segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Especial: Os melhores da década (Tiago) - Maquiagem


Seguindo as listas de melhores da década (que como vocês bem perceberam está sem regularidade de tempo na sua publicação), vamos logo discutir as massas e tintas que dão vida a seres inimagináveis. Tive uma dificuldade imensa de colocar filmes de terror na lista, não por preconceito, mas tantos abusam tanto de maquiagens (e boas) que merecia uma lista só para eles. Acabou com quase todos ficando de fora.

10. Moulin Rouge! - Amor em Vermelho

Pois é, e maquiagem não é só criar monstros, como a décima e a nona posição bem demonstram isso. Ainda assim, o musical de Baz Lurmann não tem uma maquiagem nada sutil - nem deveria. A caracterização dos personagens é carregada, e os peruqueiros devem ter enlouquecidos. Uma indicação ao Oscar que me surpreendeu, mas definitivamente foi merecida.

9. Memórias de uma Gueixa

Juro que acho hipnotizante. Nem tem muito como justificar.

8. O Grinch

Filme bobo pra caramba. Mas a maquiagem é fantástica. Coitado dos atores - sempre penso que eles morrem debaixo daquilo tudo.

7. O Curioso Caso de Benjamin Button

Acha a maquiagem perfeita? Volte o filme e veja se não é digital. Acertou, apenas a maquiagem de Cate Blanchett deve ser considerada aqui. Muito boa, mas também um pouco over the top - só justificando caso vocês se surpreendam com uma colocação baixa para o filme.

6. Apocalypto

Excelente maquiagem daquele ano, sem dúvida, neste subestimado-mas-ótimo filme do lunático Mel Gibson. Mas claro, encontrou um concorrente superior...

5. A Paixão de Cristo

Angustiante, simples assim. Como Mel Gibson tem uma queda por sangue, não?

4. Hellboy (1 e 2)

Guilhermo del Toro é mestre na caracterização de seus personagens. Hellboy é um desfile de seres sobrenaturais, diferentes, com visual excêntrico, de encher os olhos... Ah, preciso falar qual é a terceira posição? Pois bem...

3. O Labirinto do Fauno

Del Toro de novo. Merecidamente.

2. Piratas do Caribe - Trilogia

Por tudo, pelos seres fantásticos, pelos piratas, pela sujeira. Adoro tudo que envolve o visual destes filmes.

1. O Senhor dos Anéis - Trilogia

Essa foto dos Orcs é mais ilustrativa que tudo. Não se restringe a isso. Orcs, Elfos, Anões, Homens, Hobbits, Magos - e o mais impressionante de tudo: todos eles vão a guerra para detonar, exércitos e exércitos. Se cheguei a comentar que os efeitos visuais do filme envelheceram mal, o mesmo nunca poderá ser dito da maquiagem - um trabalho impressionante e extremamente bem realizado.

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Como eu disse, no mínimo uns 15 filmes de terror entraram na disputa (de Jogos Mortais a Pânico na Floresta), e eu desisti. Além disso, Frida, Piaf - Um Hino ao Amor e a trilogia Star Wars chegaram perto.

Próxima? Direção de Arte! E céus como está difícil terminá-la e cortar filmes que eram bem consideráveis. Ah, e apenas para compartilhar, Vivi fará participação especial nas listas de figurinos e trilha sonora!!!

domingo, 26 de setembro de 2010

Agora nos Cinemas: Baarìa - A Porta do Vento


Eu tenho uma queda considerável pelo diretor Tornatore. Não conheço todos os filmes do diretor, mas Cinema Paradiso e Estamos Todos Bem me comovem imensamente, e só Malena eu considero apenas mediano. E agora voltei a essa fase de extrema satisfação com seu novo filme, indicado ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro (eles adoram um nome famoso), mas recebido de maneira morna pela crítica internacional.

O filme é, acima de tudo, uma grande saga de uma família - a família de Peppe Torrenuova e Malinna. Peppino é um homem humilde Sicília, que no decorrer de sua maturidade, envolver-se-á com o partido comunista italiano e as lutas pela reforma agrária e outras questões sociais. Para quem não sabe, também é um filme autobiográfico, pois se trata da saga da família do diretor - ele será o filho mais velho de Peppe.

