UPDATE 22:49 - Annette Bening é a atual presidente do departamento de atores da Academia. Já estou confeccionando minha plaquinha de 'É marmelada!'
Vale ressaltar que este post está sendo publicado dois dias antes do SAG's, que podem definir ou pelo menos refletir os rumos definitivos das categorias. Minhas apostas, por aqui, são as mesmas que para o SAG's.
Vale ressaltar que este post está sendo publicado dois dias antes do SAG's, que podem definir ou pelo menos refletir os rumos definitivos das categorias. Minhas apostas, por aqui, são as mesmas que para o SAG's.
Seguindo meus extensos elogios à temporada 2010/2011, vemos 20 selecionados para essas 4 categorias nos brindando com atuações de alto nível e algumas delas memoráveis, enterrando de vez a má experiência da temporada passada. Vamos aos comentários!
Ator (Jeff Bridges - Bravura Indômita, Colin Firth - O Discurso do Rei, James Franco - 127 Horas, Jesse Eisenberg - A Rede Social, Javier Bardem - Biutiful)
Tiago:
E que lista! A última vaga era um suspense, Ryan Gosling de Blue Valentine chegou a esboçar uma indicação, alguns esperavam que todo o elenco elogiadíssimo de O Vencedor fosse indicado, adicionando Mark Whalbergh na categoria e Robert Duvall pelo nem tão comentado Get Low também chegou perto. E então o sempre excelente Bardem surpreende com uma indicação sem muitos precedentes, exceto a destacável vitória de melhor ator em Cannes, e reza a lenda que Julia Roberts não poupou esforços para ajudar o amigo. Colin Firth surge como franco favorito pelo seu George VI, o rei gago - em uma excelente interpretação que, não bastasse, está colhendo os frutos pela derrota que o ator teve o ano passado com sua delicada interpretação em O Direito de Amar, de fato, o melhor ator do Oscar do ano passado. Jesse Eisenberg surge delicioso com seu Mark Zuckerberg autista e arrogante, James Franco carrega nas costas toda a dramática de 127 Horas sozinho, e nos deixa grudado em sua trama e, por fim, Jeff Bridges divide toda a aura de Bravura Indômita com Hailee Steinfeld. Alguns reclamam de Bridges, o acham canastrão neste filme. Bobeira, seu personagem é rico, multifacetado, e o ator nos comove e nos faz gargalhar em questão de minutos - o considero a melhor interpretação do ano. Vale lembrar que ele foi o vencedor do ano passado, por Coração Louco, o que destrói todas as suas chances.
Quem vence: Colin Firth, pelos motivos citados acima e por estar em um dos filmes queridinhos da temporada.
Quem merece: Alguém duvida que qualquer um que vencer terá feito por merecer? Já que Bridges já venceu ano passado, eu realmente tendo a dar meu voto para Jesse Eisenberg, também pelos motivos citados acima. Mas a Academia jamais premiaria um jovem.
Vivi:
A única surpresa aqui foi Javier Bardem por Biutiful, já que, além dele falar em espanhol no filme, ele quase não foi citado nas premiações (e olha o poder do Bafta aí)...E isso me faz lembrar que eu tenho que ficar amiga da Julia Roberts logo, já que foi a moça quem deu um empurrãozinho pra indicação do amigo, ao celebrar um jantar com produtores em homenagem à ele, passando o filme pra galera ver... Poderiam estar aqui Robert Duvall, pelo bacana "Get Low" e Ryan Gosling, interpretando um homem sofrendo por amor em "Namorados para sempre" (não se assustem pelo titulo brega, o filme é muito mais que uma sessão emotion da TNT). E se o oscar fosse justo ele iria prestar atenção em MAIS filmes estrangeiros e indicar Eric Elmosnino por "Gainsbourg- Vida heroica" ou Andy Serkis, assustador no excelente "Sexo; drogas & rock'n'roll".
Quem vence: Colin Firth por O discurso do rei. Muita gente diz que Colin estava melhor ano passado, que é quando deveria ter vencido e etc. O fato é que talvez seja porque o personagem de Colin, à primeiro plano, seria fácil de interpretar. O que na verdade é ao contrário. George VI é tão complexo quanto a Nina Sawyers de Cisne Negro. Seu personagem é traumatizado, sensivel, carente, rejeitado, gago e esquisitão. E sim, ele interpreta um futuro REI da Inglaterra, o cara que colocou aquela joça pra funcionar e mandou o Hitler catar minhocas na segunda guerra!!!!! Por isso, nunca subestimem um rei, por mais introspectivo que ele seja...
Quem merece: Firth, pela atuação de sua vida, e por conquistar cada pedacinho do seu coração ao longo dos 110 minutos de "O discurso do rei". Por mais que você não goste do filme, é impossivel não gostar do protagonista.
