sábado, 28 de fevereiro de 2009

Enfim, o polêmico rolo compressor de 2009: Quem Quer Ser Um Milionário?


O filme não está em cartaz oficialmente, mas já se encontra em pré-estréia em todo o país. É a produção de 2008 mais comentada, amada e odiada ao mesmo tempo. Vamos aos fatos, e tentar entender como Danny Boyle chegou onde chegou com uma obra fadada ao lançamento em dvd.

Jamal Malik é um favelado em Mumbai que está a uma pergunta de ganhar 20 milhões de rúpias, numa versão indiana do programa Who Wants to be a Millionaire?. Suspeito de trapaça, ele é preso de questionado sobre como ele poderia saber as respostas para as perguntas do programa. É nesse momento que Jamal conta trechos de sua vida, sua triste infância, que o fizeram saber aquelas informações. Sem nenhuma ambição, o maior motivo de Jamal estar no programa de tv é que Latika - sua paixão de infância - assista, e saiba onde ele está, procurando por ela. 

Se a premissa não nos tira o fôlego de tanta emoção e ansiedade, a originalidade e inventabilidade do diretor Danny Boyle corre pelo lado oposto. Sempre expressivo, o diretor parece fazer todas - e eu reafirmo: todas - as opções corretas para o filme. Da fotografia quenta e colorida até à edição rápida, passando pela trilha sonora eletrônica que é, ao mesmo tempo, precisa e elegante. Não fosse pelo diretor, este projeto correria grande risco de ser realmente ruim, o que prova que Danny Boyle, de imediato, é de fato o melhor diretor de uma produção de 2008.

Nisso o filme acaba reunindo aspectos técnicos muito apreciáveis. E Hollywood não lhe deu as costas por ser um filme mais simples, com menos investimentos. Pelo contrário, o louvou. E ele foi vencendo o sindicato dos fotógrafos, dos editores, dos atores. E começam-se as polêmicas. O sindicato dos atores certamente quis prever o vencedor da categoria de melhor filme no Oscar, no entanto, não errou tanto assim. O elenco de Quem Quer Ser Um Milionário? é fantástico e complexo, envolve no mínimo 6 crianças, e todos trabalham bem em seus papéis. Obviamente eu prefiro o elenco de Milk - A Voz da Igualdade, no entanto, o elenco de Slumdog era minha segunda opção mesmo (uma vez que O Leitor não foi indicado). E outro sindicato que casou polêmica foi o de som. A vitória do filme em mixagem de som no Oscar também ateou fogo nessa guerra. Fato é que eu também prefiro O Cavaleiro das Trevas para o prêmio, mas novamente, Milionário seria minha segunda opção. Por usar muitas canções misturadas a muitas cenas tumultuadas, o som do filme é sim um de seus pontos fortes, como um colega disse, vê-se o filme de olhos fechados e sabemos o que se passa na tela. A sensível diferença no som do estúdio do programa para o som externo também merece aplausos. 

A trilha sonora do filme, como disse anteriormente, é encantadora. Mistura alguns acordes mais românticos com outros trabalhos mais eletrônicos e agitados, complexos. Outro Oscar muito discutido e reclamado, mas honestamente falando, este ano não foi o mais inspirador em trilhas sonoras... Algo que não abro mão de jeito nenhum foi a emocionante vitória de Jai Ho em canção original. A música é linda, melodicamente adorável, e muito superior àquela chatice "mais do mesmo" Down to Earth. 

Mas o curioso é que Milionário, apesar de muito bom, era o típico filme que deveria se contentar com algumas indicações. Mas foi acolhido calorosamente. Motivos? Claro. Os EUA vivem um momento de propagação da esperança, da fé, da necessidade de mudar. Sim, a obamamania. Milionário não só conta essa história, como a reproduz: o filme é de baixo orçamento, sua distribuidora não quis lançá-lo no cinema, ele iria direto para dvd. Eis que outra distribuidora o pegou e lançou em meia dúzia de cinemas. A crítica foi ver e se apaixonou, fez nascer um campeão, finalmente chamando atenção do grande público. Sem ninguém sonhar, nascia um dos maiores sucessos de 2008. Tentador premiá-lo, não? Inclusive eu. Se vocês olharem a nota que dei ao filme, perceberão que é menor que aquela dada a O Leitor (10,0) e Milk - A Voz da Igualdade (9,5). Tiro um ponto do filme por algumas reclamações pessoais, como a obviedade de alguns momentos, e o fato de eu já ter visto boa parte daquilo em outros dois filmes (Cidade de Deus e Caiu do Céu), mas o filme é tão encantador, tão hipnotizante, que de coração aberto eu também votaria nele para o prêmio de melhor filme. Ele é um vitorioso por apostar no sentimento dos outros, e não na racionalidade.

E respondendo a três discussões sobre o filme. Primeiramente, sim, o acho extremamente inspirado em Cidade de Deus; as referências são explícitas demais para ignorá-las, Danny querendo ou não. Por outro lado, este suposto encontro entre Hollywood e Bollywood é mais simbólico que tudo. Nem o cinema de Danny Boyle é um representante genuíno de Hollywood, nem seu filme pode ser taxado como uma tentativa de Bollywood. É só uma produção inglesa que se passa na Índia, e que com isso contou com muito apoio de lá. Mas não deixa de ser uma aproximação. Por fim, gostaria de dizer que os loucos que o classificam como feel-good movie são, no mínimo, sádicos. O filme pode terminar de uma maneira esperançosa e lavar nossa alma, mas o caminho que toma para chegar neste ponto é pesado, perturbador, deprimente. Me tocou na alma, assim como recentemente O Leitor havia feito.

Vejam sem preconceitos, sem lamentar derrotas de outros filmes, e com o coração aberto. É difícil não se apaixonar por Jamal e Latika. Jai Ho! 

Nota: 9,0

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

As atualidades de Milk - A Voz da Igualdade




Fiquei um tempo pensando sobre como falaria deste filme. Poderia tomar diversas visões, pessoal, política, cinéfila, defendendo ou acusando determinados pontos. Como o Cinefilando é um blog sobre cinema, e Milk - A Voz da Igualdade é um de nossos últimos posts sobre os filmes do Oscar 2009, resolvi por falar da obra como cinema. Mas claro, vou ter que dar meus palpites políticos, especialmente porque o filme não tinha como ser mais atual.

A vida de Harvey Milk já havia virado um documentário, em 84 (vencedor do Oscar de melhor documentário, inclusive), antes de virar este filme político nas mãos de Gus Van Sant. O diretor está longe de ser um dos meus favoritos, possui uma cinematografia bastante característica, com alguns filmes experimentais como Elefante e Paranoid Park. Não me agrada. Mas em Milk, Van Sant dá abertura ao seu lado engajado. Dustin Lance Black cria um roteiro extremamente denso e político, pouco abordando do passado de Harvey ou a história de diversos personagens. O que ele centra é o momento histórico de meados dos anos 70, a briga pela possibilidade de existir freqüentadores gays na rua Castro, e como Harvey Milk abre mão de sua vida particular, de seu armário, para virar um ativista.