O filme com a duração próxima a duas horas e meia, pode ser dividido em três partes - e a primeira delas é simplesmente encantadora e apaixonante. Focando a vida de Peppe desde sua infância, Tornatore trabalha pequenas narrativas visuais da comunidade na qual o personagem vive. Nisso há diversas cenas e situações, de inúmeros personagens que sequer chegam a ter outra importância no filme que erroneamente foram entendidas como falta de foco da narrativa, mas pelo contrário, é o ponto alto do filme, extremamente comovente, que demonstra o fascinante contexto da vida de Peppe. A sensação que tive foi de total imersão daquele povoado, que gerou quase verdadeira paixão, e relutância quando o filme muda seu foco - destaque para as sensacionais seqüências que tratam sobre a Segunda Guerra Mundial. Na sua segunda hora, focando nas questões políticas que envolvem o personagem principal. Há certo desconforto sobre o discurso notadamente comunista, um tanto defensor - que, pelo menos, trás algumas críticas que eles sofreram em alguns momentos. No entanto, se o filme é sobre um comunista, feito por alguém que se educou neste contexto, acho nada menos que justificável esta abordagem. Por fim, ao abordar a realidade da infância e juventude dos filhos de Peppe, novamente temos uma breve imersão na sociedade na qual eles vivem, que trás alguns choques (muito bem ressaltados) entre aquele momento e o anterior. Em alguns momentos o filme me lembrou muito a sensação que tive com Um Violinista no Telhado.

Contando com um conjunto de elenco interessantíssimo, especialmente os atores infantis e Francesco Scianna, o filme conta com uma eficiente (mas nem tão original) trilha sonora de Ennio Morricone e com uma belíssima fotografia Enrico Lucidi.

Foi um bom ano para filmes estrangeiros, e este é mais um bom exemplar. Merecia ter recebido uma atenção da Academia...

Nota: 9,0

sábado, 25 de setembro de 2010

Agora nos cinemas: "Gente grande"

Com o objetivo de reunir os seus amigos e arrecadar uma boa bilheteria, Adam Sandler se uniu à Fred Wolf e, dirigido por Dennis Dugan (que já o dirigiu em "Eu os declaro Marido e Larry" e "O paizão") roteirizou e protagonizou o filme "Gente Grande" que também é estrelado pelos seus amigos Kevin James, Rob Schneider, David Spade e Chris Rock e que conta a historia de um grupo de amigos que se reunem após a morte do treinador do time de basquete que eles tinham quando crianças, e que ganharam um título importante.
Lenny é bem sucedido e casado com a bela Roxanne (Salma Hayek). Kurt (Chris Rock) é casado com Deanne (Maya Rudolph) que está grávida. Eric (Kevin James) é casado com Sally (Maria Bello, também aqui mega figurante) que dá de mamar para o filho de 4 anos. Marcus (David Spade) está avulso e Rob (Rob Schneider) é casado com Gloria (Joyce Van Patten) que é muito mais velha do que ele. E num final de semana, eles vão se reunir e relembrar os velhos tempos com brincadeiras, e diversas situações engraçadas.
O problema do filme é que ele é extremamente previsivel, além de desperdiçar parte do elenco (e vamos e venhamos colocar apenas como figurantes atrizes como Salma Hayek, Maria Bello, Maya Rudolph e Joyce Van Patten é covardia), e segue a mesma velha historia, onde nao existem surpresas ou piadas diferentes. Tudo que é engraçado está no trailer, o que deixa a historia mais fraca.
Mas o filme vale, para assistir todos esses atores reunidos, principalmente por David Spade, eu não o via há muito tempo e adorava seus filmes quando era criança. Rob Schneider é baixo nivel mas é bizarramente engraçado hahaha, e adoro Kevin James, que marcou também minha infância com a série "The king of queens".
Então é um filme que recomendo e não recomendo ao mesmo tempo, pois ele vale se você gosta de algum dos atores principais, mas é um desperdício de tempo se você quer ver uma grande comédia. Passa batido fácil fácil.

