
domingo, 26 de junho de 2011
Agora nos cinemas: Se beber não case 2

quinta-feira, 23 de junho de 2011
Meia Noite em Paris e a nostalgia vazia
domingo, 19 de junho de 2011
Agora nos cinemas: Videocast de "Minha versão do amor"
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Especial dia nos namorados: Frases de filmes que tocaram meu coração







terça-feira, 7 de junho de 2011
Agora nos cinemas: "Padre"

Vocês já viram algum filme, que de tão ruim era bom? Bem, este filme em questão, definitivamente é um longa o qual se enquadra nesta categoria. Relativamente curto (apenas 1 hora e 20 minutos de duração) e com muita porrada e pouca fala, “Padre” é um filme excelente para não ser levado à sério, e provavelmente seu grande erro foi ter sido lançado em versões que utilizam o 3D, algo desnecessário a esta trama.
O filme é dirigido por Scott Stewart, que anteriormente realizou o mais ou menos parecido “Legião”, sendo que ambos os filmes são protagonizados por Paul Betthany, que está muito bem nos dois longas. Neste em especial, ele está extremamente dedicado e com jeitão de ator de ação, algo que na verdade ele não é.
O filme, que é a adaptação de um HQ, conta a historia de um grupo de guerreiros chamados pela igreja (o qual se supõe ser a católica) para lutar em uma guerra dos humanos contra os vampiros. Vencida esta guerra, os comandantes da igreja ao invés de promover ou premiar estes guerreiros, acabou os excluindo basicamente de sua sociedade. Estes guerreiros são os padres, que seguem as regras da igreja mas que podem ser homens ou mulheres, sendo que o próprio protagonista, quando vai para a guerra, deixa esposa e filha sob o cuidado de seu irmão, que assume a criança. Toda esta situação é demonstrada na narrativa da trama nos primeiros 5 minutos de filme, em forma de animação. Após, somos apresentados ao Padre protagonista (que não tem nome) onde vemos que, ele sofre muito por ter deixado sua família, e tem vários pesadelos com o melhor amigo (Karl Urban) que ele deixou ser seqüestrado por vampiros na época da guerra. Quando o xerife Hicks (Cam Gigandet) de uma cidade vizinha vai à procura dele, para que ele vá atrás de sua filha Lucy (Lilly Collins) que foi seqüestrada por um grupo de vampiros (que se julgariam estar extintos), o Padre, desafiando a igreja (que não quer acreditar em uma nova ameaça), vai juntamente com o xerife em busca de Lucy onde ele irá encontrar algo que nem ele poderia imaginar. Isso tudo claro com muita porrada e sangue.
E é assim que basicamente se sucede o longa, é a caça do Padre à sua filha com ajuda do xerife e da antiga colega Papisa (Maggie Q), além de termos uma surpresa ao descobrirmos quem é o vilão da história. Mas o mais interessante de todo o projeto, sem sombra de dúvidas, é a escalação do elenco, já que muitos personagens são associados à outros trabalhos marcantes dos atores escolhidos: enquanto Paul Betthany é mais conhecido pela grande massa por seu papel como Silas em “O código da Vinci”, Stephen Moyer que interpreta seu irmão na trama é o protagonista da série de vampiros “True Blood”. E se Cam Gigandet, o xerife, foi o grande vilão do primeiro longa da saga crepúsculo, Maggie Q é lembrada por todos por ser atualmente a Nikita na série de tv de mesmo nome. O filme ainda conta com uma participação de Christopher Plummer, quase irreconhecível de tão branco, e Karl Urban, mais uma vez muito bem. Outro grande destaque do filme é a trilha sonora de Christopher Young, realmente excelente e que ajuda e muito na trama. O aspecto do longa no estilo de “
Mas com certeza não é um filme para todo mundo, especialmente por ter um final aberto que sugere o inicio de uma franquia, e que pode deixar algumas pessoas insatisfeitas no final. Mas é interessante justamente por sua violência aguda, que pode ser perfeita se o filme teve uma intenção despretensiosa em sua realização. O problema é justamente se a proposta do filme foi outra, o que faz dele então um pequeno desastre.
Nota: 5,0
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Agora em dvd: Além da vida

Independente de qualquer coisa, todo projeto que leva na direção o nome de Clint Eastwood, é sinônimo de prestígio. Neste então, houve muito burburinho, por tratar-se de uma parceria entre o eterno Dirty Harry e o roteirista inglês Peter Morgan, autor das excelentes obras “A rainha” e “Frost/Nixon”. Em uma história que mistura o espiritualismo com as experiências pós morte, o filme não deu muito certo nos EUA (só concorreu ao Oscar de melhor efeitos visuais) mas mesmo assim provavelmente terá certo sucesso por aqui, já que o Brasil é um país que gosta deste gênero de filme.
O filme tem três protagonistas: Marie (Cecile de France) uma jornalista que está de férias na Tailândia e tem uma experiência com o pós morte por causa do famoso tsunami que aconteceu por lá. George (Matt Damon), um vidente que ficou famoso mas que decidiu abandonar o sucesso para tentar ter uma vida comum, e Marcus (vivido pelos irmãos Frankie e George McLaren) que perde o irmão Jason em um acidente e parte em busca de alguém que possa concta-lo com o irmão falecido. E claro, essas três pessoas irão se cruzar e modificar uma a vida das outras.
Contar mais da trama estraga porque a graça é justamente você acompanhar a trama de redenção e auto-aceitação destes personagens, principalmente a de Marie, que após a experiência não consegue mais se recuperar em seu trabalho, onde perde o namorado e o trabalho como ancora de um jornal francês. E pra mim é essa personagem que faz com que o público goste mais do filme, pois nos identificamos com ela. E é daí também que reside a melhor interpretação do filme, da sempre auto-nível Cecile de France, que já é estrela em seu país natal mas que protagoniza pela primeira vez um filme americano. Matt Damon também está muito bem aqui, mas vejo furos em sua trama, bem como a do menininho que consegue fazer as coisas de maneira fácil demais. Infelizmente, o furo da história reside no roteiro de Peter Morgan, que foi muito abstrato em grandes partes do filme, bem como amarrou as situações em alguns de momentos de modo pouco profundo e convincente.
E Clint também parece ser a pessoa errada a dirigir este tipo de longa, que tem um ritmo muito lento e calmo demais, sendo que o filme nem tem tanta duração...mas pelo lado positivo, as atuações são realmente boas, e Clint mais uma vez mostra que é um ótimo compositor! Os efeitos visuais também são primorosos e mereceram a indicação ao Oscar.
Bem, é um filme mediano, que deixa a desejar pelas pessoas envolvidas na trama, mas que provavelmente será querido por aqueles que gostam deste tipo de narrativa, principalmente por aqui.
Nota: 6,0
