domingo, 30 de agosto de 2009

Anticristo


É tanto a se falar deste filme, que creio preferir ir direto aos fatos (se há como fazer isso). Assistir a Anticristo no cinema é uma experiência ímpar, que duvido alguém já ter passado por sensações semelhantes em um filme. Imagino que muitos já ouviram falar sobre sua polêmica, mas vamos inicialmente à trama. Um casal perde o filho em um triste acidente doméstico enquanto faz sexo. Este evento decorrerá em um difícil processo de luto por ambos, encarado por Ele (os personagens não têm nome) de uma maneira mais racional e fria, enquanto por Ela em um verdadeiro abismo de emoções. Ele é terapeuta, e quer ajudar sua mulher em sua superação enquanto tal, acreditando que a melhor maneira para isso é que ela encare seus medos para se fortificar. É nesse contexto que o casal vai para Éden, uma espécie de casa na floresta que eles possuíam, encarar os demônios do passado.

Já digo, sem pensar duas vezes, o prólogo do filme (dividido em capítulos), que narra o trágico acidente familiar é o melhor momento de Von Trier até aqui. Sim, estou considerando a inenarrável cena I've Seen It All do soberbo Dançando no Escuro e a intensa e também indescritível cena que Grace resolve o destino do pequeno vilarejo de Dogville. Filmado em preto e branco, em câmera lenta, este Prólogo é uma orquestra de cenas, rimas visuais e edição espetacular entre o sexo do casal e as inocentes brincadeiras da criança - de mais ou menos um ou dois anos - que terminará de maneira cruel. É tão orquestrado que faz do trágico, poético; e a sensação final é de embasbacamento e desconforto.

Os dois primeiros capítulos, cuja finalidade é começar a trabalhar tal luto, comandam o espectador para um rumo para, a seguir, nos dois capítulos finais, inverter todo este rumo. Isso para, no fim, um Epílogo vir e tentar subverter tudo novamente.

Mora aqui o segredo do filme: devemos compreender ou sentir uma obra? Ao tentar compreender (algo que inevitavelmente fazemos), buscamos significados em todos os cantos. E Von Trier brinca com isso, recheando o filme com inacabáveis simbologias que permitem infinitas interpretações. Busquei uma racionalização psicológica, psicanalítica, mitológica, religiosa. Se for necessário seguir este caminho, que fique claro: não há - assim como em Dogville - uma única leitura possível e correta. Dentro das inúmeras possibilidades, a tão falada misoginia é mesmo uma - mas não a única nem a principal. Há cenas, e parte do conjunto, que podemos entender como uma apologia anti-feminista. Mas, como compreender então o Epílogo? Pensem na mitologia cristã do Éden, e veja como o Epílogo parece inverter uma situação importante. E, sendo assim, como classificá-lo como misógino? A busca de significado pode, no final das contas, empobrecer o impacto da obra, classificando-a de maneiras reduzidas e marcadas, quadradas. Ainda assim muito mais que uma misoginia, podemos pensar aqui um dos pontos máximos da misantropia de Von Trier, e isso sim me parece mais convincente.

Já a maneira de sentir o filme é mais difícil, e duvido que não menos perturbadora. Sem compreender exatamente muitas coisas, simplesmente absorver as seqüências de Anticristo nos joga no meio de um pesadelo. Aqui entra a tão famosa história de que Von Trier fez este filme enquanto enfrentava uma grave depressão (convenhamos, sem depressão o cara já não é fácil). Aqui entra um parênteses meu: pensem o que sentimos com a atitude de Selma para recuperar seu dinheiro, e com a atitude de Grace em relação à vila. O que Von Trier parece fazer em Anticristo é justamente nos manipular em diferentes graus, para que nós tomamos - enquanto espectadores sofrentes - posições severas e graves em relação aos personagens, para em seguida elas se tornarem insustentáveis, precipitadas, confusas. Não há um momento catártico neste filme. O que há é um constante mal estar e confusão.

Contando ainda com duas atuações memoráveis do casal que carrega sozinho todo o filme nas costas (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, que se expõem sem o menor medo), o filme justifica a palma de ouro de melhor atriz em Cannes, parte de sua polêmica, mas não a aversão que ele criou. Sim, ele é de extrema violência - provavelmente uma das mais pesadas que já experimentei em um drama, fazendo dele não recomendável para quase ninguém -, mas o filme não merece ser reduzido a isso. Quem conseguir suportar ao filme verá que Von Trier já teve momentos mais inspirados enquanto roteirista (Dançando no Escuro, Dogville, Manderlay), mas este não deixa de ser mais um trabalho fabuloso dele enquanto diretor. Se o cinema pode ser considerado a fábrica de sonhos, Lars questiona, então, os pesadelos. E o resultado final é sufocante.

