agrada. Mas, não sei se isso será o suficiente para fazerem uma terceira parte da jornada dos amigos.

nota: 8,0







quinta-feira, 23 de junho de 2011

Meia Noite em Paris e a nostalgia vazia



Ah, Paris! É com esse sentimento que o novo filme de Woody Allen se abre ao espectador. Imagens de seus pontos turísticos principais fotografados com cores quentes e reconfortantes... Aos poucos, a chuva, por fim, a noite, o trânsito. Ah, a chuva! E assim conhecemos nosso herói, Gil (Wilson), roteirista insatisfeito com Hollywood, a despeito de seu sucesso, aspirando ao seu primeiro romance. É ele quem é apaixonado por Paris, e se inspira nela, mas cabe o aviso: melhor seria se fosse Paris dos anos 20. Sentimento inacessível à Inez (McAdams), sua mulher. Autocentrada, mimada, irritadiça e arrogante, ela subjuga seu marido sempre que pode, especialmente quando está por perto do pseudointelectual insuportável Paul (Sheen). Nada lhe é mais incompreensível que os sentimentos do seu companheiro.

A partir deste conflito, não é de se estranhar que Gil precisa de uma fuga criativa, que o retire daquela atmosfera de pretensão ou futilidade que o cerca. E então, a partir deste momento, embarcamos em uma belíssima fantasia. Meia Noite em Paris é daqueles filmes que se soubermos o seu desenrolar, talvez não sejamos tão impactados pela obra. Recomendo, a quem não viu o filme, que pulem direto para os dois últimos parágrafos, dedicados ao filme de maneira mais genérica.

Todas as noites, à meia noite, um carro surge do nada e segue ao passado. Gil conhece, assim, seus grandes ídolos e inspirações, como Hemingway, Fitzgerald, Elliot, Buñuel, Dali, Picasso, Matisse, Poter, dentre tantos outros. O grande sonho de sua vida é realizado, ele está na Paris que tanto lhe encanta e inspira. E assim conhece a Adriana (Cotillard), uma musa a perfeição da palavra: bela, poética, sensível, complacente e companheira. Que não se tenha nenhuma imagem fugaz do assunto: não é apenas o poeta que se apaixona pela musa, mas esta também precisa tecer por ele toda a sua admiração - ainda que o romance, por ideal, deva ser impossível. Allen é sensato em não tentar explicar ou justificar sua fantasia, ela não condiz com a realidade. Quando Gil abandona seus redutos de boemia do nascer do século, ele volta à Paris das lavanderias automáticas, dos caminhos que lhe são desconhecidos. 

A paixão é imediata, e se ele já era um estranho para sua noiva, quando tenta compartilhar sua aventura, ele vira, enfim, um doente. Louco! Sua fuga é a melhor opção para lhe livrar daquele mundo. Mas aos poucos, o verniz da nostalgia começa seu decalque... Qual o ponto nesta fuga? E então, sua musa lhe dará a maior inspiração, bem no momento quando nega os sonhos mais íntimos do escritor: os anos 20 são tão cansativos, tão barulhentos e agitados. Não há como amá-lo. Num arco narrativo, uma carruagem surge e embarca musa e autor para a Belle Époque, período a despertar paixões em Adriana. E num comportado cabaré, eles conhecem Tolouse-Lautrec, Gauguin e Degas. Qual surpresa! Os dois últimos não admiram em nada sua contemporaneidade: não há criatividade. Belo mesmo era a Renascença! Como a compaixão e a imaginação cabem às musas, por parte de seus criadores, Adriana escolhe o que era impossível a Gil: ela fica na época de sua paixão.

Eis o arco da nostalgia vazia. Ela pinta os muros e as pedras que encerraram batalhas, violências e crises com um tom sépia de impossível recusa. É idealista. Não se trata em aceitar o presente como ele se impõe, mas negar ao passado as suas crises é recusar a história e o que esta tem a nos oferecer. Negar os problemas de cada época é ignorar e transformá-los em artificialidade, produtos para o turismo e o marketing de lembranças.