O caráter político do filme é ainda mais acentuado pelo tom documental da obra, que mistura imagens reais do período (inclusive daquela mulher que se une aos pastores ao agredir oralmente os homossexuais). Mas este ar documental torna-se ainda mais incrível se pensarmos que Milk - A Voz da Igualdade conta com o mais excelente elenco de 2008. Sean Penn brilha na melhor atuação de sua carreira (sim, melhor ainda do que I am Sam, e estou totalmente de acordo com o seu Oscar) como Harvey Milk, enquanto Jos Brolin (que está no segundo ano mais significativo de sua carreira) transforma Dan White em um personagem complexo, tridimensional, ao contrário de cair na simples vilania. E todo o elenco secundário segue com competência exemplar, entre eles James Franco, extremamente sensível, Emile Hirsch e Diego Luna. 

Mas agora a discussão política. Não levantarei acusações (que eu bem poderia fazer, e baseado em provas), mas alguém aqui já ouviu falar na PLC 122 ou na Proposition 8??? Vamos por partes.

A PLC 122 é um projeto de lei proposto por Iara Bernadi, em 2001, que de acordo com o qual a discriminação contra homossexuais será considerado crime. Não vou falar da posição que determinados partidos ou políticos importantes têm em relação ao projeto, agora cada um - se se interessar - que pesquise sobre o assunto. Mas resumindo uma parte interessante da trama, a câmara dos deputados e o senado pegaram fogo. O projeto só foi aprovado pela câmara em 2006, e agora causa escândalo no Senado. Um dos maiores motivos são os representantes evangélicos, que se sentem agredidos pela lei, uma vez que em seus cultos eles não poderiam se manifestar contra a homossexualidade. A guerra ainda está em andamento e o projeto vem se postergando. Obviedade em questão? Tanto o público gls quanto o público evangélico são grandes demais para serem contrariados. Perde-se muitos votos. Solução? Sim, o exato meio fio do muro. Todos fingem que nem viram, isso quando não tomam uma posição para voltar atrás em seguida (né, senhor presidente?).

Já a Proposition 8 ocorreu nas eleições de 2008 na Califórnia. A pergunta é se se deveria limitar o conceito de "casamento" à casais de sexos diferentes ou se o termo legal seria abrangente para casais do mesmo sexo. O final todos já sabem, ganhou que o casamento só pode ocorrer entre casais formados por um homem e uma mulher, assim como Adão e Eva, claro.

É nisso que Milk - A Voz da Igualdade atinge em cheio. Uma trama dos anos 70 que serve como uma ferramenta política pesadíssima para o presente. Que o discurso de Sean Penn e do roteirista Dustin Lance Black no Oscar não deixem dúvidas. E será que já houve alguma reação? Na entrada do Academy Awards 2009 havia protestantes religiosos que atacavam o filme e os envolvidos com ele, inclusive havia uma placa HEATH LEDGER BURN IN HELL (referência óbvia ao seu papel gay em O Segredo de Brokeback Mountain). Aqui, o dublador corriqueiro de Sean Penn se recusou a dublar o filme Milk, por ser evangélico. 


Em épocas de Yes we can! o filme faz uma pergunta pesada. Can we?

E a resposta atual é negativa. 


Nota: 9,5


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Foreign Film: This is England


Os primeiros minutos de This is England nos mostram, por meio de flashs reais, como andava a sociedade jovem na Inglaterra dos anos 80. Claramente havia uma divisão entre os estrangeiros, os punks, os freaks e outras gangues. Numa pequena cidade do país morava Shaun (Thomas Turgoose), um garoto solitário, estranho e infeliz por nunca ter superado a morte de seu pai, morto na Guerra das Malvinas. Sua mãe, Cynthia (Jo Hartley em bela atuação), sempre foi muito carinhosa e fez o que podia – na medida do possível – para que o garoto se sentisse mais acostumado com a idéia. Entretanto, Shaun era constantemente motivo de piadas na escola por ser tão solitário. Um dia, voltando cabisbaixo da aula, conhece uma gangue de skinheads, na qual encontra a amizade e os modelos de comportamento que procurava. É aí que o filme começa, juntamente com questões delicadas e cenas bem fortes.

Shane Meadows escreve um roteiro com base numa experiência própria e aproveita para dirigir o longa. Envolve nele tudo o que é errado para um jovem de doze anos e expõe cenas explícitas do garoto roubando e fumando. Tudo isso para reproduzir essa época de reforma sociocultural e de autoconhecimento de muito adolescentes. Também fazemos uma viagem ao mundo dos skinheads e, claro, percebemos que apesar de serem politicamente incorretos e absolutamente diretos, eram idealmente interessantes. Ou pelo menos alguns de seus ideais eram de boa índole como recrutar jovens para lutar contra o sistema capitalista, ou ainda para deixar acesa a memória dos que morreram pelo país. A fita também coloca em evidência assuntos clássicos da época – que perduram até hoje – como o racismo. E é exatamente neste tema em que o clímax se embasa e, com uma trilha sonora que toma forma por violinos e piano e se faz angustiante, nos apresenta uma cena muito dura, forte e complicada.

Agora vamos ao que me irritou. Há, sim, uma tentativa desesperada de aproximar o filme do clássico Laranja Mecânica de Stanley Kubrick – o que é impossível. Além de figurinos fortes e cenários com cores quentes (o que faz a fotografia ser horrenda), algumas passagens do filme chegam a ser cópias do filme de Kubrick; cadê a originalidade, Shane?! O roteiro tem um errinho aqui e outro acolá, mas isso não compromete o filme, mesmo estes sendo bem evidentes. E o elenco é super diferente: o pequeno Thomas Turgoose é incrível e muito, mas muito engraçado. Interpretando sua mãe, Jo Hartley é impecável e merecia reconhecimento, mesmo com pouco tempo em cena. Rosamund Hanson encarna uma garota completamente freak e diferente que se vê apaixonada pelo menino Shaun; e Stephen Graham é o capitão da gangue e completa seu personagem com um ar totalmente intenso, furioso e, paradoxalmente, sensível. O filme é, então, uma boa amostra vinda do Reino Unido sobre costumes que, hoje, ainda podem ser vistos se você olhar mais de perto.





