
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Agora nos Cinemas: Ponyo, uma amizade que veio do mar

quinta-feira, 29 de julho de 2010
Cinenews: Stephen Daldry dirigirá a versão cinematográfica de 'Extremamente Alto e Incrivelmente Perto'

segunda-feira, 26 de julho de 2010
Agora em DVD: Nine

sexta-feira, 23 de julho de 2010
Agora nos Cinemas: Eclipe e O Escritor Fantasma


O Escritor Fantasma
Ah...agora sim estamos diante de um filme de verdade. Sou profunda admiradora de Roman Polanski, acho injusta sua prisão no ano passado (se a própria vítima já perdoou ele e ficou feliz pela sua libertação) e fiquei muito feliz por ele ter sido solto semana passada. Mas acima de tudo, fico muito feliz em afirmar que "O escritor fantasma" não é só uma das suas melhores direções, mas também um dos melhores filmes de sua carreira, e o melhor filme do ano até a presente data. É um suspense à lá Hitchcock, muito bem realizado, adaptado e com ótimo elenco.
O filme gira em torno de um escritor fantasma (interpretado por Ewan Mc Gregor) -que nunca tem seu nome revelado durante a narrativa do longa- que se encarrega de escrever as memórias do primeiro ministro ingles Adam Lang (Pierce Brosnan, ótimo) após a morte inexplicável do escritor anterior. Tudo começa em uma atmosfera de dúvida, e, somos apresentados à casa de Lang de modo frio, desconhecido e estranho do mesmo modo que sentimos o que o escritor sente ao se deparar pela primeira vez com o lugar. O problema é que, logo após o escritor aceitar seu papel, Adam é acusado de fazer parte de um esquema de armas que envolve a Guerra do Iraque, e tudo fica sobre tensão. O escritor então, tem apenas a colaboração de Amelia (Kim Catrall), que é secretária de Lang, e os olhares nada inocentes da esposa do politico, Ruth (Olivia Williams, digna de Oscar), sem sombra de dúvida a personagem mais intrigante de todo filme. O escritor começa ir atrás de muitos segredos que envolvem a vida de Adam, e descobre que a verdade tarda mais não falha hehehe.
Temos aí um filme completo, muito bem amarrado, com um roteiro soberbo de Robert Harris (que também é responsável pelo livro que deu origem ao filme) e Polanski. Os dois fazem com que nós, o publico, se coloque no lugar do protagonista e, cada vez que ele descobre uma nova pista sobre a solução dos mistérios sobre a vida de Adam, nós também descobrimos. E se a fotografia de Pawel Edelman ajuda à criar uma atmosfera sombria, é a trilha do meu amado Desplat que se torna peça chave para o suspense completo (lembrando que já fiz a resenha aqui da trilha na coluna "Cinema Musical"). A trilha inserida no filme é magistral, e praticamente se torna a condutora do enredo misterioso (tanto que, logo após a apresentação dos atores nos créditos o nome de Desplat é que aparece primeiramente na parte tecnica, demonstrando a importancia que a música tem para o tom do filme). Mas o que para mim é mais fantástico é saber que Polanski conduziu a pós produção desse filme na cadeia, acompanhando tudo de longe, tentando conduzir o melhor possível sua peça final. E talvez seja encantador ver tamanha força e inteligencia em sua direção, que é muito bem acabada em todos os sentidos.
Filme de qualidade, que deixa quem assiste com vontade de ver novamente e se deliciar com uma produção que é boa demais para passar despercebida. Até agora, o grande filme do ano.
Nota: 10,0
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Agora nos Cinemas: Shrek 4