Atriz (Nicole Kidman - Reencontrando a Felicidade, Michelle Williams - Blue Valentine, Jennifer Lawrance - O Inverno da Alma, Annette Bening - Minhas Mães e Meu Pai, Natalie Portman - Cisne Negro)
Tiago:
Quem acompanhou a corrida deste ano sabe que esta foi a primeira categoria importante a ser definida, meses atrás. A última vaga aberta era dada, de início, para Williams em Blue Valentine. Desde então ela já dividiu atenção com Julianne Moore, pelo mesmo filme que indicou Bening, Hillary Swank em Conviction, Halle Berry e Leslie Manville. Até Sally Hawkins foi cogitada tempos atrás. Eis que, no final da corrida, chegou ela mesma. Moore está em uma 'situação Kate Winslet' já, ou seja, não vale mais a pena indicá-la se não for para premiá-la, e isso a afastou de indicação tanto este ano quanto ano passado, como coadjuvante por O Direito de Amar. Chegou-se a cogitar, por fim, que Hailee Steinfeld seria indicada na categoria correta - uma vez que ela é líder absoluta em Bravura Indômita e foi promovida como coadjuvante, algo que a Academia consertou uns dois anos atrás quando indicou Winslet como protagonista por O Leitor, a despeito da promoção enquanto coadjuvante. A novata Lawrance está arrasado no deprimente O Inverno da Alma, em um papel pesado mas muito grato, pois levado a sério, o que ajudou a chamar bastante atenção para a atriz. Kidman volta a uma atuação de destaque, e sua indicação foi meio automatizada, como um 'bem vinda de volta', mas ela está bem. A briga está mesmo entre as duas finais. Bening surge na comédia cool do ano, em um papel nada sutil que a atriz empresta certa graça e maturidade. Sua personagem Nic tinha o risco de ser por demais estereotipada como a lésbica masculinizada, chefe de família, mas a sensibilidade de Bening faz com que o estereótipo seja desfacelado e outras facetas como a traição, a tentativa de agradar sua mulher e não se entregar apenas ao trabalho e a angústia ao ver sua família indo pelos ares foi muito bem trabalhado. Ah se fosse em outro ano... Mas não tem como! Nina Sawyers é a personagem do ano, defendida com bravura e perfeição por Natalie Portman, em uma atuação que precisará de toda uma crítica ao filme para ser descrita - o que será feito perto da estréia do mesmo. Mas o seu confuso papel de bailarina em busca da perfeição, cada vez mais mergulhada no imaginário violento e sexual que lhe é necessário é arrebatador.
Quem vence: A briga está muito dividida, e essa pode ser a categoria mais surpreendente da noite. Natalie Portman é tida como favorita absoluta e irrevogável, pois sua atuação venceu quase todos os prêmios de destaque até agora. Entretanto, eu digo tranqüilamente que sua briga com Bening está 50% a 50%. Bening foi indicada há mais de uma década por Beleza Americana e perdeu para uma atriz jovem (na verdade, desconhecida), com um papel dramático carregado - Hillary Swank, em Meninos Não Choram. E então, indicada de novo anos mais tarde, perdeu para uma atriz jovem em um papel dramático carregado. A mesma Hillary Swank, dessa vez em Menina de Ouro. Dar-lhe uma terceira derrota para uma atriz jovem em papel dramático carregado é quase anunciar uma guerra ou assinar o atestado de ódio à atriz. E a Academia adora prêmios de consolação...
Quem merece: Natalie Portman, Cisne Negro.
Vivi:
Aqui tinha-se uma ideia de quatro das indicadas (Portman, Benning, Lawrence e Kidman) tendo uma vaga em aberto. Eu apostei até o ultimo segundo que eles colocariam a mão na consciencia e indicariam Hailee Stenfield na categoria o qual ela realmente merecia uma indicação, o que não aconteceu. Sobrou então para Michelle Williams ser indicada, pelo seu incrivel trabalho em "Namorados para sempre". Este ano foi ótimo em atuações, mas duas atrizes em produções estrangeiras também poderiam figurar na categoria: Tilda Swinton, pelo fantastico "I am love" e Noomi Rapace por "Os homens que não amavam as mulheres". Tilda provavelmente não foi indicada porque além dela já ter um Oscar (o que relaxa a academia de ter a obrigação de indicá-la), "I am love" infelizmente não foi o escolhido da Itália para representá-la na categoria de melhor filme estrangeiro (conselho para Itália- parem de se influenciar pelas novelas brasileiras da globo e voltem à focar suas produções em projetos como este, que retomam o verdadeiro cinema italiano). Já Noomi, pelo simples fato da trilogia Milennium estar sendo refilmada, e sua indicação acarretaria uma pressão enorme em Rooney Mara, o que não seria muito legal pra menina. Julianne Moore também poderia estar aqui, mas foi prejudicada pelo buzz da parceira em cena Benning.