Nota: 7,0



This is England; REINO UNIDO, 2006; DRAMA; de Shane Meadows; Com: Thomas Turgoose, Jo Hartley, Stephen Graham, Rosamund Hanson, Andrew Shim, Vicky McClure, Joseph Gilgun, Andrew Ellis.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Especial: Meu aniversario hehehehe

video

Como hoje é meu aniversário, eu resolvi postar um videozinho da Disney especial. Acredito que todo mundo aqui já teve infância (hehehe) e adorava estes desenhos incriveis.

Bjokas,

Vivi

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A noite de coroações.

Bom, verdade seja dita, o maior frenesi desse ano girava em torno das inventividades da festa, e não dos premiados, uma vez que esta foi a premiação mais previsível desde O Retorno do Rei. Então façamos, famos falar da festa. E claro, dos vencedores.


As mudanças propostas foram, em grande maioria, sensatas. Mas houve alguns erros. O palco não é problema exatamente de uma mudança, mas sim de um planejamento errado, de fato, muito baixo e próximo aos convidados. Mas se a intenção era algo mais aconchegante, funcionou. Uma apresentação musical foi engenhosa, saiu o diálogo inicial mas manteve-se a piada. Funcionou. Hugh Jackman funcionou extremamente bem. O ruim foi a falta de coerência sobre quem apresentava os prêmios. A exceção dos prêmios de atuação (um show a parte), um único apresentador para todo um bloco (qual é, a tosquice do Will Smith apresentou 5 prêmios) foi ruim. Os clipes de vários filmes foram desnecessários... Não era uma edição final 5 ou final 0 para isso...


Por outro lado, genial a opção de se convidar 5 vencedores para entregar o prêmio para o vencedor da noite. Genial e inviável. Afinal, em alguns anos esgotaríamos os apresentadores (convenhamos, dos 81 em cada categoria, muitos já morreram, muitos repetiram o prêmio...). Mas nada mais delicioso que ver Cotillard acompanhada de Kidman, McLaine, Loren e Berry para dar o prêmio para Winslet. De Niro, Hopkins, Brody, Kingsley e Douglas também. Palmas e mais palmas. No entanto, onde estavam Bardem e Day-Lewis???


O tal número musical de Baz Luhrman foi também fantástico. Me fez chorar. Uma grande homenagem ao gênero com uma bela coroação "the musical is back!".


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Os vencedores:


O Cinefilando orgulhosamente anuncia que foi muito bem no bolão, errando três (ou quatro) categorias: ator, mixagem de som, filme estrangeiro e - metade da nossa redação acertou hehehe - trilha sonora.


Foi tudo muito óbvio. Enquanto a organização da festa nos surpreendia (para bem ou para mal), os vencedores seguiam como esperávamos, mas não posso deixar de salientar - eu, Tiago - algumas coisas que me fizeram vibrar. Vamos aos fatos.


Razão e Sensibilidade, Titanic, Íris, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Pecados Íntimos, mas precisou de um O Leitor e Nicole Kidman, Sophia Loren, Marion Cotillard, Shirley McLaine e Halle Berry (bem distante das outras) para Kate por a mão em seu Oscar. Merecidíssimo, e acho que alguém aqui desconfia que morro de amores por ela... Torci igual um louco.

A música em hindi Jai Ho desbancar a enviromental awarness Down to Earth também me deliciou. Não gosto da segunda, e morro de amores pela primeira. Apresentações legaizinhas, mas poderiam ter deixado a música toda tocar.

Quem Quer Ser Um Milionário? coroado. Devo explicar, emocionalmente ele tinha meu voto, racionalmente não. É um excelente filme, mereceu o prêmio sim. Mas seus 8 Oscars não indicam que ele seja grandioso, ou melhor que muitos concorrentes dos últimos 3, 4 anos. Indica que 2009 foi um ano fraco - e que as pessoas votaram com o coração. Eu também votaria. Palmas a este filme que traçou uma carreira tão bonita.

Dustin Lance Black leva meu prêmio de discurso mais belo da noite. Acho justo, ele escreveu um filme sobre direitos homossexuais, e seu discurso foi sobre o tema. O mesmo digo sobre...

... o assunto mais polêmico da noite: Sean Penn. Gente, foi merecidíssimo. Rourke está muito bem em O Lutador mas não supera a atuação fenomenal de Penn no também fantástico Milk - A Voz da Igualdade. Foi uma surpresa, sim, ele sempre esteve na briga (levou o SAG), mas o favoritismo pelo retorno triunfal de Rourke era tão pesado que eu acreditei que levaria. Fico feliz de ter errado, um prêmio justo por todos os ângulos. E um dos melhores discursos da noite.


E que venha o Oscar 2010. Não percam, nas próximas semanas, um preview completo com os filmes que já causam burburinho para a próxima temporada!!!!


Vencedores do Academy Awards 2009.

Filme: Quem Quer Ser Um Milionário?

Diretor: Danny Boyle, Quem Quer Ser Um Milionário?

Ator: Sean Penn, Milk - A Voz da Igualdade

Ariz: Kate Winslet, O Leitor

Ator Coadjuvante: Heath Ledger, Batman - O Cavaleiro das Trevas

Atriz Coadjuvante: Penélope Cruz, Vicky Cristina Barcelona

Roteiro Original: Milk - A Voz da Igualdade

Roteiro Adaptado: Quem Quer Ser Um Milionário?

Animação: Wall-E

Documentário: O Equilibrista

Filme Estrangeiro: Departures (Japão)

Direção de Arte: O Curioso Caso de Benjamin Button

Figurino: A Duquesa

Fotografia: Quem Quer Ser Um Milionário?

Edição: Quem Quer Ser Um Milionário?

Maquiagem: O Curioso Caso de Benjamin Button

Efeitos Especiais: O Curioso Caso de Benjamin Button

Trilha Sonora: Quem Quer Ser Um Milionário?

Canção: Jai Ho, Quem Quer Ser Um Milionário?

Mixagem de Som: Quem Quer Ser Um Milionário?

Edição de Som: Batman - O Cavaleiro das Trevas.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Especial Oscar 2009: Previsões e preferências.




Bom pessoal, primeiramente gostaríamos de dizer que nós do Cinefilando nos matamos para cobrir o máximo possível dos filmes desta temporada. No entanto, optamos por respeitar a data de estréia da maioria dos filmes, logo, alguns terão sua crítica somente quando entrarem em cartaz no cinema - como é o caso de um dos mais aguardados: Quem Quer Ser Um Milionário? O Tiago que aqui vos fala em nome de todo o grupo pede desculpas pelo atraso da crítica de Milk - A Voz da Igualdade, que deve ir para o ar somente no meio da semana que vem, depois do carnaval. Qual é, todos merecemos descansar um pouco. Mas estaremos aqui na cobertura pós-festa!

E para começarmos a encerrar a Awards Season 2008-2009, vamos fazer a postagem com a aposta consesual de todos os membros do Cinefilando sobre quem deve ganhar em cada categoria e, junto com isso, a preferência de cada membro da redação. Esperamos que gostem!


