domingo, 28 de fevereiro de 2010

Agora nos Cinemas: Preciosa, Um Homem Sério e Um Sonho Possível

Inicialmente, gostaria de pedir desculpas aos nossos leitores e à Vivi que se sobrecarregou este mês. Passei por momentos pessoais desagradáveis e por isso precisei de umas férias forçadas do blog. Estou de volta, e seguiremos com a cobertura do Oscar 2010 (aka o mais desinteressante dos últimos 10 anos). O liveblogging para domingo que vem está marcado do mesmo jeito.



Vamos agora aos filmes.




Preciosa




Baseado em fatos torturosamente verídicos, Preciosa narra a história de Precious, garota negra e obesa, extremamente pobre, e com um histórico de vida completamente conturbado. Preciosa é daqueles filmes que nos desafia a ir até o fim: triste e excessivamente pesado, o filme conta com momentos que nos afetam de maneira perturbadora.

Destaca-se no filme as excelentes atuações de Gabourey Sidibe e Mo'Nique, vivendo filha e mãe em um complexo e violento relacionamento. A primeira é minha favorita entre as indicadas (destaco que ainda não assisti Helen Mirren em The Last Station), e a segunda é favorita absoluta ao prêmio de atriz coadjuvante domingo que vem - e ressalto de maneira assustadoramente merecida. O roteiro é o terceiro ponto alto do filme: preciso, enxuto que atinge o grande público com toda a facilidade do mundo. A maneira que ele constrói os falados momentos de sonho e fuga da personagem principal também é elogiável, apesar do mesmo não poder ser dito da direção. Lee Daniels segue muito bem com os momentos de drama do filme, mas seus momentos de fuga soam excessivamente forçados: excesso de luz, brilho, cores torna aquilo que é natural e óbvio ao roteiro em momentos que quebram nosso envolvimento com o filme.

Enfatizo também que Preciosa não é - nem tenta ser em momento algum - sutil. Daniels não é menos eficiente por isso, mas não deixa de ser um dos pontos a se criticar. Seu trabalho de direção merece reconhecimento pela sua fantástica direção de elenco: até Mariah Carey parece ter o que dizer por aqui.

Nota: 7,0


Um Homem Sério


Os irmãos Coen aceleraram consideravelmente o passo e começaram a lançar um filme por ano. Isso não significa, necessariamente, que a qualidade dos filmes seja uma linha reta no topo. Tenho dificuldade com o estilo dos irmãos, mas sinto que quando um filme deles me agrada, realmente fico satisfeito (como por exemplo Queime Depois de Ler).

Acontece que Um Homem Sério tem um estilo meio narcísico: os Coens tem tanta certeza de sua inteligência e maturidade do seu humor, que eles levam tempo demais para construir a piada genial. De fato, ela é genial, irônica, excêntrica, mas extremamente passageira. O que fica é aquela sensação de demora demais para resultados insossos. O arrastado roteiro é maquiado por gratificante fotografia e por um show de atuação de Michael Stulbargh. Verdade seja dita, por mim ele é uma das melhores atuações do ano, e é uma pena ele sequer ter sido indicado.

Contando com uma sequencia final avassaladora que quase me fez esquecer do resto do filme, a verdade que fica é que este é um dos menores trabalhos dos Coens.

Nota: 6,5

Um Sonho Possível



Sabe esses filmes cujo sucesso nada no mundo explica? Até algo podre como a saga Crepúsculo encontra coerência com o público alvo - os adolescentes. Pois é, nada explica o sucesso de crítica, público e indicações a prêmios de Um Sonho Possível.

A trama é extremamente mais do mesmo: um garoto pobre, dificuldades, falta de reconhecimento, talento para os esportes, alguém que vai lutar por ele, dúvidas, sucessos, lágrimas, companheirismo, amizade. Sim, baseado em uma história verídica, mas até isso transforma-se em uma repetição irritante. O filme é tão mediano e tão repetitivo que insisto na pergunta: o que viram aqui?