Nota: 6,0

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cinema Musical: A trilha de Never Let me Go


Rachel Portman é, sem sombra de duvidas, a compositora mais bem sucedida mundialmente. A primeira mulher a ganhar um Oscar de melhor trilha sonora, e a única a se estabelecer totalmente na nata dos compositores de Hollywood, Rachel tem como característica sua doçura habitual, e criou muitos dos mais belos scores de filmes dos últimos anos, como Oliver Twist, A Casa do Lago, Grey Gardens e A Duquesa, o qual considero o melhor trabalho de sua carreira. Mas em Never Let Me Go Rachel também arrasa em uma trilha dramática, belíssima e nostálgica, que se estabelece como a melhor trilha do ano até agora (conseguindo superar até mesmo a belíssima A Origem).

Never Let Me Go é um filme baseado no best seller de Kazuo Ishiguro que aqui no Brasil tem o nome de “Não Me Abandone Jamais”, que conta a historia de três amigos que crescem juntos em um colégio interno, que tem um segredo e que quando crescem devem enfrentar o mundo, a dor, o crescimento, a perda e, claro, a morte. O longa, protagonizado por Carey Mulligan, Andrew Garfield e Keira Knightley, é dirigido por Mark Romanek (de Retratos de uma Obsessão) e estreia aqui no final do ano, sendo que, na maioria das críticas, a música de Portman vem sendo elevada como um dos melhores valores do filme.

A primeira faixa da trilha, “The Pier” é composta pelo tema do filme, que é executado por cellos e violinos de maneira inigualável, sendo um tema triste, romântico e dramático sem ser exagerado. Em “Main Titles” ouvimos o tema do longa de forma mais completa onde, além das cordas (com o cello sempre em destaque), temos um piano suave e harmônico. Aliás, esta belíssima trilha sonora parece estar narrando um sonho, devido ao seu lirismo e beleza.

“Bumper Crop” é extremamente clássica, onde os violinos lembram um pouco do estilo de Portman em A Duquesa, em um andamento moderato que dá o contorno correto à faixa. Já “To The Cottages”, poética e suave, consegue ser sensível e serena ao mesmo tempo. “The Boat” expõe mais uma vez um dos temas do longa, onde o violino brilha elevando a faixa a um tom ainda mais chique e poderoso. “Madame is Coming” é uma faixa tensa mas de maneira sutil, onde instrumentos como oboé e viola conseguem chamar atenção. Nesta faixa há o efeito “pingos d’água”, onde o piano e as cordas criam um som cristalino dentro de sua atmosfera musical.

“Ruth’s Betrayal” é uma faixa que denota mais acidez e peso, onde ao longo da faixa um violino executa o tema principal novamente. Já “Making Tea” realmente expõe uma tensão em uma intensidade mezzo forte, onde os violinos são sobrepostos pelo oboé. “Evening Visit” também é tensa e tem um piano que age como o responsável por criar o clima de tensão e tristeza na faixa. “Kathy And Tommy” também é outra eficiente composição, onde o violino toca lentamente a melodia de todo o score, complementado pelas cordas de fundo.

“Kathy Watches Behind Screen” também é outra bela faixa mas que se sobressai um pouco menos, é um pouco mais comedida em seu total mas mesmo assim piano e cordas se destacam. Em “Life As A Career” as cordas dominam de forma poderosa e grandiosa. Já “Kingsfield Recovery Centre” traz um maior tom de nostalgia, tendo tristeza em sua nota e harmonia. “Unseen Tides” relembra novamente o tema central, novamente com o cello que dá maior dramaticidade à faixa.

“The Worst Thing I Ever Did” é outro destaque, por ser extremamente sofrida e frágil. “Souls At All” é outra faixa magnífica, como se fosse um preparo para o ponto alto da trilha. Tensa, angustiante, sombria, ela é pesada e forte no ponto certo para chegar à explosão de sentimentos que é “We All Complete”, que para mim é a grande faixa instrumental do ano, onde o clímax do filme e da trilha acontecem e resgatam a alma da história. Incrível, soberana, poética, intensa, onde o cello compõe a melodia do traçado de uma alma de perda e coragem. Fantástica e absurdamente bela. Temos ainda mais duas faixas no álbum: as canções “Hailsham School Song”, que é cantada no colégio interno das crianças, e “Never Let Me Go”, de mesmo nome do filme.

