quarta-feira, 27 de abril de 2011

Agora em dvd: As coisas impossíveis do amor

Este filme de 2009, que chega ao Brasil direito em dvd, é a adaptação de um best-seller de mesmo nome, e é estrelado por Natalie Portman antes dela lançar Cisne Negro (por isso que no pôster dizem ser sua melhor atuação desde Closer).

O filme conta a história da personagem dela, Emilia, uma advogada que se apaixona por Jack (Scott Cohen) que é seu sócio em uma firma de advogados e é casado com Carolyn (Lisa Kudrow) e tem um filho William (Charlie Tahan) que é solitário e introspectivo. Mas quando Em fica grávida, Jack larga esposa e filhos para iniciar uma nova vida com ela. O problema é que a filhinha dos dois, Isabel, morre no terceiro dia de vida, causando uma crise extrema em todos os envolvidos, fazendo com que Em entre em uma depressão profunda e não consiga superar a perda.

O filme, dirigido e escrito por Don Roos (que é mais conhecido por seu trabalho como roteirista, onde assinou roteiros de filmes como “Diabolique” e “Marley & eu”) é feito de modo muito delicado, onde a personagem de Natalie é o fio condutor de toda a história, e seu sofrimento, tão aberto e sincero, passa para o espectador. Há ainda um segredo envolvendo a personagem, que só se descobre quase no final da película e que pesa muito sobre o sofrimento pessoal da protagonista...não chega a ser um romance como o próprio título pode apontar, mas sim um drama que lembra um pouco “Reencontrando a felicidade”, novo filme de Nicole Kidman, mas tem uma perspectiva diferente por ainda apresentar a problemática da madastra com o enteado, e o relacionamento de Em com a ex de Jack, Carolyn, que sempre faz tudo para ferir e humilhar a nova esposa, usando seu filho como marionete nas situações.

É então um drama muito bem feito e acabado, com atuações realmente profundas e inteligentes, e com o uso sensacional da canção “Hometown” de Adele em uma cena chave. Para ver e se emocionar.

Nota: 8,0

terça-feira, 19 de abril de 2011

Videocast: Minissérie Carlos



Minhas opiniões sobre a genial minissérie de Olivier Assayas- Carlos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Agora em dvd: A Mentira

Em uma época onde comédias românticas se parecem cada vez mais com seus enredos fracos e seus finais esperados, eis que surge uma luz no fim do túnel através de um longa inteligente, divertido e que anuncia uma nova estrela. O filme em questão é “A mentira” protagonizado pela excelente Emma Stone.

O filme conta a história de Olive (Stone) uma garota inteligente que estuda no ensino médio mas que não é popular e que, após ser colocada na parede pela melhor amiga Rhiannon (Alyson Michalka) que a superestima, mente dizendo que transou pela primeira vez, o que se espalha pelo colégio e faz com que ela se torne alvo da puritana Marianne (Amanda Bynes, em seu ultimo filme já que a garota aposentou-se precocemente). Só que, para piorar a situação, Olive começa a receber propostas de garotos para sair, para mentir que dormiu com eles (já que os garotos em questão tratam-se de gays, gordinhos, enfim, garotos que não são populares ou tem algo a provar), ganhando dinheiro em troca! Ela então se torna praticamente a versão moderna de Hester Prynne, a protagonista do romance “A letra escarlate” e cola um “A” na sua roupa para “mostrar” suas intenções que não são verdadeiras.

Ocorre que, com o tempo, Olive vai percebendo que ajudar os outros não lhe traz nenhuma ajuda e, que suas mentiras estão se tornando uma bola de neve o que pode fazer com que ela perca o seu grande amor, Woodchuck (Penn Badgley, de “Gossip Girl”).

O filme já seria muito bom pelo seu roteiro, mas é o elenco quem dá o tom perfeito do filme- de Emma como Olive, aos pais dela, vividos por Patrícia Clarkson e Stanley Tucci, até os professores do colégio, vividos por Lisa Kudrow e Thomas Haden Church. E claro, Penn Badgley, excelente como sempre, como o mocinho original da trama.

Enfim, é um filme delicioso de se assistir, muito bem feito, bem dirigido, que deixa uma sensação boa ao final e traz Emma Stone mais radiante e divertida como nunca! Ah, e quem assistir o longa com certeza sairá com uma vontade louca de ouvir “Pocketfull of Sunshine” de Natasha Bedingfield...assista o filme e descubra o porquê.

Nota: 8,5

domingo, 10 de abril de 2011

Séries da BBC: Orgulho e Preconceito

A história de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, é uma das mais amadas de todos os tempos e é considerada a obra prima de Jane Austen, por ser a sua obra que melhor retrata as idas e vindas do amor. Inúmeras versões já foram adaptadas para o cinema e a tv, sendo as mais famosas a de 1940 com Greer Garson e Laurence Olivier, a de 2005 com Keira Knightley e Mathew MacFadyen e claro a versão da BBC de 1995 com Jennifer Ehle e Colin Firth que viriam a se reencontrar nas telas do cinema ano passado com o aclamado “O Discurso do Rei”.