Sandra Bullock? Sim, ela é extremamente simpática e gosto dela em suas comédias. Seu flerte com o drama também me agrada, como em Crash e 28 Dias. Aqui ela se apresenta extremamente correta, como sempre, mas nada de destacável. Nenhuma cena catártica, nenhum trabalho sutil, nada. Seu timming continua excelente, mas pouco conta por aqui. Ela ser a atriz favorita ao Oscar 2010 mostra como a Academia é incoerente e irracional: vamos premiar uma queridinha, porque apostamos que ela nunca mais fará nada de destacável na vida. Extremamente lamentável, assim como se essa indicação se converter mesmo a prêmio, será uma vergonha para a atriz.

Nota: 6,0

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Especial: Aniversário da Vivi

Então gente, eu Vivi, hoje faço 22 aninhos e não poderia deixar de dividir este momento com vocês. Passo também para deixar como presente pra você o meu momento favorito do Oscar, que foi na edição de 2006 onde Itzhak Perlman interpretou as 5 trilhas sonoras indicadas no violino. Eu como violinista me emocionei muito e este ao lado do honorário do Charles Chaplin acabou por tornar-se o meu momento favorito de todas as edições da cerimonia.

bjokas a todos e bom 24 de Fevereiro,
Vivi

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Agora nos Cinemas: Um Olhar do Paraíso

Se é um filme que pode ser considerado um fracasso no ano de 2009 é "Um olhar do Paraíso" de Peter Jackson. Primeiro porque a crítica detonou o longa (assim como ocorreu com "Nine" e "Amelia") e segundo porque o filme não foi nada bem de bilheteria. Mas como eu nunca ligo pra essas coisas e vou na linha de que filmes bons são aqueles que tocam o meu coração, fui ver o filme de braços e coração aberto. O resultado? Achei o filme mediano mas com um visual lindo.
Bem o longa é uma adaptação do livro "Uma vida interrompida- Memorias de um Anjo Assassinado" de Alice Sebold e retrata a história de Susie Salmon (Saoirse Ronan, impressionante no papel) uma jovem de 14 anos que vive bem, tem uma boa familia, é bonita, inteligente, esperta mas que cai nas garras de George Harvey (Stanley Tucci, indicado ao Oscar por este papel) um sádico inteligentissimo que arquiteta um plano para matar a jovem (e consegue). A partir daí o que vemos são as tentativas de Susie para que o grande vilão da história seja pego, assim como as tentativas de melhorar a sua familia que com seu desaparecimento culmina ao caos. Enquanto a mãe Abgail (Rachel Weisz) foge, o pai Jack (Mark Wahlberg) luta para que descubram quem é o verdadeiro assassino da garota. E se a vó meio pirada Lynn (Susan Sarandon) vem pra cuidar da família, quem acaba juntando os pingos nos is é a irmã Lindsey (Rose McIver) que também se torna objeto de desejo do assassino.
O problema do filme é que, a partir do momento em que entramos no mundo paralelo que Susie está vivendo, somos engolidos por seu visual marcante e poderoso e acabamos não conseguindo nos conectar com a história em si. Embora Saoirse Ronan esteja magnifica (e Rose McIver que faz sua irmã também), o resto do elenco deixa a desejar. Se Rachel Weisz faz um papel dificilimo, Susan Sarandon beira ao caricato, assim como o vilão de Tucci, que foi indicado muito mais pela sua carreira e pelo bom ano do que pelo papel em si. Wahlberg é outro que se perde no papel, e a direção de Jackson é a sua mais fraca em muito tempo. O filme tem claro, suas qualidades, pois a trilha sonora de Brian Eno é fantastica (não sei porque ele se auto desclassificou do Oscar) e a direção de arte de Naomi Shohan beira à perfeição (totalmente injustiçada no Oscar). O que posso concluir é que trata-se de um filme belissimo, visualmente o filme mais belo do ano, mas que deixa a desejar no principal- sua história, e o desenvolvimento de seus personagens. Uma pena.