Cabe ressaltar que, embora o tema tenha sido relembrado algumas vezes ao longo de todo o score, ele sempre foi executado com variações, causando um sentimento diferente cada vez que se fez presente. É uma trilha magnífica, que chega ao fundo do coração, e extremamente emocionante e tocante. É a melhor trilha de Rachel ao lado de A Duquesa, e sem sombra de dúvidas, a melhor do ano até agora.

nota: 10,0

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Especial: Os melhores da década (Tiago) - Efeitos Visuais


Pois bem, seguindo com minha abstinência cinematográfica do ano (pode parecer piada, mas o último filme que vi no cinema foi mesmo A Origem), seguirei com meus especiais sobre o que rolou de melhor na década de 2000. Desta vez gostaria de explicar que em algumas categorias técnicas - como é este caso - quando eu acho que há uma igualdade de nível entre dois ou três filmes de uma mesma série (as famosas trilogias), eu compactei todos eles em uma posição. Caso eu ache que apenas um merece menção, o filme estará especificado. Então, vamos à lista dos melhores efeitos visuais!

10º - Inteligência Artificial

Spielberg é um mestre em visual e nos efeitos especiais de seus filmes. Já vimos diversos bons exemplos disso, e este filme é mais um dele. Visual futurista, criação de todo um mundo estranho, fantasioso, alguns ares lúdicos... Acompanha muito bem o bonito drama sobre o robô que queria ser um menino de verdade.

9º - Star Wars (nova trilogia)

Anos de espera pelas prequels de Star Wars resultaram em duas grandes frustrações mais um novo grande momento (o Episódio III, claro). Mas não há o que falar mal dos efeitos visuais destes três filmes.

8º - O Curioso Caso de Benjamin Button

Preciso assumir que levei um certo tempo para entender o que os efeitos de Benjamin Button tinham a se destacar. Até ver um bom tanto de making of, e entender que de fato foi absurdo.

7º - Gladiador

Adoro grandes cenários construídos pelo computador. Perde severos pontos de direção de arte comigo, fato, mas ainda assim, ganha outros tantos pelos efeitos visuais. Uma bela Roma antiga quase que totalmente virtual, assim como algumas batalhas muito bem feitas. Ah sim, e sou um dos poucos defensores de Gladiador.

6º - Harry Potter (a série)

Não há muito como distinguir todos os filmes neste quesito. Alguns necessitaram mais de efeitos, claro, mas a recriação do universo mágico de Rowling é impressionante, de extrema qualidade. E lá se vão monstros, ambientes, jogos de quadribol. Claro que alguns efeitos já envelheceram bem mal, mas paciência.

5º - Transformers

Só vi o primeiro, para ser bem honesto. Ah, os carrinhos que viram robôs né. É. Nem tem mais nada a se falar do filme.

4º - King Kong (2005)

Motion capture de primeira, Peter Jackson inspirado (e quem diria que um dia ele iria se contentar com aquele absurdo de 'Um Olhar do Paraíso'?), NY decadente de 1929, o gorila gigante com coração humano, aquela seqüência final de luta entre KK e os aviões. Apaixonante.

3º - O Senhor dos Anéis (trilogia).

Fiquei em dúvida sobre qual posição dar para este filme. Levando em consideração o impacto que ele causou na época, de fato teríamos ele no pódio. No entanto, considerando que os efeitos já envelheceram mal, ele cairia algumas posições. Mas aí me lembrei do motion capture do Gollum e as enlouquecedoras cenas de batalha, e mandei para o inferno os efeitos de criação de ambiente que já parecem caducos. Mas fato, assistam atentamente a trilogia que vocês sentirão alguns momentos de vergonha alheia...

2º - Piratas do Caribe (trilogia)

Não há o que reclamar. Podemos falar mal dos dois filmes finais da trilogia (mas eu até gosto), mas os efeitos são enlouquecedores de bem feitos, e ainda não envelheceram. Digo mais, eu daria tranquilamente o Oscar de efeitos para A Maldição do Pérola Negra em cima de O Retorno do Rei.