Nota: 8,0

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Agora nos cinemas: A comédia mais legal do ano- Se Beber não case

Quando vi o trailer de "Se beber não case" nos cinemas, eu logo fiquei intrigada: ou seria uma ótima comédia, ou uma péssima comédia...claro que, pelo diretor (o indicado ao Oscar Todd Phillips) e a dupla de roteiristas (Jon Lucas e Scott Moore, de "Segredos de amor" e "Minhas adoráveis ex- namoradas") eu tinha boas expectativas, mas não imaginava que o resultado sairia tão competente. A história é basicamente a seguinte: quando Doug (o lindo Justin Bartha) resolve celebrar sua despedida de solteiro em Las Vegas (com direito à Mercedes do sogrão como transporte), ele leva os seus dois melhores amigos: Phil (Bradley Cooper, ótimo) um professor já acostumado demais com o casamento, e Stu (Ed Helms, hilário) um cara certinho que está prestes a pedir a maledeta namorada em casamento. Além dos amigos, ele leva o cunhado, Alan (Zack Galifianakis) um cara totalmente weird e não sociavel viciado em jogos. O que era para ser uma bacana despedida de solteiro, torna-se uma luta contra o tempo hilária: depois da noite, onde ninguem se lembra de nada, eles acordam na suite do hotel com um tigre, uma galinha e um bebe no seu quarto. Stu está sem dente, o colchão de uma das camas do quarto foi parar no telhado do hotel, e o noivo está sumido. É então que´Phil, Stu e Alan começam o inicio da procura de "desvendar" este mistério, com direito à presença da bela e doce Jade (Heather Graham, que consegue sua carreira de volta neste papel) e do lutador Mike Tyson (que é dono do tigre em questão), tudo isso com situações muito engraçadas e originais.
Não é à toa que o filme é um dos grandes sucessos do verão americano, faturando, só na terrinha do Tio Sam, 265 milhões de dólares, e é claro, já prometendo uma sequencia que sairá no ano que vem. É, com certeza, um filme carismático, inteligente e hilário, sendo magnifico na proposta existente em seu conteúdo, e um ótimo exemplo de se fazer uma grande comédia.
Com certeza, é a comédia mais legal do ano, e também um dos melhores filmes de 2009. Divertidissimo.
Nota: 9,0

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Agora em dvd: A menina no pais das maravilhas


Primeiramente devo esclarecer que acho Elle Fanning uma atriz notável. Essa menina linda, irmã da Dakota, tem apenas 11 anos, mas já participou de filmes como Babel, Reservation Road e O curioso caso de Benjamin Button, começando sua carreira com o pé direito. Em A menina no pais das maravilhas, Elle interpreta Phoebe uma menina adorável mas também problemática, jovem demais para entender o mundo que a rodeia, mas que tem uma certeza: quer protagonizar a peça “Alice no pais das maravilhas” custe o que custar. Só que isto torna-se sua obsessão, e ela começa agir de modo não habitual para alcançar seu objetivo. Em meio a tudo isso, seus pais Hillary (Felicity Huffman) e Peter (Bill Pullman) enfrentam dificuldade de lidar com ela, embora para sua professora de teatro Miss Dodger (Patrícia Clarkson) ela seja uma criança brilhante. O fato é que A menina no pais das maravilhas é um filme que com certeza será muito positivo para professores assistirem...pois retrata problemas de uma criança em constante transformação em seu mundo...é mais pesado do que aparenta ser, com uma trilha fantástica de Christophe Beck, e tem uma ótima fotografia, mas seu trunfo mesmo é o seu elenco, onde Elle atua de igual para igual com os ótimos Felicity, Bill e Patrícia...e ainda temos a presença sempre competente de Campbell Scott, o diretor insensível do colégio de Phoebe que não consegue enxergar o coração de seus pequenos alunos...com uma personagem nada fácil, Elle Fanning consegue a façanha de realmente interpretar uma criança problemática, não caindo no mesmismo de sua personagem.
Resumindo tudo então de modo bem claro, A menina no pais das maravilhas é um drama, muito bem construído, e tem uma surpresa por trás de sua sinopse, começando de um jeito e dando uma grande mensagem no final. Uma verdadeira lição para todos nós.
Nota: 7,0

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Agora em DVD: Guerra ao Terror.




