domingo, 31 de janeiro de 2010

Cinema Musical: Os Vencedores do Grammy 2010


E não teve pra ninguém: Michael Giachinno foi o grande vencedor das categorias de trilhas musicais do Grammy juntamente com o vencedor do Oscar do ano passado A.R.Rahman. Ambos levaram dois Grammys cada um- Giachinno melhor trilha sonora original e melhor faixa para cinema, e Rahman de melhor compilação em trilha e melhor canção para "Jai Ho".
Agora realmente se confirma, Giachinno é favorito ao Oscar 2010, e, embora eu pessoalmente pense que a trilha de "Star Trek" é muito superior à de "Up", este é definitivamente o momento de um dos compositores mais queridos do cinema atual.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Agora nos Cinemas: Invictus


Recém-eleito presidente, Nelson Mandela vê a África do Sul dividida entre os tradicionalistas que não apóiam o final do Apartheid e a população negra e pobre que ainda demonstrava inúmeras seqüelas das atrocidades que viveram. Ciente dos inúmeros conflitos que precisaria encarar, assim como do fato de que a desunião de seu país poderia ser fatal em diversos sentidos, Mandela vê na popularidade do jogo de rugby e na realização da copa do mundo do esporte a possibilidade de união entre as pessoas de seu país. Muito interessante a premissa, não? Pois bem. Jogue no lixo 90% do caráter político. É o que Eastwood fez com notável prolixidade e preguiça.

Nelson Mandela é sem dúvidas uma das pessoas mais merecidamente admiradas do século passado. Praticamente toda a sua trajetória, fosse de quando era prisioneiro ou de quando foi presidente, é interessante e merecedora de atenção. Eastwood já havia escolhido uma das passagens mais desinteressantes, mas, de fato, curiosa. Mas aparentemente ignorando sobre de quem se trata o filme, o diretor opta por fazer um filme sobre esporte, com todos os clichês do gênero possíveis: o líder encantador que tentará levar sua equipe adiante, a baixa credibilidade do time, o sentimento de peso e responsabilidade, a luta, a glória inesperada, os momentos finais, a câmera lenta, os gritos, as brigas no vestiário. É tudo tão piegas, tão cansativo e tão óbvio, que só fugimos da monotonia nos momentos que caímos de vez na vergonha alheia total. Cito algumas passagens lamentáveis, como os eventos que acontecem com um avião na partida final e, claro, toda a partida final, filmada boa parte em câmera lenta - algo que obviamente soou muito mal com o rugby... Imaginem a penca de homem suando se agarrando com sons que lembram búfalos. Sensacional.

Morgan Freeman, um ator de quem gosto muito enquanto pessoa, mas que acho que se repete quase infinitamente, faz aqui mais do mesmo em um tipo que virou sua especialidade: privilegia o carisma, a sabedoria e a simplicidade. Matt Damon, outro ator que gosto muito, está forte, fisicamente atraente e mais nada, grita de vez em quando com sua equipe e pronto. Não há nada, absolutamente nada que justifique a possibilidade de suas indicações ao Oscar de melhor ator ou ator coadjuvante.

Todo o restante do filme parece ser em tom errado também. A fotografia amarelada está deslocada, a trilha sonora que poderia ter sido um de seus maiores trunfos se acovarda na obviedade, a edição é a mais tradicional imaginável. Invictus foi o filme definitivo para a minha impressão de que infelizmente Clint Eastwood está se transformando em um Ron Howard, só que sem apuro estético, para piorar. Incrível pensar que este homem já dirigiu tantos filmes brilhantes, mas é a realidade. Talvez já tenha passado da hora de parar.

5,0

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Especial: Podcast da vivi- Figurinos

Gente, eu me empolguei com os candidatos ao CDG- Costumes Design Guild que fiz um podcast especial sobre os indicados na categoria Period Film! Destacando os indicados, e comentando de que foi esnobado (Bright Star detected)...depois ainda falei sobre um filme mega legal que vi ontem, chamado "Creation" dirigido pelo Jon Amiel e que discorre sobre Darwin quando ele estava escrevendo "Da origem das espécies". Filmão (baixem pq não vai chegar no Brasil tão cedo). Então gente, por hoje é só.
Bjokas,
vivi

Link PODCAST:

http://hotfile.com/dl/25902903/5cc42b6/MIC00004.WAV.html

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Agora nos Cinemas:a força de Amor sem Escalas



Primeiramente devo afirmar que gosto muito de Jason Reitman. O diretor e roteirista, filho do diretor de comédias Ivan Reitman (de "Caça Fantasmas" e que aqui assume o papel de produtor), consegue expor, com originalidade, temas que não são fáceis de serem debatidos. Foi assim em "Obrigado por fumar", "Juno" e agora em "Amor sem Escalas" esse drama light que está sendo vendido erroneamente no Brasil como uma comédia romântica. Embora não seja um romance, o filme é grandioso, humano, triste e belo, ao retratar a vida de Ryan Bingham, um homem que tem como trabalho demitir pessoas, e por isto fica viajando 270 dias do ano. Ryan adora o seu trabalho, e adora a possibilidade que este lhe dá de viver no ar, porque assim ele não tem que se preocupar com as conexões humanas que a Terra lhe oferece. Quando Ryan tem que ensinar suas técnicas para a jovem Natalie que não só irá aprender com Ryan mas também irá ensiná-lo muito nas suas viagens. No meio disso tudo Ryan ainda se envolve com Alex, sua versão feminina que esbanja sensualidade e perspicácia e que traça uma conexão com o coração do protagonista. Além disso Ryan ainda tem que tirar fotos para o casamento da irmã, onde a mesma, inspirada por Amélie Poulain e seu gnomo, dá para os convidados uma foto sua e do futuro marido recortada para que eles possam ter lembranças de uma lua de mel o qual não puderam fazer por falta de dinheiro. E se o filme em sua história já é um grande plot, ele consegue ser grandioso justamente por envolver elementos certos em sua produção, onde o relacionamento humano é posto em questão, e a vida de um homem que se isolou emocionalmente vai tornando-se mais verdadeira e emotiva, chegando ao fundo do coração de uma pessoa que se rende às relações terrenas.

Dentro desta belissima história adaptada com primor por Jason e Sheldon Turner, George Clooney nós dá de presente um personagem que é charmoso e melancólico ao mesmo tempo, demonstrando através de suas situações a complexidade de um humano que não consegue estabelecer um relacionamento emotivo com as pessoas ao seu redor. Sem sombra de dúvida é um dos melhores personagens da carreira de Clooney, que estabelece o ponto exato para que possamos conhecer a alma do solitário Ryan. Vera Farmiga também está muito bem como Alex, a versão feminina de Ryan, charmosa mas também sensível em alguns momentos, é ela quem conseguirá estabelecer uma conexão com Ryan e mudar também seu foco de pensamento. Já Anna Kendrick brilha como Natalie, mostrando toda a dificuldade, confusão e inteligência de uma jovem inexperiente que se encontra no meio do turbilhão de emoções o qual seu trabalho envolve. Melanie Linskey também está ótima como a irmã de Ryan que irá se casar, e J.K. Simmons e Zach Galifianakis estão muito bem em suas pequenas participações, como homens que serão demitidos. É fantástico também saber que muitas das pessoas que participam do filme ao serem demitidos, na verdade foram demitidos na vida real, dando seus depoimentos no início e no final do filme. Aliás o final do filme é um dos ápices do longa, mostrando perspicácia e inteligencia.
A parte técnica do filme também se destaca, seja pela trilha de Rolfe Kent, ou pela direção sintonizada de Jason que se mostra cada vez mais competente e preparado na direção. É para mim o grande filme do circuito de premiações 2009/2010, por ser justamente um longa que consegue chegar ao fundo do coração- e por isso mesmo, ser uma pequena Obra Prima.

