
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Não se compra, se vive.

domingo, 27 de dezembro de 2009
Especial: 2009 em notas do Cinefilando!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Agoras nos cinemas: O encanto e beleza de "A princesa e o sapo"
Primeiramente peço desculpas pela demora desta resenha...o fato é que eu moro no interior de Santa Catarina e os filmes por aqui que saem nos cinemas são na maioria blockbusters quando estes não demoram a vir. Foi o que ocorreu com "A princesa e o sapo" longa que, pela minha grande emoção volta com a animação 2-d no bom e velho estilo da Disney (musical, com personagens carismáticos e uma princesa no papel principal). Pois bem, vamos aos fatos.
O filme é dirigido pelos meus diretores favoritos da Disney, John Musker e Ron Clements, que pra quem não sabe são praticamente os grandes responsáveis pela volta das animações ao sucesso na década de 90 (o estopim foi com "A pequena sereia" dirigido por eles em 89). Juntamente claro de outros nomes como Jefrey Katzenberg, Glen Keane e Don Hahn. Ron e John dirigiram "As peripecias do ratinho detetive", "A pequena sereia", "Aladdin" (pra mim sua melhor obra e um dos melhores longas da disney), "Hercules" e "Planeta do Tesouro" que, embora tenha sido um fracasso na época não pode ser descontado nos diretores que estavam trabalhando de modo experimental por exigencia da direção da Disney na época. Por haver este tipo de experimentação os filmes 2-d acabaram perdendo força e sendo deixados de lado pelos filmes 3-d da Pixar. Apenas em 2007, quando "Encantada" trouxe de volta a magia das animações classicas e tornou-se grande sucesso de bilheteria, é que o foco voltou para as animações tradicionais novamente.
"A princesa e o sapo" é um longa que vem sendo desenvolvido há um bom tempo, se não me engano desde 2003 e passou algumas transformações tanto no seu roteiro como na produção...por exemplo- o longa inicialmente iria se chamar "A princesa-sapo" e depois acabaram sendo incluidos "e" "o" devido mudanças no roteiro. Mudou-se o vilão pelas criticas referentes ao uso de voodoo na trama. Mudou-se o compositor- antes era Alan Menken (responsavel pelos maiores sucessos da Disney como "A bela e a Fera", "Pequena Sereia" entre outros e vencedor de 8 oscars) que foi substituido por Randy Newman (queridinho de John Lasseter, compositor de "Toy Story" e afins) o que causou certo burburinho inicialmente (mas que depois foi justificado já que Alan foi chamado para compor a trilha de "Rapunzel" e Randy tem formação de Jazz) e até mesmo a cor do principe Naveen noto que foi um pouco escurecida (inicialmente ele era mais branco mas devido reclamações deixaram-o mais moreno). O filme é o primeiro longa a ter uma princesa negra, o que é algo muito bacana, mas segue a mesma formula de um conto de fadas. Mocinha com objetivos + romance + vilão + musicas.
Agora o que eu achei extremamente positivo foi a superação de algumas barreiras que a Disney sempre criou para si mesma nos longas- lembro-me da polemica da morte de um personagem em Pocahontas, houve grande discussão sobre o assunto. No longa, há sim a morte de um dos personagens principais e de modo bem dramático, certeiro, e isso me deixou feliz...a historia basicamente se passa no inicio do século XX em Nova Orleans que era o berço do jazz...Tiana a protagonista é uma jovem que trabalha muito duro e sonha em ter seu próprio restaurante. Ela acaba transformando-se em uma sapinha quando beija Naveen um principe da Maldonia que vem para Nova Orleans para aplicar o golpe do baú (já que ele está falido) e é abordado por um feiticeiro de voodoo que o transforma em sapo (e o assistente dele em principe) para ganhar o dinheiro. Tiana é confundida por uma princesa e acaba se metendo na enrrascada e juntos eles partem para o pantano à procura de Mama Oddie, uma feiticeira voodoo que pode desfazer o feitiço. No meio do caminho eles conheceram personagens bacanérrimos como Louis, um jacaré que sonha em se tornar humano para ficar tocando jazz e Ray um vagalume adorável que é apaixonado por uma estrela. O problema é que Dr Facilier (o feiticeiro) vai atras deles pois precisa do sangue do principe transformado em sapo para continuar seu plano- e a partir daí o longa toma um rumo parecido com a historia de "Anastasia" animação 2-d da fox de 1997.