E liguemos a bola de cristal!

Melhor Filme

Ganha: Quem Quer Ser Um Milionário?. Desde que Jack Nicholson fez a maior piada de mau gosto nunca desmentida, ao dizer Crash em 2006, a gente acha que tudo pode acontecer. Mas esse ano o rolo compressor foi tão grande, que nem outra piada de mal gosto consegue superar.

Arthur prefere: Quem Quer Ser Um Milionário?
Gustavo prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Tiago prefere: Quem Quer Ser Um Milionário? (mas manda um beijo para O Leitor e Milk)
Vivi prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button.

Melhor Diretor.
Ganha: Danny Boyle, Quem Quer Ser Um Milionário?
Arthur prefere: Danny Boyle
Gustavo prefere: Danny Boyle
Tiago prefere: Danny Boyle
Vivi prefere: David Fincher - O Curioso Caso de Benjamin Button.

Melhor Roteiro Adaptado
Ganha: Quem Quer Ser Um Milionário? - Simon Beaufoy
Arthur prefere: Quem Quer Ser Um Milionário?
Gustavo prefere: Dúvida
Tiago prefere: Quem Quer Ser Um Milionário?
Vivi prefere: Frost/Nixon

Melhor Roteiro Original
Ganha: Milk - A Voz da Igualdade - Dustin Lance Black
Arthur prefere: Na Mira do Chefe
Gustavo prefere: Milk - A Voz da Igualdade
Tiago prefere: Milk - A Voz da Igualdade
Vivi prefere: Na Mira do Chefe

Melhor Ator
Ganha: Mickey Rourke - O Lutador
Arthur prefere: Mickey Rourke, O Lutador 
Gustavo prefere: Sean Penn, Milk - A Voz da Igualdade
Tiago prefere: Sean Penn, Milk - A Voz da Igualdade
Vivi prefere: Frank Langella, Frost/Nixon

Melhor Atriz
Ganha: Kate Winslet, O Leitor
Arthur prefere: Kate Winslet, O Leitor
Gustavo prefere: Kate Winslet, O Leitor
Tiago prefere: Kate Winslet, O Leitor (e vai chorar muito quando ela ganhar)
Vivi prefere: Meryl Streep, Dúvida (quebrando a unanimidade hehehehehe).

Melhor Ator Coadjuvante
Ganha: Heath Ledger, Batman - O Cavaleiro das Trevas.
Arthur prefere: Heath Ledger
Gustavo prefere: Heath Ledger
Tiago prefere: Heath Ledger
Vivi prefere: Heath Ledger

Melhor Atriz Coadjuvante
Ganha: Penélope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
Arthur prefere: Marisa Tomei, O Lutador
Gustavo prefere: Penélope Cruz
Tiago prefere: Penélope Cruz
Vivi prefere: Amy Adams, Dúvida

Melhor Fotografia
Ganha: Quem Quer Ser Um Milionário?
Arthur prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Gustavo prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Tiago prefere: O Leitor
Vivi prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Direção de Arte
Ganha: O Curioso Caso de Benjamin Button
Arthur prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Gustavo prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Tiago prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Vivi prefere: A Duquesa

Melhor Figurino
Ganha: A Duquesa
Arthur prefere: Austrália
Gustavo prefere: Foi Apenas Um Sonho
Tiago prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Vivi prefere: A Duquesa

Melhor Edição
Ganha: Quem Quer Ser Um Milionário?
Arthur prefere: Quem Quer Ser Um Milionário?
Gustavo prefere: Quem Quer Ser Um Milionário?
Tiago prefere: Quem Quer Ser Um Milionário?
Vivi prefere: Batman - O Cavaleiro das Trevas

Melhor Trilha Sonora
Ganha: O Curioso Caso de Benjamin Button (Vivi e Gustavo) ou Quem Quer Ser Um Milionário? (Tiago e Arthur).
Arthur prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Gustavo prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Tiago prefere: Quem Quer Ser Um Milionário?
Vivi prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Canção Original
Ganha: Jai Ho! - Quem Quer Ser Um Milionário?
Arthur prefere: Jai Ho!
Gustavo prefere: Down to Earth - Wall-E
Tiago prefere: Jai Ho!
Vivi prefere: Jai Ho!

Melhor Edição de Som
Ganha: Batman - O Cavaleiro das Trevas
Arthur prefere: Batman
Gustavo prefere: Batman 
Tiago prefere: Wall-E
Vivi prefere: Batman

Melhor Mixagem de Som
Ganha: Batman - O Cavaleiro das Trevas
Arthur prefere: Wall-E
Gustavo prefere: Batman
Tiago prefere: Batman
Vivi prefere: Batman

Melhores Efeitos Especiais
Ganha: O Curioso Caso de Benjamin Button
Arthur prefere: Batman - O Cavaleiro das Trevas
Gustavo prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Tiago prefere: Homem de Ferro
Vivi prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem
Ganha: O Curioso Caso de Benjamin Button
Arthur prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Gustavo prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Tiago prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button
Vivi prefere: O Curioso Caso de Benjamin Button.

Melhor Animação
Ganha: Wall-E
Arthur prefere: Wall-E
Gustavo prefere: Wall-E
Tiago prefere: Wall-E
Vivi prefere: Kung Fu Panda

Melhor Documentário
Ganha: Man on Wire

Melhor Filme Estrangeiro
Ganha: Valsa com Bashir.



É isso aí pessoal, até domingo de madrugada, ou depois!


domingo, 15 de fevereiro de 2009

Discutindo famílias: O Casamento de Rachel




O diretor Jonathan Demme não tem a mais linear carreira cinematográfica. Não pela qualidade de seus filmes, mas sim pela temática... É estranho caminharmos entre O Silêncio dos Inocentes, Filadélfia e este novo O Casamento de Rachel e vermos um elo entre eles. Nem por isso, o diretor deixa de ser bom naquilo que faz. O Casamento de Rachel surge como mais um filme subestimado do ano (que se divide entre os subestimados e os superestimados, apenas Quem Quer Ser Um Milionário Milkforam reconhecidos na medida exata), possui inúmeras qualidades e uma discussão profunda e incrivelmente honesta.

Kym está saindo da reabilitação para poder passar com sua família o casamento de sua irmã Rachel. A feste serve como uma justificativa para o encontro de toda a família, cara a cara, para, quem sabe, resolver todos os problemas pendentes. E eles não são poucos. O roteiro ganha pontos ao escrever cenas impactantes e honestas no tema família e vício. Kym, a ovelha negra, tenta provar para si e para os outros que ela não é a única a ter podres ali, o que lhe resulta um humor negro cruel e sem timming, como suas brincadeiras em relação à bulimia da irmã. Por outro lado, Rachel sofre ciúmes e inveja da irmã, pois mesmo sendo a correta e quem aparentemente teve um futuro normal e desejável, ela sente que as atenções sempre se voltam à Kym. 