E Woody Allen defende tal idéia com um misto de cinismo e calor humano louvável. Seu roteiro é delicioso e a direção é centrada, buscando o visualmente belo ao invés da engenhosidade narrativa. A partir disso, tudo que tange ao visual do filme é deslumbrante, de sua fotografia aos figurinos, passando pela direção de arte. O elenco está muito bem, mas com poucos destaques. Meia Noite em Paris é um filme apaixonante por quebrar mentiras, algo que compartilha com diversos outros filmes de Allen. Sei que a crítica morreu de amores, e eu também. Mas não é o melhor trabalho recente de Allen, fica com o segundo posto. Os dramas humanos de auto-descoberta do delicioso Vicky Cristina Barcelona continuam a me inspirar muito mais.

Nota: 9,0

(Observação: para quem reparou que estou muito ausente do blog, respondo sobre o andamento de meu mestrado. Minha participação continuará irregular por um tempo...)

domingo, 19 de junho de 2011

Agora nos cinemas: Videocast de "Minha versão do amor"



minha opinião sobre o longa "Barney´s version" com Paul Giamatti.
Infelizmente esqueci de por a nota no vídeo que é 9,5.
Mil bjus à todos,
vivi

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Especial dia nos namorados: Frases de filmes que tocaram meu coração

Oi genteeeeeee, pra quem é solteiro ou namora, nada melhor que uns filminhos pra fazer chorar, rir, pensar ou refletir neste dia dos namorados não? Pois então selecionei alguns filmes que amo e algumas frases marcantes para vocês escolherem suas favoritas...aqui vão meus filmes favoritos sobre casais (que não necessariamente ficam juntos no final) mas que acabam com meu pobre coração hehhe:



"A vida é real...ela é feita de pequenas coisas, minutos, horas, cochilos, tarefas, rotina, e tem que ser o suficiente."

"São tempos difíceis para os sonhadores."


"Antes fôssemos como as borboletas, e vivêssemos só três dias de verão. Três dias assim com você que eu preencheria de tanto prazer...que 50 anos normais jamais poderiam conter."



"Cuidado com pessoas feridas, elas são perigosas porque sabem que vão sobreviver."



"Só se morre de amor no cinema."


"Com que freqüência você encontra a pessoa certa?"


"Gosto de sentir que me olha quando não estou vendo."


Bem gente, espero que tenham gostado das frases, todos estes são excelentes filmes e merecem ser conferidos...mil bjus, e ótimo dia dos namorados à todos, vivi:)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Agora nos cinemas: "Padre"

Vocês já viram algum filme, que de tão ruim era bom? Bem, este filme em questão, definitivamente é um longa o qual se enquadra nesta categoria. Relativamente curto (apenas 1 hora e 20 minutos de duração) e com muita porrada e pouca fala, “Padre” é um filme excelente para não ser levado à sério, e provavelmente seu grande erro foi ter sido lançado em versões que utilizam o 3D, algo desnecessário a esta trama.

O filme é dirigido por Scott Stewart, que anteriormente realizou o mais ou menos parecido “Legião”, sendo que ambos os filmes são protagonizados por Paul Betthany, que está muito bem nos dois longas. Neste em especial, ele está extremamente dedicado e com jeitão de ator de ação, algo que na verdade ele não é.

O filme, que é a adaptação de um HQ, conta a historia de um grupo de guerreiros chamados pela igreja (o qual se supõe ser a católica) para lutar em uma guerra dos humanos contra os vampiros. Vencida esta guerra, os comandantes da igreja ao invés de promover ou premiar estes guerreiros, acabou os excluindo basicamente de sua sociedade. Estes guerreiros são os padres, que seguem as regras da igreja mas que podem ser homens ou mulheres, sendo que o próprio protagonista, quando vai para a guerra, deixa esposa e filha sob o cuidado de seu irmão, que assume a criança. Toda esta situação é demonstrada na narrativa da trama nos primeiros 5 minutos de filme, em forma de animação. Após, somos apresentados ao Padre protagonista (que não tem nome) onde vemos que, ele sofre muito por ter deixado sua família, e tem vários pesadelos com o melhor amigo (Karl Urban) que ele deixou ser seqüestrado por vampiros na época da guerra. Quando o xerife Hicks (Cam Gigandet) de uma cidade vizinha vai à procura dele, para que ele vá atrás de sua filha Lucy (Lilly Collins) que foi seqüestrada por um grupo de vampiros (que se julgariam estar extintos), o Padre, desafiando a igreja (que não quer acreditar em uma nova ameaça), vai juntamente com o xerife em busca de Lucy onde ele irá encontrar algo que nem ele poderia imaginar. Isso tudo claro com muita porrada e sangue.