O filme é um show, divertido, inteligente, com bons personagens, mas não encanta como os outros classicos e penso que isso se deve muito ao fato de que as musicas não são tão marcantes. O que é uma vergonha. Randy um compositor bacanérrimo que já compos hits como "You can leave you hat on" (de Nove semana e meia de Amor) não conseguir fazer musicas que grudem nos ouvidos? Ey percebo muita dificuldade dele conseguir compos uma balada (o mais proximo que ele se aproxima de uma é em "My belle evangeline" mas ainda esta longe de ser um classico) por isso a canção de maior destaque é "When we´re human" por ter a melodia mais redondinha. E o pior de tudo é o score dele, que mais parece uma compilação de suas trilhas anteriores como "Toy story" e "O amor não tem regras" e sdoa nada original. Acredito que, infelizmente houve um pouco de preguiça por parte dele.
No final das contas é um filme muito bacana, que merece ser visto pelo menos pela sua arte, e principalmente pela volta da tradição da animação. Comparando com outros longas que vi no ano, é melhor que "Ponyo", "Tá chovendo hamburguer" e "Up" mas não tão bom quanto "Coraline" e "Fantastico Sr Raposo". De certo modo, viva a volta dos desenhos musicais!!!!
Nota: 8,0
Gente, eu Vivi vou estar me ausentando porque vou passar o Reveillon na praia então desde já eu desejo um feliz natal e ano novo para todos, e acredito que daqui uma ou duas semanas o Tiaguito vai estar revelando a nossa lista de melhores do ano.
Mil bjokas a todos,
Vivi Ferreira

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Agora nos Cinemas: Aconteceu em Woodstock

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Avatar
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
E então os indicados ao Globo de Ouro 2010.

Avatar
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious
Up in the Air
Melhor Filme Comédia ou Musical
500 Days of Summer
The Hangover
It’s Complicated
Julie & Julia
Nine
Atriz, Drama
Emily Blunt, The Young Victoria
Sandra Bullock, The Blind Side
Helen Mirren, The Last Station
Carey Mulligan, An Education
Gabby Sidibe, Precious
Ator, Drama
Jeff Bridges, Crazy Heart
George Clooney, Up in the Air
Colin Firth, A Single Man
Morgan Freeman, Invictus
Tobey Maguire, Brothers
Ator, Comédia
Matt Damon, The Informant
Daniel Day Lewis, Nine
Robert Downey Jr., Sherlock Holmes
Joe Gordon Levitt, 500 Days of Summer
Michael Stuhlbarg, A Serious Man
Sandra Bullock, The Proposal
Marion Cotillard, Nine
Julia Roberts, Duplicity
Meryl Streep, Julie & Julia
Meryl Streep, It’s Complicated
Diretor
Kathryn Bigelow, The Hurt Locker
James Cameron, Avatar
Clint Eastwood, Invictus
Jason Reitman, Up in the Air
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Ator Coadjuvante
Woody Harrelson, The Messenger
Christoph Waltz, Inglorious Basterds
Matt Damon, Invictus
Christopher Plummer, The Last Station
Stanley Tucci, The Lovely Bones
Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz, Nine
Mo'Nique, Precious
Julianne Moore, A Single Man
Vera Farmiga, Up in the Air
Anna Kendrick, Up in the Air
Roteiro
Neill Blomkampt & Terri Tatchell, District 9
Mark Boal, The Hurt Locker
Nancy Meyers, It’s Complicated
Jason Reitman & Sheldon Turner, Up in the Air
Quentin Tarantino, Inglourious Basterds
Trilha Sonora Original
Michael Giacchino, Up
Marvin Hamlisch, The Informant
James Horner, Avatar
Abel Krozeniowski, A Single Man
Karen O. and Carter Burwell, Where the Wild Things Are
Filme Estrangeiro
Baria
Broken Embraces
The Maid
Un Prophete
The White Ribbon
Canção Original
“Cinema Italiano,” Nine
“I Want To Come Home,” Everybody’s Fine
“I See You,” Avatar
“The Weary Kind,” Crazy Heart
“Winter,” Brothers
Em termos gerais, mais uma vez concluimos algumas coisas com estranheza, mas foi muito gostoso ver as indicações de Avatar, que incluem melhor Filme e direção. Emily Blunt também foi uma maravilhosa surpresa, e a moça cada vez se consolida mais como uma aposta a ser pensada para o Oscar de melhor atriz. E Abbie Cornish é uma aposta à ser esquecida, já que Bright Star foi simplesmente ignorado pelos votantes.