O embate é centrado nisso. O triste é que poucas pessoas percebem o carinho com que Demme trata Kym. Na sessão que eu estava, a platéia chiou - e alto - em algumas reações de Kym sobre Rachel. E é aqui a alma do filme. Demme mostra que todos têm defeitos, e uns não merecem mais ou menos crédito que os outros. Se por um lado Kym é uma pessoa lutando para se livrar de seus vícios, Rachel se mostra uma pessoa extremamente cruel e insensível em inúmeros momentos, como, por exemplo, (SPOILER) no momento em que ela revela que está grávida, encerrando de maneira covarde uma discussão da qual ela poderia sair derrotada(/SPOILER). E o filme deixa evidente que foi a isso que veio na fantástica cena que Kym briga com sua mãe, fazendo a pergunta que deveria estar na garganta de vários expectadores: Por que você me deixou com ele? Você sabia quem eu era. 

Ainda sobre o roteiro, se ele é a segunda melhor coisa do filme, também não deixa de ter alguns defeitos apontáveis. O casamento era apenas um pretexto para este encontro familiar, então as longas cenas gastas com o ensaio, os discursos, a cerimônia e a festa realmente soam injustificáveis e aleatórias.  (Ah, e por favor, alguém me explica a lógica do casamento? Ele era indiano, com uma cantora africana e eis que surge uma escola de samba... Não entendi não rs...)

Mas o grande trunfo do filme encontra-se mesmo em seu elenco, encabeçado pela arrebatadora Anne Hathaway. Rosemarie DeWitt constrói uma Rachel antipática, mas humana, encontrando um tom extremamente correto para sua personagem. Debra Winger conduz com inteligência o papel de mãe ausente das irmãs, como se estivesse em uma constante fuga de sua família. Bill Irwin confere uma sensibilidade única ao pai das garotas, que não quer desagradar nem brigar com nenhuma das duas, sempre preocupado e carinhoso. E Anne Hathaway surpreende. Nunca duvidei dela como atriz, ela estava encantadora em O Diabo Veste Prada, e mostrou que não teme - e nem deve temer - papéis mais complexos. Entrega uma atuação sutil e sensível para um personagem extremamente complexo e tridimensional. Junto com Kate Winslet tanto por O Leitor Foi Apenas Um Sonho, Hathaway foi o que 2009 nos proporcionou de melhor em atuação feminina.

Nota: 8,5

Especial: Olha que Blog Manero!


É com muita honra que recebemos o selo "Olha que Blog Manero" dos Blogs O cara da Locadora (http://ocaradalocadora.com.br/), Bit of Everything (http://bitlofleverything.blogspot.com/) e Cine ao Cubo (http://cineaocubo.blogspot.com/). Ficamos muito agradecidos por termos sido lembrados, muito muito obrigada. Recebemos este selo há algum tempo atras, mas devido a falta de tempo, só conseguimos colocá-lo agora. Sei que tem regras em relação ao selo então, vamos lá:


1. Exiba a imagem do selo “Olha que Maneiro!” que você acabou de ganhar.
2. Poste o link do blog que te indicou.
3. Indique 10 blogs de sua preferência.

4. Avise seus indicados (não esquecer).

5. Publique todas essas regras.
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7. Envie sua foto ou de um amigo para olhaquemaneiro@gmail.com junto com o link dos 10 blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham passado o selo e essas regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B.


Temos que indicar 10 blogs, então, aqui estão:


http://bloganimazonando.blogspot.com/- animanozando- jonathan rei das animações




http://cinefilapornatureza.wordpress.com/ (kami sempre chiqueterrima)

http://mauadamsmovies.blogspot.com/ (mauuuuuuuuuuuu)




http://blogdovinicius.wordpress.com/ (Vinicius sempre com otimos argumentos)


Então gente, é isso.
bjokas,
equipe do cinefilando

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Aronofsky no piloto automático. O Lutador.




Caso alguém aqui ainda não sabe da minha paixão alucinada por Darren Aronofsky, me lembrem de ainda postar uma crítica sobre Fonte da Vida ou Réquiem Para Um Sonho... Ou até mesmo Pi. Então as expectativas para seu novo filme eram homéricas, especialmente num pós-Fountain. E eis que chegamos aos fatos. Aronofsky faz seu filme mais acadêmico, mais tradicional, clichê mesmo. Aquela mesma velha história, contada de uma maneira eficiente. 

Mas este adjetivo "eficiente" basta? Aronofsky brilha nas cenas de luta, perfeitamente coreografadas e encenadas. É aflitivo, chega a dar mal estar. Mas o filme não é feito só de cenas de lutas. No meio delas, há uma trama a ser desenvolvida. E aí mora o problema. O roteiro do filme tem a mesma falha que me fez lamentar o ocorrido com Wall-E: apesar de um primeiro momento tenso e interessantíssimo, e um final espetacular, o segundo ato do filme é meio preguiçoso. Robert Siegel conseguiu fugir dos clichês dos filmes de lutas, o que parece um milagre. Mas, como nada é perfeito, ele não conseguiu fugir do "mais do mesmo" no que tange (SPOILER) a morte e os valores de uma vida (/SPOILER). Aí entram os sentimentalismos, os arrependimentos, os sonhos perdidos... De uma forma lenta, arrastada, e mal trabalhada.

Aronofsky também faz um erro estranho para um diretor de seu porte. O mais gritante dele é a sua escolha pela câmera sempre em mãos (algo que sempre me fascina). Olha, usar durante as lutas, perfeito, dá um realismo ímpar. Mas ele usa o tempo todo, quando Ram vai dormir, quando acorda, quando fala no telefone, quando fala com a filha, quando sai do carro, quando entra no carro... Banaliza. Por outro lado, ele é um grande diretor de elenco. Marisa Tomei está realmente bem, mas não consigo definir direito para quem entrego este Oscar... Viola Davis segue uns centímetros à frente, seguida por Cruz e Tomei... Ótima, mas nada de se perder o fôlego... E Mickey Rourke marca um retorno triunfal às telas de cinema, entrega uma ótima performance também. Mas, mesmo com seu apelo sentimental de "estou de volta!", nunca pensaria duas vezes entre ele e Sean Penn, no mínimo brilhante em Milk. Quem está realmente muito bem, e como sempre, subestimada, é Evan Rachel Wood.

