
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Especial: Os melhores da década (Tiago) - Maquiagem

domingo, 26 de setembro de 2010
Agora nos Cinemas: Baarìa - A Porta do Vento

sábado, 25 de setembro de 2010
Agora nos cinemas: "Gente grande"

quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Cinema Musical: A trilha de Never Let me Go

Rachel Portman é, sem sombra de duvidas, a compositora mais bem sucedida mundialmente. A primeira mulher a ganhar um Oscar de melhor trilha sonora, e a única a se estabelecer totalmente na nata dos compositores de Hollywood, Rachel tem como característica sua doçura habitual, e criou muitos dos mais belos scores de filmes dos últimos anos, como Oliver Twist, A Casa do Lago, Grey Gardens e A Duquesa, o qual considero o melhor trabalho de sua carreira. Mas em Never Let Me Go Rachel também arrasa em uma trilha dramática, belíssima e nostálgica, que se estabelece como a melhor trilha do ano até agora (conseguindo superar até mesmo a belíssima A Origem).
Never Let Me Go é um filme baseado no best seller de Kazuo Ishiguro que aqui no Brasil tem o nome de “Não Me Abandone Jamais”, que conta a historia de três amigos que crescem juntos em um colégio interno, que tem um segredo e que quando crescem devem enfrentar o mundo, a dor, o crescimento, a perda e, claro, a morte. O longa, protagonizado por Carey Mulligan, Andrew Garfield e Keira Knightley, é dirigido por Mark Romanek (de Retratos de uma Obsessão) e estreia aqui no final do ano, sendo que, na maioria das críticas, a música de Portman vem sendo elevada como um dos melhores valores do filme.
A primeira faixa da trilha, “The Pier” é composta pelo tema do filme, que é executado por cellos e violinos de maneira inigualável, sendo um tema triste, romântico e dramático sem ser exagerado. Em “Main Titles” ouvimos o tema do longa de forma mais completa onde, além das cordas (com o cello sempre em destaque), temos um piano suave e harmônico. Aliás, esta belíssima trilha sonora parece estar narrando um sonho, devido ao seu lirismo e beleza.
“Bumper Crop” é extremamente clássica, onde os violinos lembram um pouco do estilo de Portman em A Duquesa, em um andamento moderato que dá o contorno correto à faixa. Já “To The Cottages”, poética e suave, consegue ser sensível e serena ao mesmo tempo. “The Boat” expõe mais uma vez um dos temas do longa, onde o violino brilha elevando a faixa a um tom ainda mais chique e poderoso. “Madame is Coming” é uma faixa tensa mas de maneira sutil, onde instrumentos como oboé e viola conseguem chamar atenção. Nesta faixa há o efeito “pingos d’água”, onde o piano e as cordas criam um som cristalino dentro de sua atmosfera musical.
“Ruth’s Betrayal” é uma faixa que denota mais acidez e peso, onde ao longo da faixa um violino executa o tema principal novamente. Já “Making Tea” realmente expõe uma tensão em uma intensidade mezzo forte, onde os violinos são sobrepostos pelo oboé. “Evening Visit” também é tensa e tem um piano que age como o responsável por criar o clima de tensão e tristeza na faixa. “Kathy And Tommy” também é outra eficiente composição, onde o violino toca lentamente a melodia de todo o score, complementado pelas cordas de fundo.
“Kathy Watches Behind Screen” também é outra bela faixa mas que se sobressai um pouco menos, é um pouco mais comedida em seu total mas mesmo assim piano e cordas se destacam. Em “Life As A Career” as cordas dominam de forma poderosa e grandiosa. Já “Kingsfield Recovery Centre” traz um maior tom de nostalgia, tendo tristeza em sua nota e harmonia. “Unseen Tides” relembra novamente o tema central, novamente com o cello que dá maior dramaticidade à faixa.
“The Worst Thing I Ever Did” é outro destaque, por ser extremamente sofrida e frágil. “Souls At All” é outra faixa magnífica, como se fosse um preparo para o ponto alto da trilha. Tensa, angustiante, sombria, ela é pesada e forte no ponto certo para chegar à explosão de sentimentos que é “We All Complete”, que para mim é a grande faixa instrumental do ano, onde o clímax do filme e da trilha acontecem e resgatam a alma da história. Incrível, soberana, poética, intensa, onde o cello compõe a melodia do traçado de uma alma de perda e coragem. Fantástica e absurdamente bela. Temos ainda mais duas faixas no álbum: as canções “Hailsham School Song”, que é cantada no colégio interno das crianças, e “Never Let Me Go”, de mesmo nome do filme.
Cabe ressaltar que, embora o tema tenha sido relembrado algumas vezes ao longo de todo o score, ele sempre foi executado com variações, causando um sentimento diferente cada vez que se fez presente. É uma trilha magnífica, que chega ao fundo do coração, e extremamente emocionante e tocante. É a melhor trilha de Rachel ao lado de A Duquesa, e sem sombra de dúvidas, a melhor do ano até agora.
nota: 10,0
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Especial: Os melhores da década (Tiago) - Efeitos Visuais
domingo, 12 de setembro de 2010
Agora em dvd: Os homens que não amavam as mulheres