Aqueles que acompanham blogs e sites sobre premiações, e já viu uma lista de previsão para o Oscar de 2010, sabe que The Hurt Locker (traduzido aqui como Guerra ao Terror, o que me faz achar o título ambíguo) aparece pipocando em melhor filme e direção, entre outras categorias. No entanto, quando busca informações sobre o filme, descobre que ele é de 2008, que já concorreu a alguns prêmios na temporada 2009 e que foi lançado no Brasil agora, direto em dvd. E aí, como faz? Explicando, o filme passou em alguns festivais em 2008, o que garantiu sua participação em algumas premiações da temporada passada. No entanto, seu lançamento de maior destaque nos EUA foi agora no final de junho, ainda assim em caráter limitado. Aqui no Brasil saiu direto em dvd porque, uma vez que nenhum grande alarde publicitário foi feito (e o único que fizeram é de extremo mal gosto), acharam que o filme não teria bilheteria. E talvez não tivesse mesmo, apesar de merecer. Vamos aos fatos.

A bela e delicada Kathryn Bigelow mostra um olhar crítico sobre a guerra no Iraque - mundialmente conhecida como Guerra ao Terror. Este nome foi dado a uma série de decisões errôneas do governo Bush para diversos outros fins que não apenas esta suposta caçada ao terrorismo, e que se mostrou absurdamente infeliz em sua tentativa. No entanto, apesar de uma visão política da situação, poucos são aqueles que sabem do cotidiano dos soldados em guerra, e é nesta praia que o filme nada. A direção do filme é extremamente precisa, fria, direta, algo que se aparenta extremamente eficaz e preciso para o longa. Kathryn cria momentos de extrema tensão e sufoco, sendo que não há 10 minutos no filme sem uma cena que nos prenda o fôlego. O roteiro, infelizmente, segue no sentido oposto. Não é ruim, mas faz a opção de não perder tempo com artifícios para mostrar de quem estamos falando. Segue-se direto ao ponto, entramos no cotidiano de um grupo de soldados, sem necessariamente sabermos quem são. Isso distancia brutalmente o espectador do filme. Apesar da tensão das situações criadas, não há uma verdadeira preocupação por parte do público com aqueles envolvidos durante boa parte do filme, e quando há já é um pouco tarde.

O elenco é extremamente competente, e aqui mora a absurda má contribuição da campanha do filme: tendo sua força base em atores jovens e pouco conhecidos, o filme destaca nome de atores que aparecem em poucos minutos, sem grande relevância (são eles Guy Pearce, Ralph Fiennes e David Morse). Mas não se enganem, os nomes que merecidamente deveriam se destacar aqui são o de Jeremy Renner e Brian Geraghty, que apesar da deficiência do roteiro anteriormente citada, ainda criam um certo vínculo com o público, além de defenderem seus personagens em momentos de extrema angústia.

Guerra ao Terror poderia ter sido o Platoon desta nova geração (há alguns momentos no filme que é impossível não lembrar da película sobre a guerra no Vietnã), mas não é. Adota um estilo próprio que afasta toda e qualquer possibilidade de catarse, tornando-se mais seco, sem perder a tensão que o gênero e o assunto pedem. Apesar de recomendá-lo tranqüilamente a qualquer um que possa se interessar, reafirmo que este filme terá um pouco de dificuldade para chegar ao Oscar na categoria principal, mesmo com 10 indicados, especialmente devido ao seu lançamento atrapalhado e os nomes pouco conhecidos do elenco e dos realizadores.

Nota: 8,0




PS: Não deixem de ler a postagem abaixo sobre a gripe suína. É um alerta importantíssimo da Vivi.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Cinenews: A epidemia da gripe A

Gente estou postando aqui no blog um assunto que não tem a ver com cinema, mas que tomou as manchetes do mundos inteiro nos ultimos 3 meses: a gripe A (ou suína como alguns chamam) está tomando conta de tudo e todos e aqui na cidade onde moro, Criciúma/SC já foi decretado estado de emergencia. É uma gripe que se alastra rápido e, embora não deva-se criar pânico o problema dela é que ela judia muito da pessoa...sei disso porque a minha mãe está com este vírus, e sofre muito com as dores nas costas e no estomago. Agora o que me deixa revoltada com a situação toda é que as pessoas não estão dando a devida assistencia aos doentes...segunda feira de manhã levei minha mãe ao posto de triagem e: a) quase nenhum doente lá estava com máscara; b) estava chovendo muito e as cadeiras ESTAVAM MOLHADAS; c) tinham 150 pessoas para serem atendidas E UM MÉDICO DISPONÍVEL.
Se continuar deste jeito, é claro que a gripe A irá se alastrar...e como disse uma amiga minha: quem, no local não estava infectado, ficou né?!
Por isso galera, tomem cuidado, usem mascara, passem alcool nas mãos e não se exponham em locais aglomerados.
Bjokas a todos!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cinema Musical: O poder de "The Stoning"