1º - Avatar

Hehehehe, alguém conseguiria fugir deste óbvio? Mas deixem-me tecer alguns comentários. Muito se fala sobre o 3D do filme, e esta não é, definitivamente, a mais importante contribuição do filme neste terreno. O 3D foi muito bem utilizado, de fato animou muitos diretores a usarem a técnica (o que, honestamente falando, acho tão pentelho), mas é um leve 'a mais' do filme. A criação de todo o universo digital de Pandora já é mais destacável, mas já vimos inúmeros exemplos de paisagens criadas digitalmente nesta lista. Então onde entra a grande contribuição inquestionável deste filme? O motion capture. A técnica não era recente, foi utilizada com grande inspiração em algumas animações (como O Expresso Polar e Os Fantasmas de Scrooge), assim como criou personagens memoráveis em filmes live-action, como os já citados Gollum e King Kong. Mas em quase todos os filmes ficava um certo gosto do perceptível, e sabíamos que algo ainda faltava a tecnologia. Aparentemente, isso desapareceu com Avatar. A criação de uma tecnologia especial que captura com perfeição as expressões faciais dos atores é algo quase inimaginável. Por isso, um dos maiores defeitos do motion capture - os olhos dos personagens - desaparece em Avatar, em grandes olhos sempre destacados. Eu aposto todas as minhas fichas que isso foi o que há de mais destacável em todo o escândalo feito acerca dos efeitos visuais de Avatar. Mas todo o conjunto [dos efeitos] é bem vindo.

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PS: por muito pouco 'Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças' não entrou na lista. Explico, acho os efeitos cativantes, e gosto muito quando efeitos simples são usados apenas por função narrativa, e não para serem o grande chamativo do filme. Mas não coube. Também chegaram à briga o primeiro filme do 'Homem Aranha' e os dois Batmans.

Na seqüência??? Maquiagem!

domingo, 12 de setembro de 2010

Agora em dvd: Os homens que não amavam as mulheres

Baseado em obra de Stieg Larsson e primeira parte da trilogia millenium, que já vendeu mais de 27 milhões de cópias em todo o mundo, os “Homens que não amavam as mulheres” é um suspense muito bem construído e prova que, quando um roteiro se baseia em um material que é realmente bom, o resultado final é de alto nível.

A produção suíça que é dirigida por Niels Arden Oplev, conta a história de Mikael Blomkvist (o ótimo Michael Nyqvist) um jornalista que é condenado injustamente à prisão por ter acusado um empresário poderoso por diversos crimes que Mikael não conseguiu comprovar. Contratada para vasculhar a vida de Mikael, Lisbeth (a fantástica Noomi Rapace) é uma hacker com estilo gótico que tem um trauma de infância. Sabe-se que Lisbeth tem um curador, e que foi considerada uma pessoa com problemas mentais (e só descobrimos seu trauma ao longo da narrativa), e que vai sofrer nas mãos de seu novo curador (quando o antigo falece) um homem que demonstra sadismo e que tortura sexualmente Lisbeth. Por outro lado Mikael é contratado por um milionário para que ele resolva o desaparecimento nunca esclarecido de sua sobrinha Harriet Vanger, sabendo que o provável assassino é alguém da milionária família Vanger, Mikael vai tentar juntar as peças para descobrir o grande autor do desaparecimento de Harriet. E ao longo da narrativa Lisbeth (que mesmo depois de terminar o trabalho de vasculhar o computador de Mikael continua o fazendo) e Mikael terão seus destinos cruzados, e irão trabalhar (e se apaixonar) tentando descobrir o mistério de Harriet Vanger.

“Os homens que não amavam as mulheres” tem uma premissa extremamente inteligente- a dos sádicos sexuais, que tem prazer em machucar suas vítimas mas que só conseguem entender um pouco do mal que fazem quando eles mesmos são machucados. O que o livro e o filme demonstram é que é fácil você torturar e machucar o outro, mas quando é você o machucado, todo o contexto muda de figura. O filme é magnífico. Extremamente bem adaptado e com uma escolha certeira para o casal principal, a belíssima Noomi Rapace que tem uma beleza tão delicada, está perfeita como a desconfiada, bruta mas inteligentíssima Lisbeth, bem como Michael Nyqvist consegue incorporar perfeitamente Mikael Blomkvist. A única coisa que me deixa triste é saber que os três longas da trilogia milenium serão refeitos em língua inglesa e, embora seja David Fincher o diretor que irá filmar “Os homens que não amavam as mulheres” acho difícil Daniel Craig e Rooney Mara captarem tão bem os personagens quanto Michael e Noomi.

Pra quem gosta de um suspense bem feito e com reviravoltas, este filme se mostra um sucesso. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes de 2010.