Outra parte que me decepcionou também em O Lutador foi a musical. Quem também não sabe pela minha paixão extrema por Clint Mansell (Vivi é prova viva disso, toda hora a gente briga), me lembrem de fazer um Cine Musical especial só para eu falar dele (deixa Vivi???). Enfim, tenho orgasmos com suas trilhas para Réquiem Para Um Sonho e Fonte da Vida. E é bem verdade que O Lutador quase não tem trilha. Mas quando tem, é a modinha do momento: uma nota estridente tocada longamente. Sim, algo que copiou de O Cavaleiro das Trevas que copiou de Sangue Negro que dizem ter copiado do seriado Lost. E Mansell é tão acima disso... E a tão comentada canção de Bruce tem uma letra linda, mas em uma melodia tão batida, mas TÃO batida, que também não me agradou por inteiro. Não acho tão absurda sua esnobada no Oscar, apesar de preferí-la à Down to Earth. 

Nota: 7,5

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Agora nos cinemas: Surpresas de Amor


Vamos lá= o pessoal sabe que eu já vi "Marley e eu". Mas eu gostei tanto do filme, que resolvi ir ontem com a minha tia ao cinema ver novamente. Mas, depois de um engarrafamento de 20 minutos na frante do shopping (sim, acredite isso acontece mesmo aqui em Criciuma), e chegarmos no cinema com a sessão de "Marley e eu" lotada, resolvemos ver este filme que eu não dava muito credito, mas que me garantiu excelentes gargalhadas.
Convenhamos= nos ultimos tempos poucos foram os filmes os quais fizeram ogrande publico rir de verdade. Mamma Mia garantiu boas risadas mas acima de tudo era um musical. E Australia tbm me fez rir muito, mas isso é pessimo se a proposta era um filme épico e romantico. Mas "Surpresas de amor" diz bem a que veio, e nos traz uma dupla improvavel (que se detesta na vida real) mas que em tela são perfeitos: Vince Vaughn e Reese Witherspoon. Vince é um ator o qual eu gosto, mas que, dependo do projeto não me cai bem. Reese pra mim é uma atriz comica fantastica, e embora muitos a massacrem por ter vencido o oscar em cima de Felicity Huffman, e pelo seu queixo(lembrando que a mesma adorada Felicity Huffman tem um queixo 4 vezes maior que o dela), eu acho ela uma otima atriz. Projetos seus como "Eleição" e "Legalmente Loira" são fantasticos, e é muito bom ver ela de volta ao genero o qual domina muito bem- a comedia. A trama é claro, é desastrosa: Brad e Kate vivem juntos há 3 anos e soam como um casal perfeito: se divertem juntos, criam as fantasias sexuais mais mirabolantes, se completam...e ambos detestam passar o Natal com suas familias, livrando-se delas então inventando alguma historia mirabolante e viajando para Fiji. É então, que depois de serem flagrados na tv esperando no aeroporto para pegarem avião devido o atraso dos voos, que eles terão que enfrentar 4 natais com seus respectivos mães e pais separados. Acontece (e isso faz TODO diferencial no filme) que os pais são (de Brad) Robert Duvall e Sissy Spacek, e de Kate Jon Voight e Mary Steenburgen. Com atores deste patamar saindo-se muito bem nas situações (principalmente Mary Steenburgen e Robert Duvall) é claro que a comedia não tinha como dar errado! Alem disso, temos um dos irmãos de Brad sendo interpretado por Jon Fraveau em seu lado ator e hilário, e a nossa querida Kristen Chenoveth como irmã de Kate. Fora todos estes fatores que contribuem para que o filme se saia muito bem, eu percebi algumas peculiaridades no longa: em uma cena onde Robert Duvall está sentado na varanda, na noite de Natal, ao seu lado há um duende igualzinho ao do filme "O fabuloso destino dse amelie poulain". O engraçado é que Duvall que também se parece com o ator Rufus (que faz o pai de Amelie), tambem interpreta um homem turrão que no fundo é um solitário. E em uma outra cena, entre Jon Voight e Reese, ela pega uma foto em preto e branco onde Jon novo esta de frente para um bebe bocudo...que é a Angelina Jolie! Eu achei aquilo o maximo hauauhahuauh. E o interessante do filme, é que, mesmo ele não sendo nenhuma brastemp o roteiro é bem divertido, e a dupla responsavel Caleb Wilson e Matt Allen nunca haviam escrito um roteiro antes.
Então se vocês querem dar boas risadas, de modo bem light e natural, "Supresas de amor" é ideal. Realmente, uma grata surpresa.
Nota: 8,0

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Foreign Film: A Criança


Como a Vivi já disse (e eu comentei no meu blog), estou de volta à linda equipe do Cinefilando! Meu espacinho por aqui será o Foreign Film no qual, quinzenalmente - assim eu espero - estarei divagando sobre filmes produzidos em vários lugares do mundo, menos nos Estados Unidos (que maldade a minha deixar Hollywood de fora, não?). Então, vamos começar!

Ter um filho requer, levando em conta o curso correto das coisas, planejamento. Deve-se ter em mente todo um suporte financeiro e, principalmente, afetivo para quando a criança vir ao mundo. Entretanto, existem diversas situações em que gravidez é sinônimo de irresponsabilidade e pode trazer à tona um recém nato que sofrerá as consequências do ato. Esta é a atmosfera do vencedor máximo em Cannes (2006) o qual é escrito e dirigido pelos irmãos Dardenne (Rosetta, O Filho, O Silêncio de Lorna). A Criança mostra alguns dias na vida de um jovem casal, Bruno (Jérémie Renier) e Sonia (Débora François), que acabam de ter um filho e o que era para ser uma alegria, torna-se um problema. Tudo por que cada um deles encara o nascimento do bebê de maneiras completamente diferentes e este é o grande diferencial do filme.

Sonia tem dezoito anos e Bruno, vinte. São, sim, jovens demais e, para complicar, não formularam um plano para seguir após Sonia dar à luz. Ele parece não ligar muito para a criança e ela, desde o começo, mostra-se uma mãe muito zelosa. O desenvolvimento destes personagens é algo único, pois fica evidente – também a partir de belas atuações – a visão de “problema” que cada um deles tem. Além de choques constantes na relação do casal, problemas de ordem financeira começam a aparecer e, numa atitude desesperada, Bruno faz algo que mudará o destino da recém formada família. A sua atitude é de deixar qualquer um chocado, mas a consequência será severa e, de forma paradoxal, será mostrada num final muito sensível e emocionante.

