
Antes de mais nada devo confessar que sou fã declarada de George Clooney...desde a época que eu era criança e via o Dr. Doug Ross em "Plantao Médico", adquiri profunda admiração por ele...após quando deslanchou na carreira de ator e explodiu como diretor e roteirista, fiquei muito feliz por seu exito...desde então, pelo menos na maioria das vezes, ele está acertando em ótimos papéis e filmes, e "um homem misterioso" é mais um grande projeto que sem sombra de dúvidas, dá muito certo.
Mas não pensem que aqui vemos mais um filme como qualquer outro sobre assassinos profissionais...o filme é detalhista, minimalista e segue a linha de "imagens falam tudo" tendo muito pouco diálogo durante toda a sua projeção. Então, talvez por isso, e por Clooney fugir de seu tipo usual, muitos irão estranhar o tipo do filme. Mas para aqueles que, como eu, apreciam o cinema em sua pura forma, "um homem misterioso" é uma obra magnifica.
O filme conta a história de Jack/Edward (porque ele utiliza esses dois nomes durante a narrativa) que vai até a Itália para esperar executar mais um trabalho que lhe fora delegado. Jack/Edward é um assassino profissional, mas nao faz ideia inicialmente do que terá de fazer desta vez. Então o que ele faz é observar o local, olhando para tudo e à todos com desconfiança. Quando chega na cidade, Pavel (Johan Leysen) seu chefe/inimigo já lhe alerta- não faça amizades. Mas este pedido é em vao, pois logo de cara o assassino irá se aproximar do padre Benedetto (Paolo Bonacelli) e da prostituta Clara (Violante Placido) enquanto conhece Matilde (Thekla Reuten) para quem ele está montando as armas. A partir daí o que se sucede são situações que fazem com que o protagonista chega ao limite diversas vezes, e quase que por vagamente passa pela paranóia. Falar mais estraga já que aqui trata-se de um filme que deve ser apreciado aos poucos, através de suas imagens e significados incognitos.
Agora sobre o filme em si, ele é dirigido por ninguém menos que Anton Corbijin, renomado fotógrafo que antes havia dirigido o excelente "Control". Aqui o trabalho de Anton é mais comedido mas com certeza o elemento que mais se destaca é o da fotografia de Martin Ruhe (a mais bela do ano), que agem quase que como pinturas de quadros para destacar as situações da trama. A trilha, também muito boa, é de Herbert Gronemeyer e vai se destacando mais e mais ao longo do final da coletiva.
O elenco também é bacana- Clooney cumprindo o que promete, Violante Plácido e Thekka Reuten) vão muito bem e o veterano ator de comédia Paolo Bonacelli etá ótimo como o padre. Talvez o que se criticaria no filme é a lentidao dos acontecimentos devido seu estilo o qual muito reclamam. Mas eu nao, penso que filmes assim não se fazem mais hoje em dia, e que "o escritor fantasma" e "i am love" sao filmes que vem para preencher um pouco desta lacuna.
De tal forma que, de modo conclusivo, aprovo a perspicácia de "Um homem misterioso". Aqui nao trata-se de apenas mais uma história de espionagem, mas sim dos aspectos de um homem consumido por este trabalho e entregue, mais uma vez, à um brilhante projeto.
nota: 8,0
3 comentários:
Parece ser bom amiga. ótimo post.
O que me interessou nesse filme foi ser dirigido pelo Anton. Adorei Control! E realmente o Clooney tem sido muito feliz em seus projetos recentes...
Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com
Também sou uma fã declarada de Clooney, desde ER :D
Gostei de The American, apesar da falta de diálogos o filme consegue manter o mistério. A direção também foi ótima, com cenas bem típicas do cinema europeu.
E Clooney vem se firmando como um dos atores mais consistentes dos últimos anos. De Up in the air para The American é uma mudança e tanto!
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