Quem vence: Por mais que "Cisne Negro" não tenha sido tão bem quisto assim pela academia, não consigo imaginar outra pessoa vencendo este oscar de atriz do que Natalie. A atriz, além de ser ótima em qualquer projeto, está suprema no papel de Nina, a doce bailarina que perde o controle ao conseguir protagonizar o balé "O lago dos cisnes". E por mais que Annete Benning seja sim uma das minhas atrizes favoritas, quero ve-la ganhando quando merece, e não quando ela divide de igual pra igual um papel com Julianne Moore quando esta foi totalmente esnobada em "Minhas mães e meu pai". A batalha é entre as duas mas ainda tenho grandes certezas da vitória de Portman.
Quem merece: Portman, a alma e poder do conto de fadas gótico "Cisne negro".
Ator Coadjuvante (Christian Bale - O Vencedor, Geoffrey Rush - O Discurso do Rei, John Hawkes - O Inverno da Alma, Jeremy Renner - Atração Perigosa, Mark Ruffalo - Minhas Mães e Meu Pai)
Tiago:
Esta categoria está um tanto interessante. Jeremy Renner não merece nem precisa estar aqui, mas chegou. Mark Ruffalo é sempre ignorado pela crítica, apesar de bons desempenhos (e destaco tranquilamente Ensaio Sobre a Cegueira), e muito se falou sobre as mulheres de Minhas Mães, mas acontece que o 'Meu Pai' em questão também tem uma atuação muito boa, e quem sabe a indicação não dê um up na carreira do ator. John Hawkes também foi lembrando, o que me deixou extremamente feliz, porque seu papel não tem tanto destaque assim. Alguns juram de pés juntos que Geoffrey Rush tem a melhor atuação da categoria e eu realmente ainda não achei onde, mas foi uma boa indicação. Por fim Bale, também com excelentes trabalhos nas costas e sempre ignorado pela Academia (alguém aí falou Sobrevivente ou O Operário?). Alguns lamentaram a ausência de Andrew Garfield nesta categoria. É uma boa atuação, mas de fato sua presença some quando está por perto de Eisenberg - e eu realmente acho que não superei minha raiva pelo ator desde Não Me Abandone Jamais, então não lamentei muito a esnobada. Honestamente falando, eu vibraria mais com uma indicação a Vicent Cassell por Cisne Negro, o que nunca foi cogitado.
Quem vence: Christian Bale. É um tour-de-force, uma atuação bem expressiva e destacável. A única chance dele perder este prêmio se deve ao fato do ator ser tido como um babaca que ninguém gosta - o que é um tanto pesado e conta muito contra. Entretanto, não vejo outra atuação fazendo frente ao ator, e qualquer outra vitória seria uma grande surpresa.
Quem merece: Christian Bale.
Vivi:
Já se sabia aqui que eram mais atores disputando do que vagas disponiveis, então de qualquer jeito, ia sobrar a batata quente de ficar de fora para algum deles. O que não se imaginava porém, é que quem ficaria de fora seria um dos queridinhos do ano - Andrew Garfield, que é único personagem mais humanizado de "A rede social". Em seu lugar, um desconhecido John Hawkes, interpretando o tio da protagonista de "Inverno da Alma" tão bom quanto a jovem. Poderiam ser indicados Andrew Garfield, já que ele está excelente em "A rede social", bem como Armie Hammer, também de "A rede social". Matt Damon também poderia ser lembrado por "Bravura Indomita" bem como Vincent Cassel por "Cisne Negro". Mark Ruffalo, por "Minhas mães e meu pai", não vence de jeito nenhum, pois sua indicação já foi um presente e tanto para o ator canastrão. Se o Oscar fosse justo ele iria indicar e premiar Flavio Parenti, que interpreta Edoardo Recchi, o filho de Tilda Swinton em "I am love". Sua atuação é uma das melhores dos ultimos anos.
Quem vence: Christian Bale tem levado todos os premios por "O vencedor", mas talvez o fato dele ser antipático o prejudicará na corrida final. Do outro lado da linha tem-se então Geofrey Rush, o poderoso ator australiano que já tem um Oscar (e também um Emmy e um Tony, só faltando um Grammy pra ele se tornar um daqueles artistas mais poderosos do circuito), mas que está impactante em "O discurso do rei".
Quem merece: Geoffrey Rush, absurdo em "O discurso do rei".