Como é normal no cinema belga de Luc e Jean-Pierre Dardenne, toda a fita se desenvolve sem trilha sonora, enfatizando diálogos e expressões dos personagens. Aliás, a direção é um tour de force e consegue, não sei como, tornar as cenas mais complicadas em passagens de simples abordagem – mesmo o momento sendo de dura digestão. E vale lembrar que o filme todo é construído com planos-sequência; um deles chega a ter quase quinze minutos de duração. A edição é outro ponto impressionante, pois não deixa que o roteiro pesado torne o filme monótono demais e, além disse, monta a película deixando-a com a cara dos Dardenne. Não tem elenco de suporte, somente o casal principal, mas isso não é problema. Jérémie Renier e Débora François estão maravilhosos e a caracterização de seus personagens é linda. Apesar de todos esses aspectos positivos, sou consciente: muita gente vai achar o filme ruim por culpa do tema forte e a abordagem explícita.




Nota: 9,5


L’Enfant; Bélgica, 2005; DRAMA; de Jean-Pierre e Luc Dardenne; Com: Jérémie Renier, Débora François.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cinenews: Confira a musica tema de "Young Victoria"

video

No site oficial do filme "The Young Victoria", saiu a musica tema do filme- "Ony You- The Young Victoria Theme" cantada por Sinead O´ Connor. Como eu achei a musica linda, resolvi postar um videozinho que eu fiz com as fotos do filme mais a musica, pra que vocês curtam:D

Com vocês "Only You".

domingo, 8 de fevereiro de 2009

BAFTA, WGA, DGA, SAGs e a corrida (terminada?) ao Oscar!


Bom pessoal, como já é tradicional do Cinefilando, estamos aqui cobrindo as grandes festas do cinema. E essa noite aconteceu o divertidíssimo BAFTA, que confesso, foi a primeira vez que o acompanhei, e não sabia que ele era naquele estilo.

A cerimônia é divertidíssima, rápida, dinâmica, e cool. A trilha sonora variava entre as trilhas dos filmes, Pink, Starz in their eyes (surtei quando ouvi essa música tocando na entrada da Marisa Tomei); Mick Jagger apresentou o prêmio de melhor filme... Enfim, se a academia está surtando tentando descobrir como aumentar seu ibope, eu acho que o BAFTA deu uma aulinha aqui.

Mas vamos relembrar qual foi o caminho que nos trouxe aqui. Slumdog Millionaire vinha vencendo praticamente todos os prêmios da crítica. Aí venceu o Globo de Ouro de melhor filme. Aí venceu o SAGs de melhor elenco, o PGA de melhor filme do ano, o DGA de melhor diretor do ano (Danny Boyle) e finalmente o WGA de melhor roteiro adaptado do ano (Simon Beaufoy). E hoje, claro, levou seu BAFTA. É a primeira vez desde Beleza Americana, em 2000, que um único filme leva TODOS os prêmios que poderia levar.

Sim, vocês podem dizer que o Oscar ainda não foi. Mas alguém aqui duvida que será uma burrice e uma incongruência homérica se a Academia não der este prêmio para Slumdog? Alguns podem dizer que ano passado Desejo e Reparação levou o BAFTA e o Globo de Ouro, mas ainda assim, Onde Os Fracos Não Têm Vez teve o apoio do PGA, do SAG, do DGA e da crítica. Alguns agora tentam levantar 2006 na discussão, O Segredo de Brokeback Mountain levou praticamente tudo e perdeu o Oscar. Sim, é algo a se pensar, mas Brokeback também perdera o SAG. Ou seja, Quem Quer Ser Um Milionário? perder o oscar este ano significa um feito inédito, de levar tudo menos o Oscar. E duvido que a Academia faça isso.

O BAFTA foi, pela primeira vez, muito coerente. A exceção de Quem Quer Ser Um Milionário? não ser o melhor filme britânico do ano, mas ser o melhor filme do ano. Mas dá para entender, já que vamos lhe dar o prêmio máximo, ele que dê licença para algum outro, no caso, o documentário Man on Wire. A máxima surpresa da noite, creio eu, foi filme estrangeiro indo para I've Loved You So Long, e não para Valsa com Bashir. 

De resto o BAFTA foi uma confiabilíssima prévia do Oscar. Creio que este deve ser o ano que os dois prêmios mais estarão de acordo. Quebrando o suspense, Quem Quer Ser Um Milionário? arrebatou sete prêmios - filme, direção, roteiro adaptado, montagem, trilha sonora, fotografia e som. No Oscar deve ficar com mais ou menos este número, creio que sai som mas entra canção original. E trilha sonora parece ser a favorita mesmo, mas tenho cá minhas dúvidas... O Curioso Caso de Benjamin Button levou maquiagem, efeitos especiais, direção de arte e só. É exatamente minha torcida por ele no Oscar, somando mais figurinos, que aqui ficou com A Duquesa (não dá para dizer que não foi merecido). 

Roteiro original foi a outra surpresa da noite. Milk - A Voz da Igualdade (que levou o WGA de roteiro original) perdeu para Na Mira do Chefe. E eu nunca vou entender a razão, ainda mais quando o fabuloso roteiro de Queime Depois de Ler estava concorrendo.

Nas categorias de atuação, talvez o momento mais aguardado por todos - pois ano passado os quatro vencedores repetiram a dose no Oscar - ficou bem interessante. Ledger levou seu óbvio prêmio de ator coadjuvante, e merecidamente. Penélope Cruz retomou o fôlego, e venceu coadjuvante... Sim, ela nunca chegou a perder o fôlego, mas ultimamente Viola Davis e Marisa Tomei ameaçavam bastante. As categorias de ator e atriz principais foram decisivas. O impasse Meryl x Kate e Rourke x Penn foi, aparentemente, resolvido. Kate Winslet ganha de melhor atriz pelo filme O Leitor, tendo ainda a seu favor o Globo de Ouro e o SAG que levou pelo mesmo filme - em categoria errada, concordo. E Rourke desbancou Penn, o vencedor do SAG. O Oscar deve ser dele, inclusive porque Penn venceu muito recentemente para levar outro (2004 por Sobre Meninos e Lobos).

Enfim, creio que a corrida pelo Oscar está acabada. Algo que destoe destes que eu citei anteriormente vai soar muito de mal gosto perante a academia. Se alguma coisa pode acontecer ainda é em atriz coadjuvante... E muita gente acredita em Penn. Eu duvido. Pra mim, a única surpresa da noite estará a cargo da categoria canção original. Jai Ho tem que levar hem!

Até a cobertura do Academy Awards 2009! 

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A confirmação de uma assinatura: O Leitor

Com quase dez anos desde a sua estréia no cinema (com o ótimo Billy Elliot), não podemos dizer que Stephen Daldry é novato. Por outro lado, até ontem, quando eu conhecia apenas dois filmes do diretor (os únicos), eu não conseguia dizer que Daldry tem um estilo único, inconfundível. Mas agora, depois deste espetacular O Leitor, eu consigo facilmente ver a assinatura deste diretor que, somando a estes dois filmes, fez uma das obras-primas incontestáveis desta década: As Horas.