Nota: 9,5

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Especial: Abertura do 21º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo



Boa noite galera, desculpe-me a demora para atualizar o blog, pois estou bem atarefada na minha faculdade de direito (reta final do curso é assim mesmo), mas não posso deixar de comentar sobre a abertura do 21º Festival de Curtas Metragens de São Paulo, que infelizmente nem enem Tiago pudemos ir mas eu sei que tudo foi de um capricho só!
No evento foram exibidos mais de 400 produções em nove salas de cinema! O festival é hiper importante pois é onde a produção latino americana e internacional puderam se encontrar e mostrar seus curtas...na abertura (o Festival foi realizado no Sesc Vila Mariana em São Paulo), houve dinamismo onde Barbara Paz brilhou como apresentadora! Outro fator interessante também foi que houveram sessões de Áudio Descrição no Cine Sesc, e mais uma vez o evento foi um sucesso!
Agradeço desde já pela atenção da Thaís Nadi por ter nos contactado, e pelo carinho, atenção e compreensão demonstrado pela mesma!
Aqui vejam as fotos do festival:




Beijos à todos e boa semana,
vivi

sábado, 4 de setembro de 2010

Cinema Musical: O Ouro para o Oscar 2011



Sim, pode-se dizer que a temporada do ouro já começou e começa também as especulações referente às categorias técnicas. E como não posso deixar de analisar as trilhas, escolhi 15 compositores que são os favoritos do ano ao tão sonhado careca dourado...analisei aqui as chances de cada um versos os seus respectivos filmes...então, eis a lista:


Alexandre Desplat

Claro que eu não poderia começar de outra forma, já que além de Alexandre Desplat ser o meu compositor favorito (ao lado de Alan Menken) ele, mais uma vez é o compositor do ano em termos de trabalho, sendo que nada menos que 8 filmes deste ano terão trilha sonora do francês. São eles: La fille du Puisatier, The Army of Crime (estreiou ano passado na França mas apenas este ano nos EUA), O escritor fantasma, Tamara Drewe, The Special Relantionship (este feito para a TV), Harry Potter e as Reliquias da morte, The king´s speech e The Tree of Life, sendo que estes dois últimos são os trabalhos que mais darão chance à Desplat de ser indicado novamente ao Oscar (mas espera-se muito também de seu trabalho em Harry Potter). Desde 2007, Desplat tem tido uma relação bem amorosa com a academia, pois desde então ele já foi indicado 3 vezes ao Oscar (por "A rainha", "O curioso caso de Benjamin Button" e "O fantastico senhor raposo"). O fato é que Desplat já deu declarações firmes de que ele não vai parar de compor interruptamente enquanto não ganhar um Oscar...será que esse ano finalmente ele ganha? Bem, é esperar pra ver!!!

Hans Zimmer

Hans tem tido anos formidáveis, e este ano, depois de 8 anos sem ser indicado ao Oscar, ele voltou a ser indicado com a ótima trilha de "Sherlock Holmes". Com 4 scores neste ano de 2010- "Henri 4", "The Pacific" (o qual foi indicado ao Emmy), o novo longa de James L. Brooks "How do you know?" e é claro, "A origem" trilha sonora ovacionada pela crítica que desde já o colocou como um dos favoritos ao Oscar 2011. O que pode pesar contra Hans é o fato dele já ter um Oscar (sendo que vários veteranos ainda não têm) e de que maneira a academia vai receber "A origem", já que sabemos que "Batman- o Cavaleiro das Trevas" apareceu em milhares de listas de contenders durante todo o ano de 2008 mas acabou sendo esnobado nas categorias principais no Oscar 2009. De qualquer modo, aposto muito em uma indicação de Hans.


Rachel Portman

Rachel é, absolutamente, está no rol dos meus compositores favoritos, e, principalmente é um modelo do que eu sonho em ser no futuro. A primeira mulher à vencer o Oscar de trilha sonora, é para mim uma grandiosa compositora. Rachel, que não é indicada ao Oscar desde 2001 (quando foi indicada ao Oscar com a score incrivel de "Chocolate"), veio, ao longo dos últimos anos, compondo grandes trilhas, como "Revelações", "Sorriso de Mona Lisa", "Oliver Twist", "Grey Gardens", e claro, "A duquesa" que considero sua melhor trilha e que injustamente foi esnobada no Oscar 2009. Mas este ano Rachel vem com tudo e está presente em dois projetos de 2010- o novo longa de Nicolas Hytner "London Assurance" (que acho que fica pra 2011) e o já comentadíssimo em Telluride "Never let me go" que está tendo críticas rasgadas à trilha de Rachel, em um de seus melhores trabalhos. Realmente acho que finalmente Rachel será indicada novamente ao Academy Awards. E com toda a justiça, já que seu score de "Never let me go" é uma pequena obra prima.
Alan Menken