Agora, sobre as trilhas...já ouvi as 5 indicadas e posso dizer que os únicos grandes merecedores de estarem ali são James Horner e Abel Korzeniowski. Adoro Giachinno, mas acho a trilha de Star Trek muito melhor que a de Up, e o indicaria por aquela. Mas Up e o tipo de trilha que os americanos adoram, então já esperava-se por isso. Carter Burwell fez um ótimo trabalho em "Onde vivem os monstros" mas outros nomes como Nick Cave (com a trilha de "A estrada"), Hans Zimmer (com "Sherlock Holmes") e Elliot Goldenthal (com "Inimigos Publicos"), poderiam estar em seu lugar. O maior erro dos cinco, na verdade é a indicação da trilha fraquissima de Marvin Hamlisch por O desinformante". Está claro que ele só está sendo indicado por ser quem ele é, e por ter voltado depois de um longo tempo sem compor scores. No final das contas quem perdeu com tudo isso foi Alexandre Desplat, que com suas 7 lindas trilhas (principalmente a do "Fantastico Sr Raposo") não conseguiu uma indicação. Um sinal muito ruim, contando que Desplat sempre foi muito querido pelos votantes do GG.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Cinema Musical: A Trilha de "O fantastico Sr Raposo"
Já que o Tiaguito falou do filme, eu resolvi postar sobre a trilha do filme...Não é necessário falar de novo que 2009 está sendo muito proveitoso para o rancês Alexandre Desplat - sete trilhas, um Hollywood Awards, dois World Soundtrack Awards, uma indicação ao Grammy... depois do belo score de Lua Nova, Desplat se reinventa e, voltando a fazer a música para uma animação (algo que não fazia há muito tempo) ele é o responsável pela trilha sonora mais fofa e original do ano. O CD com a trilha sonora da animação reúne uma variada seleção de canções de intérpretes como The Beach Boys, Rolling Stones e Burl Ives, além de duas composições do também francês Georges Delerue, com a partitura de Desplat - à qual se limitarão os comentários.
O Fantástico Sr. Raposo, baseado no clássico infantil de Ronld Dahl, é dirigido por Wes Anderson e conta a historia do Sr. Raposo e sua família, onde o mesmo terá de deixar de roubar os alimentos dos vizinhos humanos para viver de “modo digno”, como salienta a sua esposa. A fábula infantil, mais do que nunca destinada também a adultos, por si só necessita de um score marcante e diferente, e Desplat, mais uma vez, consegue compor uma belíssima e divertidíssima trilha.
A primeira faixa do compositor que aparece no disco, “Mr Fox in the Fields”, tem o som do banjo em uma melodia brincalhona, bem lúdica e infantil, em um tom de infância delicioso. Já “Boggis, Bunce and Bean” (nome dos vilões do filme) traz instrumentos de sopro vinculados a cordas, e tem um ritmo ágil, sendo muito interessante. “Jimmy Squirrel and Co.” é provavelmente a faixa mais adorável desta trilha, onde a viola e a flauta se misturam, dando uma sonoridade linda e meiga.