Atriz Coadjuvante (Amy Adams - O Vencedor, Melissa Leo - O Vencedor, Hailee Steinfeld - Bravura Indômita, Jacki Weaver - Animal Kingdom, Helena Bonham Carter - O Discurso do Rei)
Tiago:
Ah, como é gostoso ver que Helena Bonham Carter descobriu que há vida própria além Tim Burton. Mas, curiosamente, eu prefiro sua atuação em Alice, onde eu simplesmente não conseguia parar de dar risada. Amy Adams é uma gracinha né, e de gracinha em gracinha vai sendo indicada assim, sem mais. E quando ela vai deixar de ser coadjuvante? E quando ela vai deixar a carinha de sofredora dela? Dizem que Jacki Weaver tem a grande atuação da categoria, mas honestamente, quase ninguém viu, inclusive os votantes. Sobram Melissa Leo, que até sua indicação por Rio Congelado dois anos atrás ninguém conhecia, que está muito bem em O Vencedor e que é a front-runner até agora. E então temos Hailee Steinfeld, com sua pouquíssima idade, segurando com louvor as pontas em Bravura Indômita. O que conta a favor é que a Academia adora papéis coadjuvantes que tenham grande destaque em seu respectivo filme - mas o que pesa contra é a obviedade é que ela é lead e não deveria estar indicada aqui. Por outro lado, seria a chance de dar um prêmio de destaque para Bravura Indômita, o segundo filme mais indicado da noite. Por outro lado, a Academia não gosta muito de premiar crianças. Por outro lado, seria uma boa criança a se dar o prêmio (uma vez que recusaram a premiar a brilhante Saoirse Ronan por Desejo e Reparação). E olha que a garota roubou a indicação de Mila Kunis, que eu tanto queria. E ainda assim continuo torcendo por ela.
Quem vence: Melissa Leo, O Vencedor. Por outro lado, Hailee Steinfeld, Bravura Indômita...
Quem merece: Hailee Steinfeld. E olha que não gosto dessas indicações em categoria errada.
Vivi:
Bem como na categoria de atores coadjuvantes, a categoria de atriz coadjuvante tinha muita candidata pra pouca vaga, mas neste caso realmente eram pelo menos 10 atrizes para cinco vagas!!!! De todas as indicadas porém, estranhou-se a ausencia de Mila Kunis em "Cisne Negro"....embora em seu lugar, uma incrivel Jacki Weaver tenha aparecido, justamente, em seu lugar por "Reino Animal". A protagonista de "Bravura Indomita" a jovem e talentosa Hailee Stenfield foi submetida à coadjuvante, o que tornam as coisas ainda mais interessantes... Mereciam ser indicadas, caso houvesse espaço, a dupla de Cisne Negro- Barbara Hershey e Mila Kunis, a dupla de "O garotos de Liverpool"- Anne Marie Duff e Kristin Scott Thomas (mais uma vez subestimada pela academia) e Olivia Williams, por "O escritor fantasma".
Quem vence: Melissa Leo tem vencido todos os premios, mas é a presença de Hailee Stenfield, que faz tudo estremecer. Hailee está soberba em "Bravura Indomita" e mostra muito de seu talento aqui. Acredito que uma das duas vença o premio final.
Quem merece? Stenfield, que move de modo incrivel tudo à sua volta em "Bravura Indomita".
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E amanhã encerramos nossas análises com a tão esperada categoria Melhor Filme.

6 comentários:
Tiago e Vivi, assisti novamente os videos das vitórias de Annette e Natalie no Golden e notei que os atores aplaudiram Annette de pé, o mesmo não se deu com Natalie, mas enfim...vamo aguardar.
minha mãe já nao concorda, acha a Annete uma pessoa muito amavel e que nao seria anti ética ao ponto de querer ganhar um oscar só por vaidade.
eu tbm concordo com ela, mas o que pode acontecer é ela ser votada mais que a nat por ser muito querida por todos.
Nessas categorias de atuação tenho poucas ressalvas. Só é triste a ausência de Garfield frente à atuação superestimada de Renner. E, claro, Moore de fora, mesmo que esteja no mesmo nível que a Benning.
O problema dos Oscars é o excesso de moralismo, os prêmios de consolação e quando eles não gostam do artista (como aconteceu com o Mickey Rourke em O Lutador). Acho o Globo de Ouro mais humano por causa disso, pois reconhece o trabalho e não a pessoa que interpreta. Acho difícil o Bale levar o Oscar. Difícil mesmo! E essa da Annette Bening também é um acinte. De certo mesmo só o Colin Firth pra apagar o vexame do Direito de Amar (e que eu, honestamente, preferia mesmo o Jeff Bridges).
Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com
Vexame Direito de Amar? Como assim?
Ti acho que ele se refere ao fato de Colin não ter vencido o Oscar ano passado, quando realmente merecia.
Mas esse ano ele tbm merece, sua atuação é excelente.
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