"That´s how you knoww...he loves youuuu...that´s how you knowww...it´s trueee". Sim, cá estou falando de meu compositor favorito de todos os tempos, o magnifico Alan Menken, que dominou o Oscar na década de 90 vencendo 8 estatuetas, e elevou os clássicos da Disney para um nível ainda mais alto- o de clássicos musicais da Broadway! Alan, que não tem muitos trabalhos no cinema porque tem um contrato de exclusividade com a Disney (e fora o trabalho dele em musicais como "Sister Act" e "Leap Faith") volta este ano com a trilha sonora de Tangled/Rapunzel. Sabemos que a Academia ama Alan, e que, mesmo que sua trilha não seja indicada, ele é presença indispensável na categoria de canção. Será que desta vez ele ganha o seu tão sonhado nono Oscar? Bem, eu torço muito que sim:DDDD

John Adams

Aqui trata-se de artilharia pesada, John Adams um dos maiores compositores e condutores de orquestra americano, veio este ano com uma trilha clássica, etérea e chic, no já aguardadíssimo "I am love", novo longa do italiano Luca Guadagnino, protagonizado por Tilda Swinton. Adams é um simbolo de qualidade musical nos EUA, um compositor complexo e clássico, e, à exemplo de John Corigliano com a trilha de "O violino vermelho" pode acabar sendo indicado e vencer a categoria com a belissima trilha de "I am love".

Carter Burwell

Carter Burwell, colaborador habitual dos irmãos Coen, vem brilhando nos ultimos anos com suas belas trilhas sonoras. Este ano não é diferente. Ele compõe para 3 filmes, mas o 3 já foram comentados. Tratam-se de "Howl" longa protagonizado por James Franco, "The kids are all right" filme com as atrizes Annete Benning e Julianne Moore vem sido elogiadíssimo por onde passa. Mas é com "True Grit" novo filme dos irmãos Coen é que penso que Carter tem mais chances já que é uma adaptação de um clássico Western. Depois de tantas injustiças ("Onde vivem os monstros" e "Na mira do chefe" são exemplos) espero que este ano Carter finalmente possa ser lembrado pela academia.

Elliot Goldenthal

Elliot Goldenthal é um excelente compositor. Ele, que já ganhou o Oscar pela trilha sensacional de "Frida", é sempre uma ótima pedida, já que suas parcerias com Julie Taymor sempre dão bons frutos (que o diga "Frida" e "Across the universe"). Este ano, Elliot faz a trilha do novo filme de Taymor- "The tempest", onde dizem alguns ser um score sensacional. De qualquer forma, Elliot Goldenthal é com certeza, um dos maiores compositores do mundo em atividade.

Randy Newman

O veterano Randy Newman é um compositor dedicado e com grandes trabalhos. Indicado este ano ao Oscar pelas canções de "A princesa e o sapo", Randy tem a chance de mais indicações pela trilha e canção de "Toy Story 3". Todos sabem que quando se trata da saga de Woody e sua turma, Randy capricha no trabalho e se destaca com alguma canção inédita. Este ano não foi diferente. "We belong together" é a canção em questão e sua trilha para a terceira parte da trilogia é muito bem feita. Acredito aqui em uma indicação à categoria de canção muito mais do que a de trilha, mas como o filme foi ovacionado pela crítica, pode surpreender.
Gustavo Santaolalla

Se existe um compositor admirado pela academia, este compositor é Gustavo Santaolalla. Vencedor de dois prêmios seguidos do Oscar de melhor trilha (!!!), ele adorado por onde passa e destaca por suas trilhas calmas e minimalistas. Em 2010 ele vem com quatro projetos: o filme francês "Le yeux de sa mere", o filme alemão "Nanga Parbat", o documentário "The Sun Behind the Clouds", e claro, "Biutiful" sua parceria com Alejandro Gonzalez Inarritu que pode lhe valer mais uma indicação ao Oscar...ou quem sabe um terceiro careca dourado?