Nota: 10,0

domingo, 24 de janeiro de 2010

SAG's e a corrida chinfrim.

Pois é... É um ano de tanta vaca magra que até uma premiação que tinha tudo pra me agradar em cheio me deixou bocejando... Isso porque venceu, na maioria, meus favoritos... Que ano esquisito, né?

Assim como eu previ nos posts sobre a corrida ao ouro, e de acordo com minha torcida, Bastardos Inglórios levou o prêmio de melhor elenco, mostrando que neste ano o Sindicato preferiu premiar o melhor elenco de fato, e não o possível melhor filme do Oscar entre os indicados. Num flashback corrido, os últimos vencedores de melhor elenco: Quem Quer Ser Um Milionário?, Onde Os Fracos Não Têm Vez, Pequena Miss Sunshine, Crash - No Limite, Sideways - Entre Umas e Outras, O Retorno do Rei, Chicago, Assassinato em Gosford Park e Traffic. Ou seja, o SAG's é mais um termômetro que uma influência, assim como se leva a sério em sua proposta, como indicam os prêmios de Sunshine, Gosford Park, Traffic e Sideways. Uma única vez o SAG's parece ter feito milagre, e foi com Crash, quando ele bateu inesperadamente O Segredo de Brokeback Mountain.

Não querendo minimizar a vitória de Bastardos, inclusive o prêmio veio em boa hora. Mas não quer dizer tanto assim. Com Avatar como o provável vencedor do PGA amanhã, e Guerra ao Terror como o provável vencedor do DGA semana que vem, continuamos às escuras.

O mesmo não se diz de Jeff Bridges, Christoph Waltz e Mo'Nique - apenas uma zebra alada tira o Oscar de um deles. A briga de atriz continua interessante. Meryl venceu o SAGs ano passado, o que pode ser uma boa explicação para não levar neste. Sandra Bullock está levando vários prêmios de 'wellcome back'. Ainda é uma categoria aberta no Oscar. E fica a dica: há anos o SAG's não coincide os 4 prêmios de atores com o Oscar.

De TV eu pouco entendo, exceto sobre Glee que devo fazer um comentário nas próximas semanas. Tenho uma mistura de amor e ódio pela série, e gostaria de me aprofundar no assunto...


PS1: Vivi e eu confundimos a data do SAGs e acreditamos que era amanhã... Por sorte me corrigiram a tempo, no entanto, Vivi sumiu rs... Linda!!! Sentimos sua falta!!!


sábado, 23 de janeiro de 2010

Cinefilando Live! - SAG's!

Com alguns males mortos pela raíz, e o único prêmio a dar um olhar querido para Nine, vamos já para a cobertura que ainda tem chances de fazer Glee brilhar mais ainda!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Agora nos cinemas: O delicioso "Sherlock Holmes"



Quando o projeto "Sherlock Holmes" foi finalmente levado às vias de fato, eu fiquei logo na torcida pelo longa, principalmente por ser Robert Downey Jr. o escolhido para interpretar o personagem principal. E ocorrem duas situações quando temos uma expectativa alta demais em relação a um filme- ou ele nos frustra, ou ele realmente corresponde aos nossos anseios. Neste caso felizmente devo dizer que o longa me agradou muitissimo e até agora estou encantada com o filme que soube adaptar de modo inteligente e inovador as aventuras do investigador mais querido do mundo da literatura.

Aqui vemos Sherlock não só como o investigador lógico, mas também como um lutador, aventureiro, perspicaz e esperto. O filme começa com Sherlock e Watson resgatando uma jovem de um ritual de magia negra que é praticado por Lorde Blackwood. O lorde é preso, e condenado ao enforcamento, mas "ressucita" e volta a amedrontar os habitantes de Londres. Para resolver essa situação, Sherlock contará também com a ajuda da argilosa Irene Adler (que aqui está a mando o Professor Moriarty, já mostrando que haverá continuação do longa pois aqui o arquinimigo de Holmes não aparece), que na verdade é uma paixão sua, e muitas situações vão se desenrolar ao longo da trama que é marcada pelas sacadas inteligentes e belas cenas de ação. Devo dizer que o elenco foi escolhido de modo genial. Rachel Mc Adams está ótima como Irene, e Jude Law hilário como Watson. O inspetor Lestrade é interpretado por Eddie Marsan e Kelly Reilly faz Mary Morstan (noiva de Watson) e Marc Strong mais uma vez mostra que sabe desenvolver ótimos vilões ao interpretar o Lorde Blackwood. Mas o show aqui é de Robert Downey Jr. Em uma das grandes atuações de 2009 e uma das melhores de sua carreira (eu Vivi sou apaixonada por ele desde "Chaplin"), aqui ele faz um Sherlock divertido e excêntrico, concentrado e ágil. Meu sonho sera vê-lo indicado ao Oscar deste ano, embora eu saiba que ele vencer o Globo de Ouro por si só já é algo muito positivo.

A parte técnica do filme também é incrível. A direção de Guy Ritchie é ótima, onde ele conduz de modo preciso e certeiro a trama, sem torná-la cansativa (pra mim é melhor direção de sua carreira até agora) e o roteiro é de Anthony Peckham (que também assina o roteiro de "Invictus"). A fotografia é de Phillipe Rousselot, a direção de arte de Sarah Greenwood (que pra mim tem a direção de arte do ano) e os figurinos são de Jenny Beavan (ótima como sempre), mas o grande destaque é mesmo a trilha de Hans Zimmer que consegue compor um score originalíssimo e delicioso, único e criativo. A mixagem de som também é excelente (me lembrou a mixagem de Amélie Poulain) e os efeitos do filme também são muito bons.

É um filme pipoca, que por sua qualidade está sobrevivendo a Avatar (Sherlock Holmes em menos de um mês faturou mundialmente mais de 350 milhões de dólares) que provavelmente terá uma sequencia. Se for assim tão divertido, charmoso e adorável, estarei esperando ansiosamente por essa franquia.

Nota: 10,0

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Agora nos Cinemas: Onde Vivem os Monstros


A obra original de Maurice Sendak, lançada na década de 60, parece possuir pouca coisa além do que uma dúzia de belas - e um tanto estranhas - ilustrações, acompanhadas cada uma de uma frase. Só parece, mas vai muito além disso: em pouquíssimas linhas, Sendak abre para crianças pequenas um diálogo direto e nada hipócrita sobre a raiva e a destrutividade infantil - e como ela pode ser utilizada de alguma outra forma, quando conhecemos nossos monstros. É curioso o fato de Sendak ter procurado Spike Jonze pessoalmente para que este dirigisse o filme baseado em seu livro, no entanto, quando lembramos que Jonze foi, junto com o roteirista Charlie Kaufman, um dos responsáveis em transformar o livro O Ladrão de Orquídeas no excelente filme Adaptação, entendemos a escolha.

