quarta-feira, 30 de junho de 2010

Agora nos Cinemas: O Pulp Fiction do século XXI- Kick Ass

É muito dificil um filme baseado em história de quadrinhos agradar tanto os críticos quanto os fãs mais fiéis, mas quando trata-se de uma unanimidade, sabemos que estamos diante de uma obra prima. E este é caso de "Kick Ass- Quebrando Tudo" novo longa do fantástico Mathew Vaughn que é divertido, ultra violento (e chegou até gerar um protesto por parte da esposa do apresentador Jonathan Ross) e extremamente bem realizado.
O longa conta a história de Dave Lizewski (Aaron Johnson, a revelação do ano) um adolescente totalmente comum que decide ser um super herói, no maior amadorismo da coisa. Ele não tem superpoderes, muito menos super máquinas e sofre um grave ferimento no inicio, mas um dia, em uma nova tentativa de agir como um herói, pessoas o veem e ele acaba caindo no fenômeno do youtube se tornando conhecido em todo o país. Em contrapartida, vemos Mindy (Chloe Moretz, maravilhosa) à primeira vista uma criança inocente, ser uma verdadeira máquina de matar treinada pelo pai Damon (Nicolas Cage, ótimo) que treina a menina para ser parte de sua vingança pessoal contra Frank D´Armico (o sempre perfeito vilão Mark Strong) que destruiu sua vida à anos atrás. E assim, enquanto de manhã eles são pessoas comuns, à noite eles se transformam na Hit Girl e no Big Daddy. E claro, seus caminhos irão se cruzar com o de Dave.
O filme é fantástico por vários fatores: ótimas atuações (ainda vale destacar Chris Mintz como Red Mist), um roteiro extremamente bem preparado, uma direção sem medo de Vaughn, e uma ultra violência exposta de uma maneira que não sentimos receio por aquilo que vimos...sendo assim temos um ótimo filme de entretenimento mas também um filme que pode ser alçado ao status de cult devido seu conteúdo.
É, com certeza, um dos melhores longas de 2010. Mas só o tempo irá dizer à lugar ele irá pertencer.
Nota: 10,0

8 comentários:

Tiago disse...

Calma, muita calma, sempre muita calma.

O filme é bacana, diverte, vale a pena... Mas né... Pulp Fiction já é demais, e olha que nem é meu Taranta favorito rs...

Daria 8,0.

A propósito, em breve crítica de Flor do Deserto, e em julho tiro meu atraso com Nine e O Direito de Amar.

vivi ferreira disse...

ah eu dou 10 e acho ele sim um novo pulp fiction rsrsrs
apaixonada total pelo longa

issssso poe agora em dvd pros dois tii
bjusssssss

pseudo-autor disse...

A surpresa do ano até agora. O melhor filme do Matthew Vaughn em toda a sua carreira. Não chega ao patamar de um pulp fiction, mas é agradabilíssimo (e o ator que faz o Kick-ass é ótimo).

Cultura? O lugar é aqui:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Fabio Rockenbach disse...

Bacaninha Vivi, bacaninha, mas com várias ressalvas. Uma pena que o tom do filme tenha mudado nos últimos 30 minutos, e o que tinha um tom de ironia, gozação e uma mescla bem vinda de violência gráfica com humor satírico tenha se levado tão a sério no fim. Virou um filme de super-heróis normal no final, mudando todo o tom da proposta.
Não vi semelhança nenhuma em tom, proposta ou importância com Pulp Fiction - nem mesmo a violência.

Marconi disse...

Quero ver logo!
http://cinespaco.blogspot.com/

DiogoF. disse...

Gostei do filme, mesmo depois de ter lido várias críticas muito negativas mas acho que está muito muito longe de ser "uma obra prima" e de, assim, poder ser comparado a Pulp Fiction.

Apesar de não ser fã da BD (nunca li), acho que acabou por ser uma obra feliz, que não vai nada por aí além, com uma boa dose de violência gratuita que acaba por entreter (aqui sim, ao jeito, e nada mais, de Tarantino), mas que deve muito mais à Chloe (e, eventualmente, ao Mintz) do que ao resto.

PS: Tem uma cena fantástica, com a câmara em first person, em que Chloe tem a arma na mão, mesmo "à la Counter Strike".

Diogo Figueira, "A Gente Não Vê".

Rodrigo Mendes disse...

Oi vivi!

Eu achei este filme no ponto. Original e muito parecido com o estilo pop do Tarantino.

A Hit Girl é de outro mundo, rs!

Abs,
Rodrigo

Wallace Andrioli Guedes disse...

Muita vontade de assistir esse filme, que, agora, só em dvd, já que perdi a chance quando passou voando pelos cinemas da minha cidade. Mas, de qualquer forma, vou reforçar o coro aqui: compará-lo a PULP FICTION não seria um exagero?