Clint Mansell
Claro que não poderia deixar de citar o sempre competente Clint Mansell, que este ano vem com as trilhas de "Black Swan", e "Date Night". Mas é "Black Swan" a grande aposta, onde Clint mistura seu score com as peças orquestrada de Tchaikovsky. O filme, já ovacionado em Veneza, pode dar à Natalie Portman uma indicação ao Oscar de melhor atriz, e uma indicação à Clint não é descartada, depois dele ser esnobado por "Requiem para um sonho" e claro, "Fonte da vida"; que é uma das melhores trilhas desse novo século. Mas indicado ou não, Clint é sempre sinônimo de qualidade e dedicação.

John Powell
John Powell vem se destacando há muito tempo nas trilhas sonoras, principalmente em filmes de ação (como a trilogia Bourne) e filmes de animação (como a quadrilogia Shrek). Em 2010, Powell esteve presente em 4 filmes- "Como treinar o seu dragão", "Encontro explosivo", "Zona verde" e "Fair Game" sendo que este ainda não foi lançado. A trilha de "Como treinar o seu dragão" realmente é a que se destaca, mas "Fair Game" também é um projeto importante, protagonizado por Naomi Watts e Sean Penn. Outro grande compositor que pode ter sua chance este ano.



A.R. Rahman

Sim, você não está lendo errado- A.R.Rahman pode ser indicado novamente ao Oscar pois ele é o compositor do novo filme de Danny Boyle "127 hours". Pois é, aqui veremos como Rahman se sai com um filme que alterna aventura e momentos de tensão. Como ele é o John Williams de Bolywood, não duvido nada de sua indicação, e talvez até vença a categoria.

James Newton Howard

James Newton Howard, é, com certeza um dos compositores mais injustiçados da história do Oscar! Com 8 indicações mas sem nenhuma estatueta em mãos, James é um compositor aclamado e querido em todo o mundo, mas infelizmente suas belíssimas trilhas nunca lhe renderam o tão sonhado Academy Awards. Este ano ele vem com 5 trilhas- "Nanny Mc Phee Returns", "O ultimo mestre do ar", Salt", "Inhale" e "Love and other drugs", onde esta é a aposta mais alta já que trata-se do comentado novo filme de Edward Zwick, que é um diretor que fecha ótimas parcerias com Newton Howard. Não se assustem se ve-lo ser indicado novamente e ele perder, já que acredito que James só ganhará seu sonhado Oscar daqui a algum tempo...mas acredito que não tardará. Este ano? Talvez.



Thomas Newman

Mais um grande injustiçado. Thomas tem 10 indicações ao Oscar, e nem quando era o favorito como em "Beleza Americana" levou a estatueta. Mas isso não deixa ele triste. Muito pelo contrário, o filho de Alfred Newman assim como James Newton Howard, é respeitadíssimo e muito querido no ramo, e sempre nos entrega belos scores. Esse ano, ele compõe para os filmes "The adjustment Bureau" o romance/suspense/ficção cientifica e "The Debt" longa dirigido por John Madden, que traz grande elenco e pode ser à volta do diretor para a temporada de ouro (e consequentemente dar à Newman sua 11ª indicação). De qualquer maneira, Thomas é sempre cuidadoso e eficiente no que faz, então, espera-se trabalhos de alto nivel vindo de sua parte.



Jan A. P. Kaczmarek

Por ultimo mas não menos importante, Jan A. P. Kaczamarek, é outro maravilhoso compositor que pode ser indicado novamente este ano provavelmente por "Get Low", longa que está sendo muito elogiado, principalmente pelo seu elenco (Robert Duvall, Bill Murray, Sissy Spacek). Jan já venceu o Oscar pela maravilhosa trilha de "Em busca da terra do nunca" e desde então tem feito trabalhos incriveis ("Ao entardecer"/"O visitante"/"Sempre ao seu lado"). Aqui, temos um drama comédia que pode dar à Jan grande destaque na corrida aos prêmios. Talvez tenha algum outro grande projeto escondido na manga, mas vamos ver o que se segue no ano. De qualquer maneira, é um brilhante compositor.

Bem gente, por hoje é só, espero que tenham gostado da prévia.

Beijokas,

vivi