John Debney é um dos compositores mais queridos do ramo. Das trilhas da Disney à magnitudes como Paixão de Cristo, ele com certeza já conquistou seu lugar ao sol. É então que, com The Stoning of Soraya M. - drama sobre Soraya, uma jovem iraniana que é acusada injustamente de adultério pelo seu marido para que ele possa financiar sua nova esposa de 14 anos -, que Debney encontra a luz. Sua trilha é provocante, poderosa, dramática e, acima de tudo, humana. É sim até agora a melhor trilha do ano, e creio que até o final do mesmo se estabelecerá entre as melhores... mas vamos às faixas.
“Main Title” inicia com um canto sofredor, seguido de um violoncelo logo complementado por voz, sendo o ponto alto da faixa que tem cordas adicionando o som de sofrimento. Em “Soraya's Theme”, o tema de Soraya é tocado por uma flauta que expõe os sentimentos da personagem negligenciada e acusada falsamente pelo marido. Já “They Looked Away as I Died” é provavelmente a faixa mais forte de todo o score, onde o violino demonstra toda a luta, tristeza e solidão da história.
“Concubine” é uma faixa intrigante, como uma fuga, uma mudança de horizonte... sendo complementada por “Waiting”, que também tem um ar intrigante, com vozes, violinos e percussão constante. “Saying Goodbye” também se destaca pela sua melancolia, onde a tristeza existente é comovente a ponto de encher de lágrimas os olhos de quem a ouve, bela em sua solidão e seu pesar.
Mas o clímax da trilha é “The Stoning of Soraya M.” que, com mais de 12 minutos de duração, tem seu ponto alto no piano suave mas intenso, que com as flautas e as cordas cria uma grande melancolia interior, chegando no centro do coração humano. Finalmente, outra faixa a ser destacada é “The Escape”, forte, poderosa e evocativa, que mostra o poder de uma trilha incrível e magnífica.
Sem rodeios, a trilha é marcante, humana, incrível, monstruosa e estupenda. Uma obra digna de um grande nome, que já tem o seu lugar ao sol.
Nota: 10,0

domingo, 2 de agosto de 2009

Competência e Realismo: Rio Congelado.



Uma coisa muito agradável em filmes independentes que abordam as relações familiares é a realidade que conseguem alcançar em seus roteiros, atuações e direção, não que grandes produções não alcancem isso, mas é que há algo na simplicidade destes filmes que criam um tom intimista nos aproximando ainda mais da realidade. Nesta temporada de prêmios podemos destacar facilmente duas pequenas produções onde podemos ver isso. O Casamento de Rachel de Jonathan Demme, onde realmente tudo aquilo nos remete a um vídeo familiar de casamento e o filme em questão: Rio Congelado.
Escrito brilhantemente e dirigido com competência pela estreante Courtney Hunt o filme conta a história de Ray Eddie, mãe de dois filhos cujo marido, viciado em jogos, fugiu com o dinheiro com que ela pretendia comprar uma casa. Após achar o carro do marido ela conhece Lila, uma índia mohawk que trabalha como coiote na fronteira EUA/Canadá, e então as duas entram em um jornada profissional e afetiva que explora diferenças de culturas, o preconceito, e a semelhança entre mulheres que acima de tudo também são mães.

A direção de Hunt é segura, sempre focando naquilo que o filme mais traz de forte: seus atores, ela consegue demonstrar situações fortes, cruéis e tristes sem cair na pieguice que alguns diretores iniciantes caem e suas cenas são milimetricamente calculadas para serem reais (ver a cena em que Ray e Lila fogem após ameaçar um meliante), mas é o seu roteiro a chave para o filme dar certo, tudo ali é perfeitamente situado, desde as cenas mais belas às mais tensas. É destacável o modo com que Courtney lhe dá com a situação das duas protagonistas em sua situação de mãe, enquanto Ray entra naquilo com a intenção de sair da situação desesperadora em que se encontra, Lila só quer ter a chance de ter seu filho tomado de si. E não é a toa que os dois momentos mais inspirados do filme, é justamente quando as duas em uma perfeita química mostram a faceta de mãe, em uma delas na cena com um bebê agonizante onde Ray, e na outra quando as duas mostram solidariedade vendo uma a situação da outra e preferem optar pelo auto sacrifício após analisar sua própria vida e a vida da parceira. E até mesmo nas pequenas coisas o roteiro acerta no realismo, ao ver que o marido fugiu com o dinheiro o que ela faz? Chora e fuma. Quando ela ganha seu primeiro pagamento o que faz? Sai com os filhos.