O filme tem em torno de 100 minutos, logo possui consideravelmente mais do que dez falas. No entanto, é impressionante como Jonze - enquanto diretor e enquanto roteirista, acompanhado por Dave Eggers - consegue ser tão fiel ao espírito da obra original. Max (interpretado por Max Records, um parágrafo a parte) é um garoto que lida com a perda do pai, o namoro da mãe com outro homem e uma irmã adolescente que é tanto distante de seu mundo. Acima disso tudo, lida com os sentimentos que essas situações despertam - como qualquer outra criança, brinca com os amigos da irmã, chora quando se vê enfraquecido diante dos mais velhos, e encontra na birra e na bagunça a maneira de expressas seus sentimentos quando eles são avessos. Um dia, após uma grande briga com sua mãe, ele foge para a rua da cidade, chegando à beira do lago com um barco que o levará em uma terra onde moram alguns monstros.

Este tom inicial do roteiro é essencial para fincar qual abordagem o filme pretende: a da metáfora. Há gente que consegue reclamar que o garoto pega um barco em um canto qualquer e vai parar no meio do oceano, em uma ilha gigantesca. O filme não tem o menor contrato com a realidade explícita, óbvia. Ele se constrói exatamente na quebra do óbvio, sem, em momento algum, perder de vista que aquilo tudo é uma alegoria para o que existe de mais concreto na vida do garoto. Na tal ilha Max conhecerá alguns monstros, cada um com uma personalidade um tanto fincada: a solidão, a insegurança, a raiva, a arrogância, a esquiva, entre outros. E então promete ser rei de todos eles, e trazer o bem estar de volta.

O roteiro segue com metáforas textuais e visuais das mais variadas, SPOILER - como a amizade que dá o braço e continua acompanhando, toda metáfora freudiana da proteção interna e o quase parto encenado em certa altura do filme, dentre tantas outras. É interessante notar como Jonze faz escolhas ousadas mas que se relacionam de maneira direta e eficiente com o filme: os monstros são bonecos gigantes - e não digitais, como seria o óbvio - dando um ar bem infantil e ao mesmo tempo nostálgico. Também há uma liberdade geográfica impressionante: essencial para configurar o universo intimista de Max, e ao mesmo tempo não fixá-lo em um único espaço, a paisagem da ilha se constrói na mistura de dunas de areia, florestas coníferas com nevasca e mais a eficiente direção de arte que inventa as construções dos monstros. A fotografia é uma das maiores qualidades do filme.

A trilha sonora de Carter Burnwel e Karen O. também é eficiente e inteligente: corais infantis, partitura simples e comovente nos momentos chaves, agitada e quase descontrolada nos ataques emocionais dos personagens. O elenco está muito bem, Catherine Keener encerra o filme de maneira excelente com apenas um olhar, a dublagem dos monstros é muito boa, mas o destaque fica mesmo para Max Records, uma agradável revelação do ano. A direção de Jonze, como já disse, é extremamente ousada e boa, fazendo de um livro simples e eficiente um filme aparentemente simples e eficiente. E sim, por mais que grande parte das camadas do roteiro seja acessível somente aos adultos, o filme atinge as crianças como deveria atingir, passando aquilo que pretende.

Uma agradável surpresa, que infelizmente será lançada apenas no circuito alternativo aqui no Brasil.

9,0

Especial: Considerações Globo de Ouro 2010


Vivi:

Gente o GG é sempre uma surpresa né? Pois é galera nota mil do meu Brasil, o filme do Lula não tava entre os indicados, mas nem por isso a galera não se afogou na paçoca com alguns vencedores...como vocês podem ver eu e o Tiaguito alem de acompanhar ao vivo fizemos nossas apostas e sentamos no cascalho com os vencedores rsrsrs. Brincadeiras à parte eu particularmente gostei muito do GG deste ano embora o resultado final- premiando Avatar em Filme Drama e Direção tenha me surpreendido (e parece que ao Cameron tbm ao destacar sua ex mulher, Kat Bigelow como a melhor entre os concorrentes). Mas ver Downey Jr. Bullock, T-Bone Burnett, Bridges e Streep vencendo, alem de Jason Reitman em roteiro e Glee de melhor serie comedia/musical foi maravilhoso. Tambem fiquei feliz por "Se beber não case" por gostar muito desta comédia mesmo que "Nine" tenha saído tão prejudicado (principalmente com o elenco que tem). Meus desapontamentos? Ver o ótimo "Guerra ao Terror" sair sem nenhuma estatueta, Michael Giachinno (por mais que eu o ache competente) vencer trilha em cima de Abel Korzeniowski e Brendan Gleeson perder o GG de melhor ator para filme de tv para o Kevin Bacon que está apenas mediano em Taking Chance...mas nem tudo são flores não é mesmo? O importante é que no final das contas, foi muito divertido estar ao vivo no momento da premiação...realmente muito legal.
Esperamos vocês na próxima e, que venha o SAG!
Bjokas a todos,
vivi

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Tiago:

Nossa, que noite insuportável, não é mesmo minha gente? Algumas coisas seguiram como se esperava: Meryl Streep, Mo'Nique, Christoph Waltz, roteiro de Up in the Air... Jeff Bridges não foi exatamente uma surpresa, assim como Sandra Bullock também não foi (mas foi absurdo). Fiquei extremamente feliz com a vitória de A Fita Branca, torci o nariz para Up! em animação, e a noite dava seus primeiros sinais de algo errado no ar em trilha sonora: Up? É uma boa trilha, mas Avatar e - dizem - A Single Man mereciam mais. Até Onde Vivem os Monstros merecia mais.

The Weary Kind levar canção foi óbvio, é o estilo de canção que a HPFA ama... Se a maldição continuar, ela não será indicada ao Oscar. Robert Downey Jr. foi uma das maiores surpresas da noite, não sei se era merecedor - mas foi divertido. E então a categoria de comédia desandou. Vamos recapitular? Nine era o segundo filme mais indicado da noite, Julie e Julia venceu atriz, It's Complicated estava indicado a roteiro, (500) Dias com Ela estava indicado a ator e The Hangover não tinha mais indicação nenhuma... Estava deslocada... E vence? Se Beber Não Case é divertidíssimo, mas será que era para tanto? Será que é mais filme que Nine mesmo?

E então, encerrando a noite à altura, Avatar leva filme e James Cameron direção. Sim, me assustei com a esnobada total a Guerra ao Terror, mas... sei lá... Foi um globo de ouro que respeitou, pelo visto, as massas, o grande público. Não sei se foi justo, mas soube seguir o hype e ser popular.

Bem decepcionante.

Melhor discurso da noite: Mo'Nique
Discurso mais divertido: Robert Downey Jr.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Cinefilando Live! - Globo de Ouro

Já para os comentários mais divertidos da noite! A partir das 22:30!

Esquenta Globo de Ouro 2010 - Apostas!


Pois é, ano novo, visual novo, pena que a atual temporada não acompanhe nossa animação... Ainda assim, amanhã é dia dos Globos! Não aprendi a tempo como fazer um liveblogging, minha vontade... Se alguém souber, dá um toque que faremos para o Oscar.

Claro, amanhã de madrugada teremos nossos comentários, sejam eles ácidos, picantes, lacrimosos ou revoltados. Mas ainda assim, resolvi fazer um esquenta... Claro, com apostas, minhas e da Vivi (que eu roubei de seu bolão) Entre parênteses estão aqueles que acreditamos ser os runner-ups (segundas opções).