Nota: 6,0

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Agora nos cinemas: Sempre ao Seu Lado

Devo dizer primeiramente que gosto muito de Lasse Hallstrom. Ele é um diretor sueco, que encantou o mundo em 1985 com aquele filme mega ultra legal chamado "Minha vida de Cachorro" e que, anos depois, invadiu Holywood tornando-se o chamado "diretor de cinema de autor" por seus trabalhos em "Regras da Vida", "Chocolate" e "Chegadas e Partidas". Mas é sem "Sempre ao Seu Lado" que ele consegue desenvolver a história mas forte de seu curriculo desde "Gilbert Grape" e emocionar o público ao contar a história real de um cão que foi fiel à seu dono até a morte. O filme que ainda não foi lançado nos EUA (e talvez não o tenha sido pelo fato do filme estar sendo elogiado por onde é lançado´o que fez o longa ser transferido para 18 de Dezembro de 2010 nos Estados Unidos) mas é um sucesso por onde passa. No Japão, o qual a real história se passou, o filme quebrou recordes de bilheteria...na Europa, o longa está sendo muito querido e as criticas são extremamente positivas.
Pois bem, o filme conta a história de Hachiko, um cãozinho Akita que é encontrado por Parker (Richard Gere) que logo se encanta pelo animalzinho e o leva pra casa, para desespero de sua esposa Cate (Joan Allen, como coadjuvante de luxo). O cãozinho cresce, e é o melhor amigo de Parker o acompanhando até a estação de trem todos os dias. Ocorre que Parker falece de infarto causando um baque na família e principalmente em Hachiko que irá demonstrar toda a sua lealdade indo todos os dias na estação esperar seu amigo que não voltará mais. Sim, o filme é de chorar, e até os mais cults, céticos, chatos e nerds jedis cinéfilos irão se emocionar com a trajetória de um cão que demonstrou todo o amor pelo seu dono. Sim, Richard Gere e Joan Allen não são as estrelas do filme, eles são apenas adornos pro cão...mas a maneira como a história é contada (na vida real, no inicio do século XX, Hachiko esperou seu dono durante 9 anos na estação de trem Shibuya em Tokyo) por Stephen Lindsey (que miraculosamente assina por seu primeiro roteiro), é que faz a diferença. Embora seja um filme dramático o longa esbanja em inteligencia e emoção sem se tornar abestalhado (como muitos dramas se tornam por seus exageros) e a trilha soberba de Jan A.P. Kaczmarek (mas uma vez mostrando que é um compositor impecável) dá o toque final ao filme, que merece ser visto por sua suavidade e nostalgia.
Em uma época onde nós nos preocupamos só com filmes oscarizáveis, Hachiko vem para nos mostrar que um pequeno filme sem pretensões muitas vezes faz a diferença.

Nota: 8,5

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cine Review- A surpresa mais doce do Oscar 2010- Paris 36


Quando, terça-feira passada, o Oscar anunciou seus indicados e eu li que na categoria de melhor canção havia uma "desconhecida" logo fiquei doida pra saber de qual filme se tratava, e qual era a canção indicada. Pois bem, trata-se do filme "Paris 36" um belissimo longa musical dirigido por Christophe Barratier (famoso por dirigir aquele filme lindo "A voz do coração") cuja canção "Loin de Paname" está indicada ao Oscar 2010. Exagero? Não de modo algum pois, além da música ser a melhor das 5 indicadas, o longa é uma verdadeira jóia. É um musical, mas não daqueles que a pessoa vai comprar pão cantando, e sua estrutura possivelmente vai agradar muitos que até não gostam de musicais, pois todos os números musicais se passam dentro do teatro o qual a história se desenrola, o Chansonia, e os números são dentro do teatro, como se cada número fosse uma apresentação ao público do Chansonia. A história se passa obviamente em 1936, no suburbio de Paris (na verdade o título original em francês é "Faubourg 36" que significa Subúrbio 36) onde Pigoil (Gerard Jugnot, que protagonizou "A voz do coração") começa o filme perdendo a esposa (e posteriormente a guarda do filho Jojo também), e o Chansonia é fechado porque o inescrupuloso Galapiat (Bernard Pierre Dornadieu) toma o teatro como seu por causa de uma dívida que o dono tem com ele (e o dono do teatro logo no inicio do filme se mata). Chansonia fica então fechado por 4 meses, quando Pigoil, Milou (Clovis Cornillac), Jacky (Kad Meard) e outros invadem o teatro.
Eis que entra na história então a grande alma do filme- Douce (Nora Arnezeder), filha d uma famosa cantora de Paris vem ao Chansonia procurar seu dono, acaba encontrando Galapiat (que se apaixona por ela) e este então reabre o Chansonia, onde Douce que inicialmente seria apresentadora do local, torna-se sua grande estrela por cantar muitíssimo bem. Douce acaba atraindo os afetos também de Milou, eles se apaixonam, para a ira de Galapiat. Em contra tempo o filme mostra a trajetória de Pigoil, o eterno bom homem que sofre o filme inteiro pela falta do filho.
É um grande longa, com ótimas atuações, canções magnificas e uma direção muito competente e sintonizada. Mas os meus parabéns são mesmo para Nora, esta jovem francesa de 22 anos que tem carisma, beleza e uma grande voz. Sua "Douce" é um doce- atenciosa, sensível e apaixonante, e Nora tem tudo pra tornar-se uma grande atriz. Outro fator positivo é que este foi o seu primeiro filme, o qual ela sai-se muito bem.
O filme pra mim foi a grande boa surpresa de 2009 (e tenho que agradecer ao Oscar por isso, pois se a canção não tivesse sido indicada eu não teria corrido atrás do filme) e pra mim ele é o grande longa do ano passado ao lado de "The Young Victoria". Espero realmente que Nora defenda a canção na premiação para que todos vejam a jovem interpretando um dos pontos altos do filme- "Loin de Paname" (mas destaco as canções "Un recommencement" e "Enterre sous le bal" que também são lindas). O filme que não tem nem previsão de chegar ao Brasil (e acredito que nem chegará) merece ser visto, e infelizmente se vcs puderem, baixem o longa pois por enquanto é o único acesso que temos à ele.
Nota: 9,0

