terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Agora nos Cinemas: Um Olhar do Paraíso

Se é um filme que pode ser considerado um fracasso no ano de 2009 é "Um olhar do Paraíso" de Peter Jackson. Primeiro porque a crítica detonou o longa (assim como ocorreu com "Nine" e "Amelia") e segundo porque o filme não foi nada bem de bilheteria. Mas como eu nunca ligo pra essas coisas e vou na linha de que filmes bons são aqueles que tocam o meu coração, fui ver o filme de braços e coração aberto. O resultado? Achei o filme mediano mas com um visual lindo.
Bem o longa é uma adaptação do livro "Uma vida interrompida- Memorias de um Anjo Assassinado" de Alice Sebold e retrata a história de Susie Salmon (Saoirse Ronan, impressionante no papel) uma jovem de 14 anos que vive bem, tem uma boa familia, é bonita, inteligente, esperta mas que cai nas garras de George Harvey (Stanley Tucci, indicado ao Oscar por este papel) um sádico inteligentissimo que arquiteta um plano para matar a jovem (e consegue). A partir daí o que vemos são as tentativas de Susie para que o grande vilão da história seja pego, assim como as tentativas de melhorar a sua familia que com seu desaparecimento culmina ao caos. Enquanto a mãe Abgail (Rachel Weisz) foge, o pai Jack (Mark Wahlberg) luta para que descubram quem é o verdadeiro assassino da garota. E se a vó meio pirada Lynn (Susan Sarandon) vem pra cuidar da família, quem acaba juntando os pingos nos is é a irmã Lindsey (Rose McIver) que também se torna objeto de desejo do assassino.
O problema do filme é que, a partir do momento em que entramos no mundo paralelo que Susie está vivendo, somos engolidos por seu visual marcante e poderoso e acabamos não conseguindo nos conectar com a história em si. Embora Saoirse Ronan esteja magnifica (e Rose McIver que faz sua irmã também), o resto do elenco deixa a desejar. Se Rachel Weisz faz um papel dificilimo, Susan Sarandon beira ao caricato, assim como o vilão de Tucci, que foi indicado muito mais pela sua carreira e pelo bom ano do que pelo papel em si. Wahlberg é outro que se perde no papel, e a direção de Jackson é a sua mais fraca em muito tempo. O filme tem claro, suas qualidades, pois a trilha sonora de Brian Eno é fantastica (não sei porque ele se auto desclassificou do Oscar) e a direção de arte de Naomi Shohan beira à perfeição (totalmente injustiçada no Oscar). O que posso concluir é que trata-se de um filme belissimo, visualmente o filme mais belo do ano, mas que deixa a desejar no principal- sua história, e o desenvolvimento de seus personagens. Uma pena.

Nota: 6,0

6 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

Contra todos: eu creio que acharei este filme muito bom, tenho quase certeza disso, mas veremos.

Você anda sumido, abraço!

Beto disse...

É isso mesmo, tão bonito e tão vazio.

Vivi Ferreira disse...

É a vivi que postou não o Tiaguito. Realmente o Tiago tá sumido.

Gente, vcs tem que parar que confundir os posts do Tiago com os meus, não é a primeira vez que acontece e o Tiago já foi até xingado injustamente por isso.

Esse blog é composto por duas pessoas- eu Vivi Ferreira e o Tiago Marin meu querido amigo.

Futuramente faremos apresentações especiais nossas para vcs nos conhecerem melhor.
Bjokas a todos,
vivi

Nekas disse...

Não tenho ouvido muito bem deste filme mas ainda tenho esperanças que sejam um óptimo filme!

Abraço
http://nekascw.blogspot.com/

Raphael Ribeiro disse...

Acho que o que bem define o filme é dó, pois tinha tudo para ser "O" filme!

Paulo Soares disse...

Vivi, esse foi um daqueles casos que mais deveria ser menos. O peter caprichou no visual, mas esqueceu da história.
Também gostei tanto do filme não.

De bom todos os quesitos técnicos como bem citou; E também não entendi porque o Brian Eno se autodesclassificou; Será que sentiu vergonha do próprio trabalho?

E do Stanley eu gostei muito, achei perfeito no papel.