E é assim que basicamente se sucede o longa, é a caça do Padre à sua filha com ajuda do xerife e da antiga colega Papisa (Maggie Q), além de termos uma surpresa ao descobrirmos quem é o vilão da história. Mas o mais interessante de todo o projeto, sem sombra de dúvidas, é a escalação do elenco, já que muitos personagens são associados à outros trabalhos marcantes dos atores escolhidos: enquanto Paul Betthany é mais conhecido pela grande massa por seu papel como Silas em “O código da Vinci”, Stephen Moyer que interpreta seu irmão na trama é o protagonista da série de vampiros “True Blood”. E se Cam Gigandet, o xerife, foi o grande vilão do primeiro longa da saga crepúsculo, Maggie Q é lembrada por todos por ser atualmente a Nikita na série de tv de mesmo nome. O filme ainda conta com uma participação de Christopher Plummer, quase irreconhecível de tão branco, e Karl Urban, mais uma vez muito bem. Outro grande destaque do filme é a trilha sonora de Christopher Young, realmente excelente e que ajuda e muito na trama. O aspecto do longa no estilo de “1984” de Michael Redford também merece aplausos.

Mas com certeza não é um filme para todo mundo, especialmente por ter um final aberto que sugere o inicio de uma franquia, e que pode deixar algumas pessoas insatisfeitas no final. Mas é interessante justamente por sua violência aguda, que pode ser perfeita se o filme teve uma intenção despretensiosa em sua realização. O problema é justamente se a proposta do filme foi outra, o que faz dele então um pequeno desastre.

Nota: 5,0

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Agora em dvd: Além da vida

Independente de qualquer coisa, todo projeto que leva na direção o nome de Clint Eastwood, é sinônimo de prestígio. Neste então, houve muito burburinho, por tratar-se de uma parceria entre o eterno Dirty Harry e o roteirista inglês Peter Morgan, autor das excelentes obras “A rainha” e “Frost/Nixon”. Em uma história que mistura o espiritualismo com as experiências pós morte, o filme não deu muito certo nos EUA (só concorreu ao Oscar de melhor efeitos visuais) mas mesmo assim provavelmente terá certo sucesso por aqui, já que o Brasil é um país que gosta deste gênero de filme.

O filme tem três protagonistas: Marie (Cecile de France) uma jornalista que está de férias na Tailândia e tem uma experiência com o pós morte por causa do famoso tsunami que aconteceu por lá. George (Matt Damon), um vidente que ficou famoso mas que decidiu abandonar o sucesso para tentar ter uma vida comum, e Marcus (vivido pelos irmãos Frankie e George McLaren) que perde o irmão Jason em um acidente e parte em busca de alguém que possa concta-lo com o irmão falecido. E claro, essas três pessoas irão se cruzar e modificar uma a vida das outras.

Contar mais da trama estraga porque a graça é justamente você acompanhar a trama de redenção e auto-aceitação destes personagens, principalmente a de Marie, que após a experiência não consegue mais se recuperar em seu trabalho, onde perde o namorado e o trabalho como ancora de um jornal francês. E pra mim é essa personagem que faz com que o público goste mais do filme, pois nos identificamos com ela. E é daí também que reside a melhor interpretação do filme, da sempre auto-nível Cecile de France, que já é estrela em seu país natal mas que protagoniza pela primeira vez um filme americano. Matt Damon também está muito bem aqui, mas vejo furos em sua trama, bem como a do menininho que consegue fazer as coisas de maneira fácil demais. Infelizmente, o furo da história reside no roteiro de Peter Morgan, que foi muito abstrato em grandes partes do filme, bem como amarrou as situações em alguns de momentos de modo pouco profundo e convincente.

E Clint também parece ser a pessoa errada a dirigir este tipo de longa, que tem um ritmo muito lento e calmo demais, sendo que o filme nem tem tanta duração...mas pelo lado positivo, as atuações são realmente boas, e Clint mais uma vez mostra que é um ótimo compositor! Os efeitos visuais também são primorosos e mereceram a indicação ao Oscar.

Bem, é um filme mediano, que deixa a desejar pelas pessoas envolvidas na trama, mas que provavelmente será querido por aqueles que gostam deste tipo de narrativa, principalmente por aqui.

Nota: 6,0