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cinema Musical: Minha entrevista com o compositor Rolfe Kent

Gente, como eu sou colaboradora do site bacanerrimo Scoretrack.net, através do site entrevistei um dos compositores mais queridos do momento, Rolfe Kent, que é responsável pelas trilhas dos filmes do Alexander Payne e esse ano compos "Amor sem Escalas".

Vamos à entrevista:

Viviana Ferreira – Olá Rolfe, estou muito contente por poder entrevistá-lo! Bem, primeiramente gostaria de perguntar como você soube que queria ser um compositor de trilhas sonoras?


Rolfe Kent – Aos 12 anos de idade eu já gostava muito de cinema, e adorava a música dos filmes. Na época eu já era um compositor – já compunha há alguns anos, mas foi ali que percebi que criar trilhas sonoras seria ótimo.

VF – Você é britânico… quais compositores ingleses influenciaram seu trabalho?

RK – Delius, Handel, Vaughn Williams, John Rutter, Gustav Holst…

VF - Você trabalhou muitas vezes com o diretor Alexander Payne. Como você define sua relação com ele e de que modo vocês interagem para desenvolver um projeto juntos?

RK - Nós somos bons amigos, nós trabalhamos muito bem juntos, pois ele me encoraja a experimentar ou utilizar novas idéias. Ele, então, se desloca através das idéias para encontrar aquelas que ele gosta. É muito colaborativo.

VF - Você é muito procurado para compor trilhas de comédias românticas. Qual é a sua inspiração para compor este tipo de trilhas?

RK - Eu sempre busco inspiração no filme em si, e nas minhas próprias reações emocionais. Não importa se é uma comédia ou um thriller sombrio. É o próprio filme que inspira as minhas ideias.

VF – Falando em thrillers, você compôs o tema de uma das séries mais aclamadas de hoje em dia, “Dexter”. Como foi a experiência de trabalhar neste projeto?

RK – Foi um processo maravilhoso. O produtor me chamou e perguntou se eu queria escrever a música para seu tema. Eu amei o primeiro episódio, e eles sabiam que queria um tema peculiar e interessante com um senso de diversão, mas também um pouco distorcido. Então eu compus 2 temas e eles gostaram de um, mas gostei da energia do outro. Então eu reescrevi a música que eles gostavam com o ritmo do outro, e este se tornou o tema final.

VF – Em 2009 você compôs 5 trilhas – de “Minhas Adoráveis Ex-Namoradas”, “17 Outra Vez”, do documentário “Troupers”, da comédia “The Men Who Stare at Goats” e do hit de Jason Reitman “Amor Sem Escalas”. O que você achou de seu ano em 2009?