Melhor Filme - Drama
Tiago: Amor sem Escalas, (Avatar)
Vivi: Guerra ao Terror, (Amor sem Escalas)

Melhor Filme - Comédia
Tiago: Nine, (500 Dias com Ela)
Vivi: 500 Dias com Ela, (Nine)

Melhor Diretor
Tiago: Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror, (James Cameron - Avatar)
Vivi: Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror, (James Cameron - Avatar)

Melhor Ator - Drama
Tiago: George Clooney - Amor sem Escalas, (Jeff Bridges - Coração Louco)
Vivi: George Clooney - Amor sem Escalas, (Colin Firth - O Direito de Amar)

Melhor Ator - Comédia ou Musical
Tiago: Matt Damon - O Desinformante, (Daniel Day Lewis - Nine)
Vivi: Joseph Gordon Lewitt - 500 Dias com Ela, (Robert Downey Jr. - Sherlock Holmes)

Melhor Atriz - Drama
Tiago: Sandra Bullock - O Lado Cego, (Carey Mulligan - Educação)
Vivi: Carey Mulligan - Educação, (Sandra Bullock - O Lado Cego)

Melhor Atriz - Comédia ou Musical
Tiago: Meryl Streep - Julie e Julia, (Meryl Streep - Simplesmente Complicado)
Vivi: Meryl Streep - Julie e Julia, (Marion Cotillard - Nine)

Melhor Ator Coadjuvante
Tiago: Christoph Waltz - Bastardos Inglórios, (Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso)
Vivi: Christoph Waltz - Bastardos Inglórios, (Woody Harrelson - O Mensageiro)

Melhor Atriz Coadjuvante
Tiago: Mo'Nique - Preciosa, (Julianne Moore - O Direito de Amar)
Vivi: Mo'Nique - Preciosa, (Anna Kendrick - Amor sem Escalas)

Melhor Roteiro
Tiago: Amor sem Escalas, (Bastardos Inglórios)
Vivi: Guerra ao Terror, (Amor sem Escalas)

Melhor Trilha Sonora
Tiago: James Horner - Avatar, (Cart Burwell e Karen O. - Onde Vivem Os Monstros)
Vivi: Abel Korzeniowski - O Direito de Amar, (James Horner - Avatar)

Melhor Canção Original
Tiago: The Weary Kind - Coração Louco, (Cinema Italiano - Nine)
Vivi: The Weary Kind - Coração Louco, (I See You - Avatar)

Melhor Filme Estrangeiro
Tiago: Um Profeta - França (A Fita Branca - Alemanha)
Vivi: A Fita Branca - Alemanha, (Um Profeta - França)

Melhor Animação
Tiago: Up! - Altas Aventuras, (O Fantástico Sr. Raposo)
Vivi: O Fantástico Sr. Raposo, (Up! - Altas Aventuras)


A sorte está lançada!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Especial: Podcast Globo de Ouro 2010 por Vivi Parte 1

Embora meu caro amigo Tiago tenha razão- eu realmente estou na lagoa nadando com os sapinhos e o jacaré de “A princesa e o Sapo” eu não quero deixar de ter contato com o blog neste mês de janeiro de 2010. De tal modo que encontrei uma maneira de manter contato com vocês. E esta maneira é através de um podcast onde irei dar minha opinião sobre algum assunto. Pelo fato de que aqui na lagoa nós tenhamos um notebook cuja internet é muito fragil (embora seja fantastico que a tecnologia 3g alcance a área o qual estou) estes podcasts são muito mais práticos, e creio que será muito bacana dividir através da minha voz a minha opinião com vocês. Meu primeiro podcast é sobre os indicados ao Globo de Ouro 2010 nas categorias trilha e canção. Comentei sobre os indicados e quem, na minha opnião, faltou em cada lista.
Espero que gostem,
bjokas,
vivi

Aqui estão os links do podcast:

http://hotfile.com/dl/24093187/08bbf26/PODCAST_GG01.wma.html

http://hotfile.com/dl/24219700/ba135a5/PODCAST_GG_02.wma.html

http://hotfile.com/dl/24189294/8bf94a8/PODCAST_GG03.wma.html

sábado, 9 de janeiro de 2010

Os Melhores de 2009 - Tiago


Aproveitando que a Vivi continua na Lagoa extremamente inspirada pelos sapinhos de A Princesa e o Sapo, resolvi postar a minha lista pessoal sobre o que rolou de melhor no cinema no ano de 2009. Ressaltando, mais uma vez, que ainda não se trata do Cinefilando Awards, que, através de um complexo esquema de votações e notas, tiramos o meio-termo das opiniões minhas junto com a Vivi e listamos os 10 melhores filmes do ano de acordo com o blog. Esta lista é exclusivamente pessoal minha, e se a Vivi tiver paciência ela também pode fazer a dela. O Cinefilando Awards se consiste apenas em filmes, enquanto minha lista pessoal tenta contemplar todas as categorias. Lembrando que eu sempre listo os 10 melhores filmes do ano, ou seja, isso não é inspirado na decisão da Academia. Também digo que tento selecionar 5 para as demais categorias, mas o número pode variar para mais ou para menos quando for inevitável.

Por fim ressalto que não vi os filmes nacionais mais badalados do ano, e me decepcionei um pouco com os que vi, o que interferiu gritantemente na lista. Também chamo atenção ao fato de que muitos dos filmes mais badalados e elogiados do ano me decepcionaram, o que deixou a lista de decepções um tanto 'curiosa'. Agora, vamos sem demoras!

Melhores Filmes

  1. O Leitor (The Reader, de Stephen Daldry, EUA/Alemanha)
  2. Valsa com Bashir (Vals Im Bashir, de Ari Folman, Israel)
  3. Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire, de Danny Boyle, Inglaterra)
  4. Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino, EUA)
  5. O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, de Wes Anderson, EUA)
  6. A Partida (Okubito, de Yôjirô Takita, Japão)
  7. Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol, de Robert Zemeckis, EUA)
  8. Guerra ao Terror (The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow, EUA)
  9. Anticristo (Antichrist, de Lars von Trier, Dinamarca)
  10. Avatar (Idem, de James Cameron, EUA)

Menção honrosa para: A Troca, Milk – A Voz da Igualdade, Distrito 9, Inimigos Públicos e Aconteceu em Woodstock.

Melhor Filme Nacional

  1. À Deriva

Melhores Animações

  1. Valsa com Bashir
  2. O Fantástico Sr. Raposo
  3. Os Fantasmas de Scrooge
  4. A Princesa e o Sapo
  5. Coraline e o Mundo Secreto

Melhores Diretores

  1. Danny Boyle, Quem Quer Ser Um Milionário?
  2. Stephen Daldry, O Leitor
  3. Ari Folman, Valsa com Bashir
  4. Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios
  5. Kathryn Bigelow, Guerra ao Terror

Melhores Roteiros Originais

  1. Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino)
  2. Valsa com Bashir (Ari Folman)
  3. A Partida (Kundo Koyama)
  4. Milk – A Voz da Igualdade (Dustin Lance Black)
  5. Guerra ao Terror (Mark Boal)

Melhores Roteiros Adaptados

  1. O Leitor (David Hare)
  2. Quem Quer Ser Um Milionário? (Simon Beaufoy)
  3. O Fantástico Sr. Raposo (Wes Anderson)
  4. Distrito 9 (Neil Blomkamp e Terri Tatchell)
  5. Os Fantasmas de Scrooge (Robert Zemeckis)

