quarta-feira, 14 de julho de 2010

Agora em dvd: O clássico das animações: Dumbo

Gente, eu sei que tenho que postar minhas resenhas sobre Eclipse e Shrek 4, mas hoje, ao escrever esta resenha de Dumbo para o site dvd magazine (www.dvdmagazine.com.br) me empolguei tanto que achei que valia a pena postar aqui no blog também...então com vocês: Dumbo!!!!

Quando estamos lidando com um dos grandes clássicos da primeira era de ouro da Disney (1937-1942), é impossível duvidar da qualidade de um desses longas. Mas não se pode deixar de observar que cada filme desta época (Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio, Dumbo, Fantasia e Bambi) tem características extremamente individuais que fazem com que esses filmes se tornem únicos. Enquanto Branca de Neve retrata mais que perfeitamente através de seus nuances o bem e o mal, Pinoquio a mentira e a influencia de outras pessoas, Fantasia o experimentalismo para uma nova arte e Bambi o grave sentimento de perda e amadurecimento, Dumbo talvez seja o filme entre estes que tenha o tema mais espinhoso: a exclusão. Ninguém gosta de ser rejeitado e muito menos de ser alvo de piadinhas e, para os mais desavisados de plantão que chamam de Dumbo aquele que tem orelhas grandes, Dumbo nada mais é que um dos personagens mais corajosos da historia da Disney, de tal modo que, a pessoa que é alvo desse tipo de piada deveria orgulhar-se. Infelizmente, por ser um filme antigo e visto muito no inicio da infância, crianças e adultos se esquecem da mensagem principal de um dos filmes da disney de maior bilheteria (em termos de correção monetária claro) e mais ovacionados.

A historia que muitos conhecem nem que seja de modo superficial, se inicia com a chegada da cegonha (e aí uma sacada de gênio de Walt, que traz no filme uma explicação muito utilizada na época de como existiam os bebês- assistindo o filme, a criança não mais faria o questionamento aos seus pais- pelo menos não na década de 40), que traz os bebes para suas mamães. O problema surge quando o lindo bebezinho elefante mostra suas orelhas e...elas são enormes claro. Isso traz à Dumbo toda depreciação possível e impossível, incluindo o aprisionamento de sua mãe por tentar defende-lo, à claro, sua humilhação por fazer parte de uma minoria. Mas Dumbo tem o ratinho Timóteo como fiel escudeiro, e não vai desistir de realizar os seus sonhos, e ainda se tornará um herói.

Como o tema da exclusão é um tema eterno (sempre haverão grupos excluídos seja por cor, raça, credo, opção sexual) Dumbo é então um filme que chega ao fundo do coração do espectador, onde talvez em algumas situações o publico possa se enxergar no personagem principal. Quem nunca foi alvo de alguma piada? Excluído de algo durante algum momento da sua vida? Se sentiu sozinho e magoado? Por essas situações que acontecem com todo mundo, o filme se torna então um verdadeiro clássico cinematográfico, sendo que ganhou, em 1947, o premio de melhor filme animado em Cannes. O longa ainda ganhou o Oscar de melhor trilha sonora (composta pelos lendários Franck Churchill e Oliver Wallace) e concorreu à melhor canção com a triste Baby Mine. Mas independente dos títulos conquistados, o filme tornou-se muito mais do que isso. Simplesmente é uma obra-prima, que permanecerá no coração de diversas gerações para sempre, por explicar de modo bem doce que todos nós passamos por dificuldades, obstáculos e decepções, mas que, se tivermos pessoas que nos aceitam como realmente somos, conseguiremos seguir em frente.

Nota: 10,0

2 comentários:

pseudo-autor disse...

Eu sinto saudades desse fase da Disney (principalmente por Dumbo e Peter Pan). Depois a produtora começou a fazer sandices como Tarzan, por exemplo). A sorte é que a Pixar deu o ar da graça e levou o estúdio a outro patamar.

Saulo S. disse...

Também sinto saudade da Disney dessa época, que fazia clássicos como Fantasia, Dumbo, Branca de neve, A bela e a fera, uma pena que hoje ela investe mais em bobeiras como High School Musicals da vida!