quarta-feira, 14 de julho de 2010
Agora em dvd: O clássico das animações: Dumbo

Quando estamos lidando com um dos grandes clássicos da primeira era de ouro da Disney (1937-1942), é impossível duvidar da qualidade de um desses longas. Mas não se pode deixar de observar que cada filme desta época (Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio, Dumbo, Fantasia e Bambi) tem características extremamente individuais que fazem com que esses filmes se tornem únicos. Enquanto Branca de Neve retrata mais que perfeitamente através de seus nuances o bem e o mal, Pinoquio a mentira e a influencia de outras pessoas, Fantasia o experimentalismo para uma nova arte e Bambi o grave sentimento de perda e amadurecimento, Dumbo talvez seja o filme entre estes que tenha o tema mais espinhoso: a exclusão. Ninguém gosta de ser rejeitado e muito menos de ser alvo de piadinhas e, para os mais desavisados de plantão que chamam de Dumbo aquele que tem orelhas grandes, Dumbo nada mais é que um dos personagens mais corajosos da historia da Disney, de tal modo que, a pessoa que é alvo desse tipo de piada deveria orgulhar-se. Infelizmente, por ser um filme antigo e visto muito no inicio da infância, crianças e adultos se esquecem da mensagem principal de um dos filmes da disney de maior bilheteria (em termos de correção monetária claro) e mais ovacionados.
A historia que muitos conhecem nem que seja de modo superficial, se inicia com a chegada da cegonha (e aí uma sacada de gênio de Walt, que traz no filme uma explicação muito utilizada na época de como existiam os bebês- assistindo o filme, a criança não mais faria o questionamento aos seus pais- pelo menos não na década de 40), que traz os bebes para suas mamães. O problema surge quando o lindo bebezinho elefante mostra suas orelhas e...elas são enormes claro. Isso traz à Dumbo toda depreciação possível e impossível, incluindo o aprisionamento de sua mãe por tentar defende-lo, à claro, sua humilhação por fazer parte de uma minoria. Mas Dumbo tem o ratinho Timóteo como fiel escudeiro, e não vai desistir de realizar os seus sonhos, e ainda se tornará um herói.
Como o tema da exclusão é um tema eterno (sempre haverão grupos excluídos seja por cor, raça, credo, opção sexual) Dumbo é então um filme que chega ao fundo do coração do espectador, onde talvez em algumas situações o publico possa se enxergar no personagem principal. Quem nunca foi alvo de alguma piada? Excluído de algo durante algum momento da sua vida? Se sentiu sozinho e magoado? Por essas situações que acontecem com todo mundo, o filme se torna então um verdadeiro clássico cinematográfico, sendo que ganhou, em 1947, o premio de melhor filme animado
Nota: 10,0
domingo, 11 de julho de 2010
Agora em dvd: Dobradinha Amy Adams- A vida num só dia e Casa Comigo?
Casa Comigo?No longa Amy interpreta Anna, uma decoradora de apartamentos que tem uma vida corretamente perfeita e namora há anos o médico Jeremy (Adam Scott). Quando Jeremy vai participar de uma conferencia em Dublin, na Irlanda, Anne, por causa de um conselho de seu pai Jack (John Lithgow, sempre ótimo), resolve ir atrás de Jeremy pois, segundo uma lenda irlandesa, as mulheres em ano bissexto podem pedir seus namorados em casamento na data de 29 de fevereiro. Só que claro, algo acontece no caminho e Anna vai parar no país de Gales, onde conhece Declan (Mathew Goode, sempre competentíssimo), homem totalmente diferente dela que terá a missão de levar a jovem até Dublin...mas muitas coisas ainda irão acontecer durante o caminho.
O filme é uma delicia...com ótimas atuações, onde Amy claro, brilha mais uma vez (e ela e Goode tem ótima química), e o roteiro da dupla Deborah Kaplan e Harry Efront (de “O melhor amigo da Noiva” e Josie e as gatinhas”) não compromete. Mas na parte técnica, os destaques vão mesmo pra linda trilha de Randy Edelman (de o ultimo dos moicanos) e a fotografia de Newton Thomas Sigel (fotografo sempre presente nos projetos de Bryan Singer).
O longa é gracioso justamente por ser doce. E, por mais que possa ser previsível e cheio de clichês, quando trata-se de um filme que consegue ser previsível mas adorável, não se nota tanto seus defeitos. E por favor Academia, providenciem um Oscar pra Amy Adams rápido!! Simplesmente ótimo.
Nota: 10,0