Melhores Elencos

  1. Milk – A Voz da Igualdade
  2. O Leitor
  3. Bastardos Inglórios
  4. Guerra ao Terror
  5. Quem Quer Ser Um Milionário?
  6. A Festa da Menina Morta

Melhores Atuações Masculinas - Principais

  1. Benício Del Toro, Che (Parte 1 e Parte 2)
  2. Sean Penn, Milk – A Voz da Igualdade
  3. Willen Dafoe, Anticristo
  4. Jeremy Renner, Guerra ao Terror
  5. Mickey Rourke, O Lutador
  6. Daniel de Oliveira, A Festa da Menina Morta

Melhores Atuações Femininas - Principais

  1. Charlotte Gainsbourg, Anticristo
  2. Kate Winslet, O Leitor
  3. Kate Winslet, Foi Apenas Um Sonho
  4. Anne Hathaway, O Casamento de Rachel
  5. Meryl Streep, Julie e Julia

Melhores Atuações Masculinas - Coadjuvantes

  1. Eddie Marsan, Simplesmente Feliz
  2. Christoph Waltz, Bastardos Inglórios
  3. Henry Goodman, Aconteceu em Woodstock
  4. Ralph Fiennes, O Leitor
  5. Michael Shannon, Foi Apenas Um Sonho

Melhores Atuações Femininas - Coadjuvantes

  1. Rosemarie DeWitt, O Casamento de Rachel
  2. Imelda Staunton, Aconteceu em Woodstock
  3. Viola Davis, Dúvida
  4. Marion Cotillard, Inimigos Públicos
  5. Melanie Laurent, Bastardos Inglórios

Revelações

  1. Melanie Laurent, Christoph Waltz, Michael Fassbender e Til Schweiger, Bastardos Inglórios
  2. Jeremy Renner, Guerra ao Terror
  3. Sharlto Copley, Distrito 9
  4. Kare Hedebrant e Lina Leandersson, Deixa Ela Entrar
  5. David Kross, O Leitor
  6. Laura Neiva, À Deriva

Melhores Edições

  1. Quem Quer Ser Um Milionário?
  2. Guerra ao Terror
  3. Distrito 9
  4. Bastardos Inglórios
  5. Inimigos Públicos

Melhores Fotografias

  1. O Leitor (Roger Deakins)
  2. Quem Quer Ser Um Milionário? (Anthony Dod Mantle)
  3. Anticristo (Anthony Dod Mantle)
  4. Che, Partes 1 e 2 (Steven Soderbergh)
  5. Avatar (Mauro Fiore)

Melhores Direções de Arte

  1. O Curioso Caso de Benjamin Button
  2. Bastardos Inglórios
  3. Avatar
  4. Austrália
  5. Aconteceu em Woodstock

Melhores Figurinos

  1. O Curioso Caso de Benjamin Button
  2. Bastardos Inglórios
  3. Austrália
  4. A Troca
  5. Foi Apenas Um Sonho

Melhores Trilhas Sonoras Instrumentais/Originais

  1. Avatar, James Horner
  2. Coraline e o Mundo Secreto, Bruno Coulais
  3. Quem Quer Ser Um Milionário?, A. R. Rahman
  4. O Fantástico Sr. Raposo, Alexandre Desplat
  5. UP – Altas Aventuras, Michael Giacchino

Melhores Trilhas Sonoras de Jukebox

  1. Bastardos Inglórios
  2. (500) Dias com Ela
  3. A Princesa e o Sapo

Melhores Canções Originais

  1. Jai Ho, Quem Quer Ser Um Milionário?
  2. Down in New Orleans, A Princesa e o Sapo
  3. The Wrestler, O Lutador
  4. O’Saya, Quem Quer Ser Um Milionário?
  5. I See You, Avatar

Melhores Sons

  1. Avatar
  2. Quem Quer Ser Um Milionário?
  3. Distrito 9
  4. Inimigos Públicos
  5. Bastardos Inglórios

Melhores Efeitos Visuais

  1. Avatar
  2. O Curioso Caso de Benjamin Button
  3. Distrito 9
  4. Os Fantasmas de Scrooge
  5. 2012

Melhores Maquiagens

  1. O Curioso Caso de Benjamin Button
  2. Distrito 9

Decepções do Ano

O Curioso Caso de Benjamin Button, Austrália, Foi Apenas Um Sonho, Dúvida, O Lutador, Sinédoque Nova Iorque, UP – Altas Aventuras, Deixa Ela Entrar, O Desinformante, (500) Dias com Ela, Atividade Paranormal.

Piores Filmes

  1. O Dia em que a Terra Parou
  2. Watchmen
  3. Lua Nova
  4. Brüno
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Em síntese, foi um ano que o cinemão de Hollywood falhou visivelmente, sua única salvação foi o maior blockbuster da década - Avatar - que ainda assim não me agradou por completo em seu texto. Mas quem buscou outros ares encontrou um ano diversificado, surpreendente e sim, no final das contas, agradável. Destaco, como vocês puderam observar, as animações - que de fato deram show, ainda que o superestimadíssimo filme da Pixar não seja para tanto.

Se alguém tiver curiosidade para ver minha lista de 2008, ela está disponível no blog:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Corrida ao Ouro 2010: Direção, Roteiros, Trilhas, Animações, Estrangeiro, Canções e Técnicas.

Encerrando a nossa breve análise da corrida ao ouro no exato momento, vamos para as categorias finais.

Direção

Os indicados do DGA saíram hoje, e foi a lista mais sóbria e coerente até o momento: James Cameron (Avatar), Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror), Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios), Jason Reitman (Amor sem Escalas) e Lee Daniels (Preciosa). Até o meio do ano, parecia que os indicados a direção de 2010 seriam, na verdade, um resumo da década: Eastwood (Invictus), Jackson (Um Olhar do Paraíso), Scorsese (Ilha do Medo) e Marshall (Nine). Foi triste e preocupante ver como cada um foi caindo - exceto Scorsese que pode ter mais um trabalho de mestre em mãos mas foi adiado. Eastwood foi o que chegou mais longe, e tem chances de ser indicado a melhor filme no Oscar, mas torço para que ele não chegue na direção - o filme é mesmo mediano.

Assim como melhor filme, é incerto apostar com certeza quem vence. Lee Daniels e Reitman estão de fora, a briga é entre Tarantino, Kathryn e Cameron. O primeiro é um diretor querido mas excêntrico e violento, ou seja, converte poucos filmes em chances de ser premiado - no entanto, pode se contentar, novamente, com o Oscar de roteiro. A segunda pode ser a primeira mulher a vencer o prêmio - o que é extremamente tentador - tendo um filme muito elogiado em mãos... Não há "no entanto". O terceiro está com uma evolução tencológica nas mãos, assim como a segunda maior bilheteria mundial da história (ah, e a primeira também), mas já tem um Oscar. Aposto em Kathryn, seguida de Tarantino.

Roteiro Original

Os medianos e superestimados (500) Dias com Ela e Up! - Altas Aventuras serão indicados, assim como Guerra ao Terror e Bastardos Inglórios. A quinta vaga é um mistério para mim, mas quem tem mais chance são os irmãos Coen com Um Homem Sério. A briga é mesmo entre Guerra ao Terror e Bastardos Inglórios, mas eu ressalto que o roteiro é o que o primeiro tem de mais fraco, então Bastardos tem toda a minha torcida e confiança de que ganha.