Contando a história das irmãs Bennet em 6 capítulos, a série demonstra cada aspecto, ar, e paragrafo do livro, sendo a obra mais fiel justamente por ser a mais longa de todas as adaptações, tudo isso claro, graças ao roteiro do sempre fantástico Andrew Davies (de “Daniel Deronda”, “Little Dorrit” e “Bleak House”) que conseguiu transpor às telas a incrível história de amor sem se tornar maçante ou comprido demais.

A parte técnica também é um primor, incluindo a excelente trilha de Carl Davis (“A mulher do tenente francês”, “Cranford”) e a fotografia de John Kenway (“Jane Eyre” de 83, “Love on a branch line”). Mas o que realmente faz da série ser uma obra prima, mais do que todo o elenco, e até mesmo mais do que Jennifer Ehle, é Colin Firth como Mr. Darcy. Pra se ter uma noção do impacto causado por ele na Inglaterra, foi por causa deste papel que Helen Fielding escreveu “O diário de Bridget Jones” onde o próprio Firth revisitou seu Mr. Darcy.

De tempos em tempos a Inglaterra se apaixona por uma série de modo avassalador, e isso já aconteceu com a série da ITV “Upstairs, Downstairs” que durou 4 temporadas na década de 70, “Brideshead Revisited” da ITV de 1981 (até hoje a maior audiência em um programa da história da Inglaterra, que teve até mais audiência que o funeral da Princesa Diana!!!!!). E claro que com “Orgulho e Preconceito” não foi diferente- é até hoje a série da BBC que mais teve audiência de todas. Mas tudo isso por causa de Colin Firth, que interpreta Darcy de maneira única. Aliás, foi por causa da série (embora antes já famoso por lá, e já protagonista de filme famoso, ele tinha feito “Valmont” dirigido por Milos Forman) que ele se tornou uma coqueluche na Inglaterra, e iniciou um caso de amor que existe até hoje, sendo um dos atores mais adorados da história do país. Aliás a cena dele saindo do lago é considerada um clássico até os dias de hoje.

Talvez por isso tenha sido tão injusto que Jennifer tenha levado o Bafta e ele não (uma injustiça já sanada já que ele levou por dois anos seguidos o premio- ano passado e este ano), e que ele não tenha sido indicado nem ao Emmy de melhor ator (a série levou melhor figurino, concorrendo também a melhor fotografia, roteiro e minissérie), mas acima de qualquer prêmio, sua interpretação ficou eterna para todos, e, graças ao lançamento da série aqui no país, poderá ser apreciada por fãs do ator ou do gênero.

Uma grande série, que merece ser vista e revista não só por sua história, mas por seus atores, que brilham incansavelmente marcando as percepções do espectador.

Nota: 9,0

domingo, 3 de abril de 2011

Agora em dvd: Amor por contrato

Dirigido e escrito pelo alemão Derrick Borte, o filme é uma critica às famílias consumistas atuais, ao contar a historia dos Jones, uma família que aparenta ser perfeita mas que na verdade é de mentira, pois seus membros são contratados por uma empresa para venderem o seu estilo de vida aos vizinhos e habitantes do local o qual estão no momento.

Só que nem tudo sai da maneira perfeita que é a prevista- Steve (David Duchovny ) é o patriarca que tem coração demais para pensar na situação como um puro negocio, já Kate (Demi Moore) é ao contrário- como ela é a chefe da chamada “unidade” tenta levar tudo à sério demais, embora esteja claramente se apaixonando por Steve. O casal de “filhos” Mick (Bem Hollingsworth) e Jenn (Amber Heard) também tem suas complexidades- Mick esconde sua homossexualidade e Jenn só se interessa por homens mais velhos...e casados. Com a complexidade dos 4 protagonistas, o filme vai sendo conduzido pela paixão de Kate e Steve, e principalmente pela humanidade deste, preocupando-se com seus vizinhos, e com tudo que acontece ao seu redor.

Aliás, o filme nos faz refletir- quão longe estão os Jones de famílias que conhecemos no dia-a-dia? Por mais que eles sejam “de mentira” e queiram aparentar algo que não o são, muitas são as pessoas que conhecemos que agem da mesma maneira, ou até pior. E até que ponto o consumismo pode atingir a nossa vida, roubando a nossa essência (e no filme isso mostra bem ao narrar um casal de vizinhos dos Jones que vive em crise por mergulhar no poço sem fundo do consumismo)?

Comprar é bom, mas não vai nos dar amor, carinho, atenção, amigos e principalmente uma família. E infelizmente esta mensagem não conseguiu ser entendida pelos Estados Unidos, já que o longa acabou sendo um fracasso de bilheteria por lá...mas para quem assistir vai ser bom para refletir sobre a nossa sociedade atual, e o quanto o capitalismo nos deixam cegos pela nossa própria paixão pelo consumo.

Filme super indicado, não só por ter uma mensagem bacana mas também porque consegue convencer como comédia romântica, sendo um ótimo entretenimento. Com certeza, vale ser visto.

Nota: 8,0