O filme é centrado em Guinevere Pettigrew (Frances Mc Dormand, mais uma vez excelente) , uma governanta que, após perder mais um emprego, consegue, através de um pequeno “engano” ir parar na casa de Delysia Lafosse (Amy Adams, como sempre maravilhosa) uma jovem atriz que é mantida pelo charmoso, porem perigoso Nick Cordorelli (Mark Strong, sempre ótimo como vilão). Ocorre que a vida de Delysia é mais disputada do que parece e, além de Nick, ela joga seus charmes para Phil (Tom Payne) que é filho de um famosos dramaturgo, e Michael (Lee Pace, sempre uma graça) um pianista promissor que na verdade é o grande amor da jovem atriz. Mas nem só das desventuras amorosas de Delysia viverá Miss Pettgrew...ela ainda irá chamar a atenção do rico estilista Joe (Ciarán Hinds) e a ira da noiva dele, Edythe (Shirley Handerson). E em apenas um só dia, Miss Pettgrew irá viver mais do que sua vida inteira.
O elenco dispensa comentários...Frances e Amy estão ótimas juntas, mas todos os atores do elenco principal conseguem brilhar. O roteiro do vencedor do Oscar Simon Beaufoy também se destaca, por ser divertido e inteligente ao mesmo tempo. O figurino de Michael O´Connor só não era o melhor de 2008 porque perdia pro outro figurino do mesmo- “A Duquesa” (que rendeu à Connor o oscar em 2009), e a trilha d Paul Englishby é pura energia, assim como a direção de arte de Sarah Greenwood (que já foi indicada ao Oscar por “Orgulho e Preconceito”, “Desejo e Reparação” e “Sherlock Holmes”). Enfim, é um longa maravilhoso em todos os sentidos, onde a alegria do filme é contagiante justamente por sua energia e ótima condução.
Longa que merece ser visto e revisto, por ser tão caprichado e bem feito, onde tudo se encaixa perfeitamente, e há um grande produto de entretenimento de grande qualidade.
Nota: 10,0
terça-feira, 6 de julho de 2010
Agora em dvd: O sabor de uma Paixão

Quando soube da morte de Brittany Murphy no ano passado nunca pude deixar de chorar. Uma das atrizes mais queridas da minha geração, Brittany protagonizou longas deliciosos como “Grande Menina, Pequena Mulher” e “Amor e outros desastres”. Neste longa, dirigido por Robert Allan Ackerman (conhecido por dirigir filmes pra tv, e famoso por ter dirigido o maravilhosa biografia de Judy Garland), temos Murphy engraçada no ponto certo, e, mesmo o filme não sendo lá nenhuma brastemp, só de vê-la atuando no seu ramo mais famoso- o das comédias românticas, já é gostoso de assistir o filme.
O filme narra a história de Abby, uma jovem americana que vai parar no Japão por conta do namorado e claro, ele deixa a menina a ver navios. Em um país totalmente estranho (o que faz com que sua personagem lembre a de Scarlett Johansson no clássico “Encontros e Desencontros”) ela encontra a redenção ao se tornar discípula de Maezumi (o ótimo Toshiyuki Nishida), dono de um restaurante especializado em ramen (prato japonês composto por massa, legumes, caldo e peixe ou carne de porco e que dá titulo ao longa
O filme é daqueles tipos que incluímos como “uma gracinha” e Brittany está carismática ao extremo. A trilha do italiano Carlo Sillioto também se destaca mas é a relação Abby- Maezumi, que mistura os enredos de “Ratatouille” e “Encontros e Desencontros” que faz com que o filme seja tão especial.
Bom longa, ótimo entretenimento, mas que passa uma mensagem e nos dá de presente uma bela atuação de uma atriz que deixou cedo demais o mundo do cinema.
Nota: 7,5