Roteiro Adaptado

Parecia um ano forte, mas era vidro e se quebrou. Os dois roteiros mais vencedores até agora foram Amor sem Escalas (dizem ser um roteiro ágil) e o encantador O Fantástico Sr. Raposo. Preciosa é o terceiro mais óbvio, e os dois mais cotados a completar a categoria são Distrito 9 e Educação. Sou muito fã da adaptação de Wes Anderson para O Fantástico Sr. Raposo, e muitos cirquitos de críticos reconheceram isso, mas sejamos realistas, a Academia nunca premiaria uma animação aqui. Distrito 9 vem crescendo muito ultimamente, e seu roteiro de fato é fantástico, vale a pena ficar de olho, ele deve ser o maior concorrente de Amor sem Escalas e Preciosa. Educação deve só completar a lista mesmo.

Trilha Sonora

James Horner - Avatar. A trilha é tão fantástica que é a ser batida. Altas Aventuras do Giacchino está certa na indicação, assim como a patética trilha de O Desinformante. De resto não sei mais nada, Desplat merecia uma indicação, e sua maior chance era com Sr. Raposo - mas duas animações indicadas aqui me soa estranho, o que elimina também (merecidamente) A Princesa e o Sapo.

Canção Original

Cinema Italiano parece estar dentro, mas Take it All é muito melhor. Pode rolar esta dupla indicação para Nine, mas o filme foi tão massacrado que parece difícil. A Princesa e o Sapo vai surgir ou com Down in New Orleans ou com Almost There, Crazy Heart com certeza deve aparecer com The Weary Kind - inclusive porque a trilha foi desclassificada. E, por fim, I See You para aumentar o número de indicações de Avatar (e, se My Heart Will Go On ganhou, porque sua filha bipartida não merece ser indicada?) É uma categoria que o Oscar mais escorrega, então apesar de ser um ano com ótimas músicas, esqueçam de termos indicados super agradáveis.

Técnicas

Até bem pouco atrás eu acreditava que as categorias técnicas ficariam nas mãos exclusivamente de Avatar e Nine. Engano.

Avatar é o favorito absoluto em Efeitos Visuais e Edição de Som. Tem muitas chances em Mixagem de Som e Edição - mas Nine pode atrapalhar o primeiro (poucas chances) enquanto Guerra ao Terror pode atrapalhar o segundo (muitas chances).

Fotografia parecia ser de Dion Beebee por Nine - que mesmo quem não gosta do filme dá o braço a torcer. No entanto, o fato do filme ser massacrado pela crítica e de Beebee já ter um Oscar, por outro filme com o Marshall, abre as portas para as fotografias de Bastardos Inglórios (fantástica) e Guerra ao Terror (nhé). Bright Star deve ser indicado aqui, merecidamente, mas parar por aí.

Direção de Arte era outra que parecia ir para Nine direto, mas Bastardos Inglórios se tornou uma pedra no sapato considerável, afinal, sua direção de arte também é fantástica. Não se assustem com uma indicação inesperada a A Single Man (O Direito de Amar, e eu ainda não me acostumei com o nome) ou Educação, e até mesmo Bright Star. Está uma categoria tanto incerta. O Imaginário do Dr. Parnassus também pode aparecer por aqui, assim como Sherlock Holmes...

Edição está entre Avatar e Guerra ao Terror, o segundo em vantagem.

Figurinos é aquela coisa. Se mantermos a tradição que o mais antigo vence, já é de A Jovem Vitória (é o que mais tem chances mesmo). Se mantermos a tradição que os musicais tem sempre sorte, Nine é de se considerar - ainda mais para fazer a casadinha com Direção de Arte. É outro prêmio que Bastardos pode surpreender, mas mais difícil... Bright Star é o quarto indicado e o quinto está um tanto em aberto, mantenho que Sherlock Holmes ou Parnassus podem aparecer.

Som tanto Mixagem quanto Edição devem ir para Avatar... Mas a academia admira muito a mixagem em musicais, então Nine tem lá sua chance.

Maquiagem acabou ficando uma categoria fraca, entre Star Trek e Distrito 9. Distrito deve levar porque tem poucas chances nos demais.

Animações

Com Up indicado a melhor filme, se esta barbárie for mesmo acontecer, é muito difícil premiar outro né... No entanto, O Fantástico Sr. Raposo é o que mais merecia. O resto é meio resto, ainda que seja um dos melhores anos que já tivemos em animação, e Coraline, Chovendo Hamburguer e A Princesa e o Sapo como os outros indicados. Ponyo pode surgir no lugar de Hamburguer, e fico lamentando a ausência de Os Fantasmas de Scrooge.

Estrangeiro

Se a academia seguir com a tradição em foder a categoria, A Fita Branca deve ficar de fora das indicações. Se eles tiverem o bom senso, o filme venceria. Mas parece ser o ano do francês O Profeta.


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Ufa! Encerro aqui a maratona! Se liguem pois tanto no Oscar quanto no Globo de Ouro seguiremos com a cobertura comentada.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mary e Max


Há filmes e filmes, e nestes 12 anos que tento entender sobre cinema, algo que sei é que alguns filmes, em particular, são intraduzíveis. Racionalmente, gostamos, detestamos, elogiamos e reclamamos daquilo que vemos, passamos para palavras o que nos fez gostar ou não gostar. Mas há alguns, normalmente poucos (para não ficar gratuito), que nos tocam tanto, nos prendem tanto, que é como se fosse uma invasão à nossa alma. São os filmes que por mais tentamos explicar, justificar, elaborar, a tarefa soa quase sempre em vão. Isso aconteceu comigo, pela última vez, com o poderoso Na Natureza Selvagem, cuja crítica tentei elaborar aqui, mas que me invadiu tanto que até hoje não consegui assisti-lo pela segunda vez.

Eis que ouvindo alguns comentários dizendo que Mary e Max era uma bonita animação, o baixei no computador - uma vez que seu lançamento está completamente incerto (mais para improvável) aqui no Brasil. Jogado em algum canto desde Novembro, este dvd começou a passar por perto nestes dias de férias, e hoje, ao acaso, resolvi pegá-lo para ver, pois quem sabe de fato não agradasse minha noite? Verdade seja dita, eu não tinha idéia do que estava por acontecer.

Mary é uma pequena garotinha que vive na Austrália, cujo pai põe a cordinha no saquinho de chá, a mãe gosta muito de uma bebida que ela chama de 'chá para adultos', cujo vizinho tem 'homofobia' porque tem medo de sair de casa - e seus cachorros brincam de cavalinho -, seu outro vizinho é imigrante grego e gago, e ela tem uma mancha de nascença cor de cocô em sua testa. Max é um homem de meia-idade que vive em Nova Iorque, judeu, obeso, sofre de ansiedade intensa e considerável depressão (na verdade, descobrimos sua doença ao longo da projeção), adora cachorroquentes de chocolate, tem um gato caolho, um peixe, um papagaio e um amigo imaginário. Quando um dia folheava a lista telefônica de NY, Mary resolve começar a mandar cartas para alguma pessoa aleatória nos EUA, para perguntar se lá os bebês são encontrados em latas de coca-cola. Por acaso, ela escolhe Max.

O que vemos, a partir deste encontro, é inacreditável. O projeto já encanta pela sua abordagem estética, o stop-motion brilhantemente casado com a fotografia sempre triste, solene, sépia em Mary e branco-e-preta em Max (um excelente trabalho de estréia de Gerald Thompson). Ainda sobre sua parte técnica, a trilha sonora de Dale Cornelius, apesar de repetitiva, é encantadora.