RK – Bem, na verdade eu só compus 2 trilhas em 2009, as demais foram em 2008 porém seus filmes só foram lançados em 2009. Mas em termos profissionais foi um bom ano. Pessoalmente foi triste para mim porque minha mãe morreu em um acidente, então foi bem traumático. Mas trabalhar em “Amor Sem Escalas” foi uma boa distração para a minha perda.

VF – Sentimos muito por sua perda. E sobre seus próximos projetos? Você pode nos falar algo sobre eles, sobre o que vem em 2010?

RK – Eu tenho um novo filme com Alexander Payne e George Clooney, então eu estou ansioso para fazê-lo.

VF – E sobre os seus trabalhos, qual é a trilha composta por você que é a sua favorita?

RK – “As Confissões de Schmidt” é uma das minhas favoritas, assim como “A Caçada” e “Amor Sem Escalas”. Também gosto muito de “The House of Yes”.

VF – E para terminar, o que você gostaria de fazer no ramo das trilhas sonoras que ainda não o fez?

RK – Eu gostaria de fazer mais filmes dramáticos, alguns mais perigosos e continuar a fazer experimentações com música.

Agradecimentos especiais a Rolfe Kent por nos ter concedido esta entrevista.

Fonte: www.scoretrack.net


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Indicados aoOscar 2010- Comentários

Então gente, demorei pra comentar mas cheguei heheheh. Primeiramente devo afirmar que essa foi a vez mais divertida o qual eu acompanhei os indicados, pois me reuni com alguns amigos cinéfilos no skype e quando saíram os indicados a gente comentou junto (e eu surtei quando vi os tecnicos no site hahahah). Então foi bem bacana! Bem, primeiramente vou comentar o que não gostei- esse ano pra mim a safra de filmes é muito superior à de 2008, por isso pra mim os indicados deste ano em geral, são muito melhores. Mas, ao contrario de muitos que reclamaram de "The Blind Side" indicado, eu, que pessoalmente gosto muito do filme, fiquei indignada com a indicação de "A serious man" que é pra mim o pior filme já feito pelos Irmãos Coen, porque simplesmente você não entende quase nada e o humor é tão ácido que nem dá de achar engraçado! Mas tudo bem, os tiozinhos da Academia gostaram, e essa bomba ambulante está lá indicada, assim como seu roteiro. Também fiquei triste pela não indicação de Emily Blunt, pra mim a grande atuação do ano em "The young Victoria" e pela trilha de "A single Man" do queridissimo Abel Korzeniowski ficar de fora, mas todo mundo sabe que a academia tem resistência à compositores que não conhece...no mais gostei muito dos indicados de modo geral, e adorei ver "Avatar" e "The Hurt Locker" em uma disputa acirrada, pois isso dá mais meoção na hora de ver a premiação (e não, no meu caso não é porque a Kat Bigelow é separada do James Cameron, como todos os jornais da Globo ontem fizeram questão de enfatizar). Amei a indicação de Coco Avant Chanel em figurinos, Desplat indicado (amore mio hehehehe), The Young Victoria ter tido 3 indicações, a categoria de trilhas em geral (que é a melhor desde 2006), mesmo com a indicação surpresa de "The Hurt Locker" que é uma trilha interessante e diferente de Marco Beltrami e Buck Sanders. Gostei de Maggie Gylenhaal na disputa (até que enfim a indicaram), e não senti falta de Invictus nos 10 indicados (embora tenha detestado a indicação de "A serious Man" este poderia ter sido substituído por Star Trek ou 500 dias com ela, e não por Invictus)...entre as surpresas, estou louca pra conferir a animação irlandesa "The Secret of Kells" e me apaixonei instantaneamente pela surpresa da categoria de melhor canção, a linda de morrer e inteligente "Loin de Paname" do filme francês Paris 36, um musical de Christophe Barratier (que compos aquele filmão- A voz do Coração- Les Choristes).
Então gente, no mais é um Oscar que teve algumas surpresas, mas que promete ser mais surpreendente ainda no dia 7 de Março quando sairão os vencedores.
Futuramente farei um podcast básico comentando os indicados à Trilha, Canção e Figurinos.
Bjokas a todos,
Vivi