Baseado em obra de Stieg Larsson e primeira parte da trilogia millenium, que já vendeu mais de 27 milhões de cópias em todo o mundo, os “Homens que não amavam as mulheres” é um suspense muito bem construído e prova que, quando um roteiro se baseia em um material que é realmente bom, o resultado final é de alto nível.
A produção suíça que é dirigida por Niels Arden Oplev, conta a história de Mikael Blomkvist (o ótimo Michael Nyqvist) um jornalista que é condenado injustamente à prisão por ter acusado um empresário poderoso por diversos crimes que Mikael não conseguiu comprovar. Contratada para vasculhar a vida de Mikael, Lisbeth (a fantástica Noomi Rapace) é uma hacker com estilo gótico que tem um trauma de infância. Sabe-se que Lisbeth tem um curador, e que foi considerada uma pessoa com problemas mentais (e só descobrimos seu trauma ao longo da narrativa), e que vai sofrer nas mãos de seu novo curador (quando o antigo falece) um homem que demonstra sadismo e que tortura sexualmente Lisbeth. Por outro lado Mikael é contratado por um milionário para que ele resolva o desaparecimento nunca esclarecido de sua sobrinha Harriet Vanger, sabendo que o provável assassino é alguém da milionária família Vanger, Mikael vai tentar juntar as peças para descobrir o grande autor do desaparecimento de Harriet. E ao longo da narrativa Lisbeth (que mesmo depois de terminar o trabalho de vasculhar o computador de Mikael continua o fazendo) e Mikael terão seus destinos cruzados, e irão trabalhar (e se apaixonar) tentando descobrir o mistério de Harriet Vanger.
“Os homens que não amavam as mulheres” tem uma premissa extremamente inteligente- a dos sádicos sexuais, que tem prazer em machucar suas vítimas mas que só conseguem entender um pouco do mal que fazem quando eles mesmos são machucados. O que o livro e o filme demonstram é que é fácil você torturar e machucar o outro, mas quando é você o machucado, todo o contexto muda de figura. O filme é magnífico. Extremamente bem adaptado e com uma escolha certeira para o casal principal, a belíssima Noomi Rapace que tem uma beleza tão delicada, está perfeita como a desconfiada, bruta mas inteligentíssima Lisbeth, bem como Michael Nyqvist consegue incorporar perfeitamente Mikael Blomkvist. A única coisa que me deixa triste é saber que os três longas da trilogia milenium serão refeitos em língua inglesa e, embora seja David Fincher o diretor que irá filmar “Os homens que não amavam as mulheres” acho difícil Daniel Craig e Rooney Mara captarem tão bem os personagens quanto Michael e Noomi.
Pra quem gosta de um suspense bem feito e com reviravoltas, este filme se mostra um sucesso. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores filmes de 2010.
Nota: 9,5
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Especial: Abertura do 21º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo






sábado, 4 de setembro de 2010
Cinema Musical: O Ouro para o Oscar 2011











John PowellJohn Powell vem se destacando há muito tempo nas trilhas sonoras, principalmente em filmes de ação (como a trilogia Bourne) e filmes de animação (como a quadrilogia Shrek). Em 2010, Powell esteve presente em 4 filmes- "Como treinar o seu dragão", "Encontro explosivo", "Zona verde" e "Fair Game" sendo que este ainda não foi lançado. A trilha de "Como treinar o seu dragão" realmente é a que se destaca, mas "Fair Game" também é um projeto importante, protagonizado por Naomi Watts e Sean Penn. Outro grande compositor que pode ter sua chance este ano.
A.R. Rahman
Sim, você não está lendo errado- A.R.Rahman pode ser indicado novamente ao Oscar pois ele é o compositor do novo filme de Danny Boyle "127 hours". Pois é, aqui veremos como Rahman se sai com um filme que alterna aventura e momentos de tensão. Como ele é o John Williams de Bolywood, não duvido nada de sua indicação, e talvez até vença a categoria.
James Newton Howard
Thomas Newman
Jan A. P. KaczmarekPor ultimo mas não menos importante, Jan A. P. Kaczamarek, é outro maravilhoso compositor que pode ser indicado novamente este ano provavelmente por "Get Low", longa que está sendo muito elogiado, principalmente pelo seu elenco (Robert Duvall, Bill Murray, Sissy Spacek). Jan já venceu o Oscar pela maravilhosa trilha de "Em busca da terra do nunca" e desde então tem feito trabalhos incriveis ("Ao entardecer"/"O visitante"/"Sempre ao seu lado"). Aqui, temos um drama comédia que pode dar à Jan grande destaque na corrida aos prêmios. Talvez tenha algum outro grande projeto escondido na manga, mas vamos ver o que se segue no ano. De qualquer maneira, é um brilhante compositor.
Bem gente, por hoje é só, espero que tenham gostado da prévia.
Beijokas,
vivi