“High-Speed French Train” é linda demais, tão doce como pé de moleque, e lembra muito muito o ar lúdico infantil, uma inocência e curiosidade que soa em uma belíssima melodia! “Whack-Bat Majorette” é divertidíssima e soa como som de banda marcial, que eleva ainda mais o tom diferente que aqui existe. “Beans Secret Cider Cellar” tem um ar de guerra mas também de molecagem, onde existe uma certa referência aos spaghetti-westerns da década de 1960, uma melodia meio Ennio Morricone para crianças.
“Kristofferson's Theme” é linda, onde o piano é belíssimo e natural. E “Just Another Dead Rat in a Garbage Pail (Behind a Chinese Restaurant)” é ótima, começando com um ritmo mais ágil e vai se transformando, onde o final é um pouco mais dramático. “Great Harrowsford Square” é como uma faixa de preparação para “Stunt Expo 2004”, o grande trunfo da trilha, onde há a orquestra, o som da banda marcial e as vozes do coral, adoráveis, de uma beleza e pureza de dar gosto a qualquer um. “Canis Lupus” tem a melodia principal na bela voz de uma criança, de modo muito angelical e terno.
Quando penso que este incrível compositor francês já atingiu o patamar máximo de qualidade, eis que ele vem com mais uma surpresa. A trilha de Fantastic Mr. Fox, então, é como o filme: simplesmente fantástica!
Nota: 10,0
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Agora nos Cinemas: o delicioso 'O Fantástico Sr. Raposo'

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Mega Preview Especial: Nine









segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Agora nos Cinemas: Os Abraços Partidos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Agora em dvd: Amantes
Hoje o cinema está cheio de romances melosos e sem formula, que deixam o espectador sem animo devida a falta de empatia nas histórias contadas. “Amantes” novo filme de James Gray é uma luz no fim do túnel em termos de criatividade, e com um bom elenco, nos traz uma historia inteligente Que remete à celebre frase “Não troque o certo pelo duvidoso”.O filme começa com o personagem principal Leonard (Joaquin Phoenix, fantástico) tentando o suicídio mais uma vez, desta vez tentando se afogar (mas ele desiste). Chegando em casa, Leonard, o qual descobrimos que é Bipolar, encontra sua mãe (que é interpretada por Isabela Rosselini) que pede que ele se arrume pois os Cohen, amigos da família estão chegando para jantar. No jantar ele conhece Sandra (Vinessa Shaw) jovem que se interessa por ele instantaneamente, embora ele não demonstre tanto interesse por ela. Um pouco depois de conhecer Sandra, ele conhece sua vizinha Michelle (Gwineth Paltrow) que é Hiperativa, e logo já se vê envolvido pela mesma que é problemática e tem caso com um advogado. Assim, Leonard se vê confuso com a entrada de duas mulheres completamente diferentes em sua vida, se auto transformando e descobrindo a força que ele terá de ter para ultrapassar um amor não correspondido, a perda e a redenção.
É inquestionável o grande roteiro escrito por James Gray (“Os donos da noite”) onde ele consegue elaborar aquele que talvez seja o melhor filme de sua carreira até agora. Ambos os três protagonistas são personagens complexos, onde enxergamos desde a sensibilidade de Sandra, até a confusão mental de Michelle, passando pela dor interior de Leonard. É um filme triste, bem feito, e com a capacidade incrível de tocar quem o assiste, onde uma história de amor ( na verdade duas) pode comover de modo sincero sem precisar utilizar-se de clichês para isso.
Grande filme, um dos melhores do ano, que por sua bela história não pode, e nem deve, ser esquecido.
Nota: 8,0