Mas é em sua trama que está a alma do filme. Adam Elliot demonstra extrema sensibilidade e inteligência ao escrever e dirigir, com certa leveza, sobre temas difíceis e tristes como a solidão, a doença mental, o bullying, alcoolismo, problemas familiares, morte; enfim, uma gama enorme de assuntos complicados, unidos em um único texto, e que formam um corpo sensível e palpável. De tantas seqüências brilhantes, (spoiler) destaco uma tentativa de suicídio que juro, deve ser uma das melhores cenas que vejo nos últimos 12 meses (/spoiler).

Acima de tudo, Mary e Max traz a visão da criança sem, em momento algum, infantilizá-la ainda mais - algo muito corriqueiro nas animações e em outros filmes que tentam captar a alma infantil. atualmente. É impossível não relacioná-lo a Up - Altas Aventuras, em relação à sua temática (em mais uma prova de como o filme da Pixar poderia ter sido muito melhor), mas a abordagem assemelha-se muito a Onde Vivem os Monstros (crítica em breve), só que ainda melhor. O respeito ao universo infantil é honesto, tratado com igualdade, e encantador. Volto a comentar a decisão de colorir a vida de Mary apenas com o sépia, mostrando a natureza triste (e secretamente nostálgica) de seu personagem. É como se pairasse um triste aviso no ar sobre tantas crianças sépias que correm o risco de ficarem preto-e-brancas em definitivo.

Creio que não consigo ir mais além para descrever o filme. Poderia ficar horas teorizando, argumentando cada detalhe, cada opção - mas nem isso daria para ser agora. Vi todo o filme extremamente sensibilizado e encantado por sua beleza, mas sem, em momento algum, me comover o suficiente para chorar - inclusive em seu desfecho. Quando a primeira palavra dos créditos finais surgiu, desabei em lágrimas e soluços fortes, como se respondesse ao filme todo, ali, sem esperar. Não espero que essa seja a reação de todos que o assistir, mas só queria mostrar que este filme entrou, sem eu nunca esperar ou imaginar, naquele seleto grupo de filmes que agora são 'só meus', que levarei para sempre no coração.

Recomendo a todos, mas devo recomendar que baixem, pois dificilmente teremos fácil acesso a ele tão cedo. Também é este o motivo de eu não esperar nenhuma data de estréia para comentar o filme.

10,0


terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Corrida ao Ouro 2010: Atuações

Dando seqüência à nossa análise de possíveis vencedores nas futuras premiações, vamos agora prestar uma atenção nas categorias de atuação. Aparentemente, a coisa está quase definida - exceto na categoria de melhor ator, que parece um tanto confusa ainda.

Melhor Atriz Coadjuvante

A primeira a chamar atenção para si foi a comediante Mo'Nique, fazendo um papel extremamente pesado e deprimente no filme Preciosa. Depois dela, Judi Dench e Penélope Cruz chegou a chamar alguma atenção para si pelo filme Nine. Então foi vez das garotas de Amor sem Escalas começarem a aparecer nas listas - as duas juntas: Anna Kendrick e Vera Farmiga, assim como Julianne Moore despontou na corrida com inúmeros elogios à sua curtíssima participação em O Direito de Amar (sim, este foi o nome escolhido para traduzir A Single Man, por pior que pareça). Quando isso já estava meio certo, Harvey Weinstein leva uma rasteira na sua tentativa de promover Marion Cotillard como atriz principal por Nine, e esta começa a aparecer em algumas listas de melhores do ano. De maneira surpreendente, as duas excelentes damas de Bastardos Inglórios começaram a aparecer nas listas: Mélanie Laurent (que Weinstein também está tentando vender como principal) e Diane Krugger, que foi inclusive indicada ao SAG's - dando um chega pra lá em Moore.

Independente de quem sejam as cinco indicadas, a briga está entre Mo'Nique e Julianne Moore. Mo'Nique é absoluta nos prêmios da crítica, e de fato arrebenta no seu filme. No entanto, a Academia já indicou Julianne Moore três vezes, e há um sentimento de que a moça precisa ser reconhecida... Pode ser que sim, pode ser que não - lembrem-se de Kate Winslet.

Melhor Ator Coadjuvante

Christoph Waltz venceu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes deste ano por Bastardos Inglórios. Isso pouco influencia o Oscar, fato, mas verdade seja dita, o cara é outro absoluto com a crítica. Este parece ser um dos Oscars mais certos da noite, e o seu único concorrente é Stanley Tucci, extremamente elogiado no naufragado Um Olhar do Paraíso. Os demais indicados estarão enchendo lingüiça, inclusive Christopher Plummer, por The Last Station.

Melhor Atriz

Todos que se descabelam na espera pelo terceiro Oscar de Meryl Streep podem preparar a caixa de lenços para a grande noite: configurou-se o ano perfeito. Meryl está em sua 16ª indicação, é provavelmente a melhor atriz viva e uma das melhores de todos os tempos. Ainda assim, em quase todas as suas indicações, realmente havia outra atuação superior. Provavelmente isto também é verdade este ano, no entanto, o ano está nas mãos de algumas desconhecidas... Carey Mulligan por Educação, Gabby Sidibe por Preciosa terão a indicação como um enorme reconhecimento. Helen Mirren de The Last Station já venceu recentemente, assim como Marion Cotillard (Nine), se ela chegar a ser indicada. O papel de Meryl em Julie e Julia é simples, mas cativante e em uma boa caricatura, além de ser biográfico. A única que pode atrapalhar - o que duvido muito - é Sandra Bullock (O Lado Cego) em uma situação-Julia-Roberts: queridinha, sabemos que nunca mais pisará aqui, então deixem a moça ganhar.

Melhor Ator

Daniel Day-Lewis e Matt Damon até podem levar o Globo de Ouro de melhor ator por comédia ou musical mas estarão fora do Oscar de qualquer jeito. Colin Firth foi o primeiro a se destacar com o seu gay perturbado em O Direito de Amar, mas conhecendo a Academia, seria difícil eles premiarem mais um papel homossexual tão cedo. Quando tudo continuava insosso, Jeff Bridges veio com a faca, o queijo, a goiabada e o doce de leite na mão: papel dramático sobre superação de um alcoolista defendido por um ator já reconhecido e indicado, que nunca levou o prêmio e andava afastado - ainda com o bônus de ser limpo do fator repúdio que atrapalhou Mickey Rourke ano passado. Parecia que Crazy Heart era mesmo o favorito, até que a crítica americana começou a lamber o caminho de George Clooney. Como sempre repeti, Clooney é um ator mediano, sempre no mesmo estilo, mas sabe abusar do seu carisma e as pessoas parecem acreditar no boato que algum animal inventou ao dizer que ele era cool. Resultado: todos querem agradá-lo o tempo todo, dando-lhe prêmios aos baldes. Ele já venceu uma vez sem merecer pela sua atuação em Syryana e agora parece que pode repetir o feito. Amor sem Escalas pode ser o vencedor por aqui...




domingo, 3 de janeiro de 2010

Corrida ao Ouro 2010: Melhor filme - o terreno sem dono.