Não é de hoje que Melissa Leo é um sinônimo de intensidade e competência, e a excelente atriz logo em suas primeiras cenas deixa clara esta sua intensidade, o olhar sofrido, as lágrimas de dor, a expressão de desespero contido mostram exatamente o que é Ray e isso só cresce durante o filme, e a performance cheia de nuances de Leo é algo digno de aplausos, não muito atrás está Misty Upham muito bem como Lila, segura e não se intimidando perante Leo ela entrega um trabalho emocionante, satisfatório e sincero e sua química com Melissa Leo é ótima, chegando em seu ápice na cena em que elas decidem o que fazer de suas vidas e quem vai se entregar a policia, ali as duas estão em seu melhor e mais emocionante momento. Os coadjuvantes também estão excelentes, desde os filhos de Ray até os nativos da reserva todos trazem boas atuações, e Charlie McDermott como TJ, filho mais velho de Ray, se destaca em uma cena especial de discussão com a mãe e na dinâmica que estabelece com o irmão menos em sua posição de “homem da casa”.
Pequeno, simples, mas sincero, inteligente e emocionante Rio Congelado é mais uma agradável surpresa entre os maravilhosos filmes independentes que sem dúvida merecem um destaque maior que muita porcaria por aí. E que venham mais surpresas assim.


PS: É uma honra imensa, e um prazer enorme voltar à equipe do cinefilando e quero agradecer a todos que formam esta deliciosa e pequena família por me receber novamente.

Especial: Perguntar é divertido, repensar é bem-vindo!

Bom pessoal, encerramos nossas enquetes recentementes, e vamos logo aos resultados!

Ficamos muito felizes com as notas obtidas pelo blog, sendo 34% 5 estrelas, 36% 4 estrelas, 9% 3 estrelas, 5% 2 estrelas e 5% 1 estela. A média de nota foi, arredondando, 4. Estamos muito felizes!

Por um lado, o pessoal parece não curtir muito as críticas sobre teatro, sendo ela a única votada significativamente na enquete sobre o que não gosta no blog. No entanto, ela também recebeu votos na enquete sobre aquilo que o pessoal gosta no blog, morando aqui uma de nossas novidades então. Mas não nos precipitemos! Nossos visitantes se interessam muito, em ordem, por música, literatura, teatro e televisão paga (seriados). HQs, televisão aberta e jogos virtuais foram um tanto ignorados.

O drama é o preferido dos visitantes, com 76% dos votos. Clássicos, musicais e filmes de época são muito bem vindos, pelo visto. Foram desaplaudidos os gêneros de terror, cinema asiático e blockbusters. Aqui era uma pegadinha nossa pra vocês.. O que vocês consideram blockbusters? Não parece condizer os votos com o usual do blog, uma vez que filmes de maior bilheteria quase sempre recebem mais comentários... Ahá!

Por fim, Sudeste está em peso, seguido - quase que por igual - pelo Sul e Nordeste. Tempos pouquíssimos amigos do Centro-Oeste e do Sul... Assim, como esperávamos, o público mais freqüente no blog está entre os 15 e os 25 anos.

--

Muito obrigado pelos toques! Nós do Cinefilando já estamos nos mexendo para repensarmos como nosso blog pode ficar ainda mais agradável! Por mais que não pareça, tentamos nos organizar ao máximo (para vocês terem uma idéia, a lista dos 40 principais filmes da temporada de prêmios 2009/2010 já está dividida entre nós para ver quem escreverá sobre o que).

Vamos às novidades?

As colunas sobre trilha sonora e teatro serão mensais, às quartas, assim como finalmente (será?) eu pretendo trazer, também mensalmente, a coluna sobre dvds. O Cinenews será semanal, às segundas, trazendo um resumo de tudo que rolou na semana sobre o mundo do cinema.

As críticas, claro, continuarão a todo vapor (conforme nós formos conseguindo, uma vez que eu entrarei em um período difícil entre setembro e outubro).

Os Especiais acontecerão regularmente, sobre diferentes temas, assim como os eventuais Mega Previews.

Assim como aproveitamos para oficializarmos que, por ora, a equipe do blog é apenas Vivi e Eu (Tiago), mas que em breve talvez o Arthur volte a nos visitar mais frequentemente!


Por ora é isso, pessoal!

Abraços!