Bom, como todos sabem, o Oscar é apenas o encerramento de uma numerosa e cansativa corrida de prêmios e listas - sendo, em última análise, a coroação final (e mais importante, de acordo com alguns). No entanto, quase todo ano chegamos em janeiro sabendo que a coisa está polarizada entre dois filmes, e que só uma reviravolta absurda coloca um terceiro na confusão (como foi o ano em que O Segredo de Brokeback Mountain e Boa Noite e Boa Sorte polarizavam tudo para, no final, ganhar Crash - No Limite).
Vamos recapitular o que aconteceu até agora?

O primeiro filme que chamou atenção para si nos festivais e com a crítica foi Preciosa, um filme meio de gueto, história verídica de uma negra obesa americana que é abusada pela sua família de todas as maneiras possíveis. Pouco tempo depois, Bastardos Inglórios pareceu um natimorto em Cannes, sendo recebido de maneira bem fria pela crítica. Eis que o filme estreia nos EUA e, para surpresa de todos, com uma ovação da crítica americana - mas sem acreditar muito em seu poder para as premiações. Amor sem Escalas começa a fazer a festa nas listas da crítica americana e parecia ser o favorito da crítica, quando, de repente, Guerra ao Terror volta com força total, liderando várias outras listas importantes e se tornando o verdadeiro queridinho da crítica de 2009 - que no ano anterior conseguira emplacar Quem Quer Ser Um Milionário? Muitos acreditavam que Nine, Invictus e Um Olhar do Paraíso eram os possíveis favoritos do ano e não haviam feito exibições para a crítica, e por isso estavam de fora das listas. Ledo engano, Invictus teve uma recepção bem morna, com aquele gostinho de "sempre mais do mesmo" enquanto Nine e Um Olhar do Paraíso foram meio massacrados. Quando tudo parecia definido, Avatar estréia e surpreende aqueles que o desacreditavam, sendo um sucesso de crítica e talvez um dos maiores sucessos de bilheteria da história. E agora, para completar a briga, Bastardos Inglórios começa a ser muito bem lembrado nas premiações finais, chegando com ares de vencedor inesperado.

Simples desatar este nó? Nem um pouco. Digo por antecipação que os demais indicados estarão enchendo linguiça em um ano que isso se fez essencial (10 indicados?). Vejamos agora os prós e os contras dos cinco filmes mais fortes na briga:

Preciosa
Prós: Pouca coisa além da calorosa recepção da crítica, o apadrinhamento por parte da Oprah e o favoritismo na categoria de atriz coadjuvante. Talvez um reconhecimento pelo elenco, de fato sensacional, e um bom roteiro.

Contras: É um filme de estréia do diretor Lee Daniels, que já recebeu um reconhecimento acima do que de fato merecia. É um filme extremamente pesado e triste, e um drama sobre minorias. Verdade seja dita, é um filme pequeno demais também - barato, independente, e já sabemos que nestes aspectos, Guerra ao Terror já está cobrindo a cota.

Guerra ao Terror
Prós: Por incrível que pareça, o maior apelo do filme, atualmente, é o fato de finalmente uma mulher vencer o Oscar de direção - algo inédito. Isso porque seria uma mulher fazendo um trabalho 'masculinizado', ou seja, pesado, sobre guerra, ágil... Muito diferente de Sofia Coppola e Jane Campion (últimas mulheres indicadas, respectivamente por Encontros e Desencontros e O Piano). Além disso, um bom filme de guerra, um dos melhores sobre a guerra no Iraque, e aquela mensagem anti-exército que muitos meios americanos estão ovacionando.

Contras: Aquela conversa sobre filmes independentes e pequenos. Além disso, não foi só no Brasil que a distribuição do filme foi confusa, nos EUA ele também foi fraco em bilheteria - algo que a Academia parece não ligar mais tanto para isso. Ao meu ver, o maio contra do filme é o fato de que, na real, ele é pouco marcante e seu roteiro tem um aspecto levemente falho - aquelas sensações de "é bom, mas não é pra tanto". Mas parece que a crítica americana não acha isso.

Amor sem Escalas
Este foi o único da lista que eu ainda não vi, então seguem comentários meio superficiais:
Prós: Além do apoio considerável da crítica, George Clooney é o ser mais superestimado do planeta - parece que para qualquer coisa que ele faça arremessarão quilos e quilos de elogios e prêmios. Ouvi falar que é uma comédia ágil, com toques de drama, e muito ligada ao período de crise no qual vivemos. Uma comédia de costumes, podendo ser algo como Melhor é Impossível. A chance de premiar uma comédia e quebrar o tabu de anos também é tentadora... Ah, e Jason Reitman já chamou atenção para si em Juno...

Contras: No entanto, se a academia não tem o costume de premiar comédias, por que faria isso agora? E o mais engraçado: por que raios o globo de ouro considerou o filme um drama? Este nó ainda está estranho. De resto, Jason Reitman não é um diretor tão eficiente assim, não sei exatamente o que esperar deste filme. O maior grito de não veio do SAGs, que o reconheceu em ator e duas atrizes coadjuvante, mas o deixou de fora de melhor elenco, algo que prejudicou o filme.

Avatar
Prós: É o filme evento do ano, é o filme nerdcore (que ganhará legiões que estudarão a fundo a mitologia e a língua inventada para os Na'vis) do ano, é o querido do público do ano, é a maior bilheteria do ano, é a maior campanha de marketing do ano, é o maior avanço tecnológico da década feito por um dos diretores mais ambiciosos e megalomaníacos da história do cinema. Precisa de mais algum superlativo?

Contras: A Academia gosta de parecer séria. Tiveram dificuldades homéricas ano passado em indicar Batman - O Cavaleiro das Trevas, muito menos fantasioso e muito mais elogiado pela crítica que Avatar. Avatar é o tipo de filme que impressiona e encanta, mas o coro antecipando que sua trama é furada e "inspirada" em tantas outras coisas já é enorme, e a não-indicação a melhor roteiro é uma pedra no sapato, assim como nenhum reconhecimento de seus atores.

Bastardos Inglórios
Prós: Antes de fazer o voodoo para todos os críticos que destruíram sua maior aposta do ano (Nine), Harvey Weinstein deve estar gastando uma ponte de safena com a campanha de marketing deste filme. Fora isso, esta seria a melhor chance de reconhecer o trabalho de Tarantino - um diretor até querido nos EUA, mas com um estilo peculiar demais para lhe arremessar prêmios. É um elenco excelente e numeroso (apesar que ninguém ali tem influência além de Brad Pitt), e é minha aposta atual para vencer o SAGs. É um filme com cara de internacional, com ares europeus...

Contras: É violento, e acima de tudo é uma grande fantasia absurda. A crítica foi gelada com ele em Cannes em grande parte por isso: como assim uma aventura/comédia na qual Hitler é assassinado por um grupo de idiotas? Todos os conservadores torceram o nariz, mas, como o site incontention já apontou, os judeus, num geral, gostaram um tanto da fantasia, não a considerando desrespeitosa.

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Minhas apostas? O Globo de Ouro ficará com Amor sem Escalas, com Avatar em seguida e, por fim The Hurt Locker. Mas isso pouco significa.

O SAGs está entre Bastardos Inglórios e The Hurt Locker, me surpreendendo muito se ficar com algum terceiro.

O Oscar? Terra de ninguém, como eu disse antes. Creio que fica com aquele que levar o SAG's, e, atualmente, minha aposta mais forte é mesmo Bastardos Inglórios. Mas The Hurt Locker está bem perto.

Não percam, nos próximos dias, comentários nas categorias de atuação e nas categorias técnicas.