Em uma breve (e injusta) sinopse do filme, posso apenas dizer que ele ilustra como a relação entre Hanna Schmidit - uma mulher madura, solitária e proletariada - com Michael Berg, então um jovem de 15~16 anos, irá mudar a vida destes dois, seja no auge da paixão, quando ele estuda o julgamento de guerra que ela sofre, ou na maturidade de ambos. Mas prestem atenção que esta sinopse é simplista e falha. 

Lembrem-se de As Horas. Entre seus temas principais, o filme contava com algumas reflexões profundas e extremamente sutis, e uma dela reaparecerá forte em O Leitor: a adaptação ao tempo histórico. O filme não é exatamente sobre o Holocausto - com seu auge na década de 30 e 40. O filme vai mostrar o Holocausto vinte anos depois, em um julgamento de guerra. Surge aqui (sem querer defender os crimes de ninguém) o primeiro ponto relevante do filme: a visão dada aos crimes de Hanna não compreendem o que de fato acontecia quando ela os cometeu. Entendem que esta constatação é quase uma síntese metafórica da trama principal do filme? Hanna e Michael nunca compreenderiam plenamente um ao outro, devido à gritante diferença de idade entre ambos.

Daldry seguirá essa premissa de maneira intimista, sufocante, extremamente delicada e sublime. É um filme para se ver em detalhes. A sua primeira hora tem um certo clima voyour, bem de leve. Mas isso nos liga aos personagens. Há uma erotização suficiente para nos convencer da atração física entre os personagens, o suficiente para sentirmos prazer com a união de ambos. Hanna é, então, uma mulher complexa, desconhecida, incompreendida; e Michael, um garoto em chamas. Daldry opta pela entrelinha. No lugar de falas, cenas simples e profundas. Por exemplo, toda uma crise sentimental do jovem Michael é representada numa única cena onde quatro pés se encontram sob a água. 

Obviamente, um roteiro que aposta tanto em sutiliezas assim não funcionaria se o elenco não soubesse lidar com este desafio. E aqui entramos num dos maiores méritos deste filme. Junto com Milk - A Voz da Igualdade, O Leitor tem o melhor elenco da temporada (sim, esqueçam Dúvida). Ralph Fiennes tem uma participação menor que eu esperava como Michael adulto, mas está muito bem em seus poucos minutos, é visível em seu rosto o drama que perseguiu Michael pelo resto de sua vida. O novato David Kross brilha e encara com virtude o desafio de contracenar com Kate sem sair por baixo, com apenas 18 anos. Bruno Ganz também tem uma pequena participação, mas reconfortante. Lena Olin tem uma atuação curtíssima, mas encarregada do desfecho do filme, e não precisa de mais do que cinco minutos para mostrar seu fantástico trabalho (e sim, eu defenderia uma indicação aqui a la Viola Davis). 

E Kate Winslet, novamente, um parágrafo a parte. Agora, inclusive, pela polêmica que causou. Vejam bem, o filme é a história de Michael, em paralelo à história de Hanna. Sim, é verdade que eles se encontram em apenas duas fases de suas vidas, mas a personagem Hanna está "presente" em toda a sua ausência. O roteiro é tão bem escrito que sentimos sua sombra quando ela está longe da ação. Os dois personagens são fundamentais para o desenvolvimento um do outro, logo, Kate Winslet está corretíssima em atriz principal. E dá um show. É aqui sem dúvida o melhor momento de sua carreira até agora, por mais difícil que seja se superar em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças ou Pecados Íntimos ou até mesmo o concomitante Foi Apenas Um Sonho. Daldry se mostra mestre em dirigir elencos. Se alguém duvidava (o que é impossível) depois de Meryl Streep, Julianne Moore e Nicole Kidman em As Horas, que tenha com Kate Winslet a resposta definitiva.

A fotografia é esplêndida. Há momentos de pura beleza visual, como quando Michael está boiando no lago e o reflexo brilha em nossos olhos. A direção de arte é perfeita, muito melhor do que a indicada por Foi Apenas Um Sonho. A trilha sonora de Nico Muhly é extremamente inteligente ao não apostar no dramático, criando algo mais intimista, sensível. Mas não posso deixar de imaginar o que Phillip Glass faria aqui. O filme merecia sim, no mínimo, mais algumas indicações ao Oscar, como disse, Lena Olin, direção de arte, trilha sonora. 

E agora compreendo a assinatura de Stephen Daldry: sensível, sublime, aposta nas entrelinhas, na difícil digestão, no cinema que te deixa mudo, ressentido. Como não sentir na alma os sofrimentos de Hanna, segurando o cardápio nas mãos, ou dizendo quem escrevera aquele relatório. As cenas de julgamento e na prisão machucam, verdadeiramente, assim como Virgínia, Laura e Clarissa nos machucavam. Daldry está fincado, em definitivo, na lista dos meus diretores favoritos. 

Em um ano no qual não é segredo que os grandes filmes me decepcionaram, acho muito esquisito a morna recepção que este filme teve. Alguns acusam a pedofilia, outros o acham permissivo com o nazismo. Só tenho a dizer que essas pessoas não entenderam o que se passava aqui. Ele se junta a Quem Quer Ser Um Milionário? e Milk - A Voz da Igualdade como os salvadores de um ano fraco, quase esquecível. E se minha torcida era até ontem imutavelmente por Milionário, Daldry repete a brincadeira que fez seis anos atrás comigo. Se na disputa entre As Horas e Chicago, o segundo me deliciava e eu vibrava com sua vitória, mas o primeiro era inquestionavelmente melhor; este ano acontece o mesmo. Não vou deixar de pular com a vitória de Quem Quer Ser Um Milionário?, não vou deixar nunca de falar que o melhor filme daquele ano era O Leitor. E que fique claro, O Leitor foi indicado porque merecia mesmo, não roubou a vaga de ninguém. Os fãs de Batman e Wall-E que vão brigar com Benjamin Button...

Nota: 10. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Agora nos Cinemas: E a duvida paira no ar em "Duvida"

Quando "Duvida" realmente se estabeleceu como um projeto cinematografico, houve um pequeno grande alvoroço. Simplesmente pela peça ser adorada, e por John Patrick Shanley escolher um elenco magnifico: da ate então desconhecida Viola Davis, à dama suprema do cinema Meryl Streep. Alem disto, o roteiro seria escrito pelo proprio Shanley (que tambem escreveu a peça), o que deu um "up" a mais na ansiedade dos criticos e dos cinefilos de plantão. Pois então- filme chegado às telas, Shanley e todo elenco indicados ao Oscar, devo dizer que o filme é realmente muito bom. Mas não é tão bom quanto prometia.
A historia é a seguinte: No inicio da década de 60, a irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), comanda a mãos de ferro sua escola....tudo seria perfeito se acima dela não hoje o querido e popular padre Flynn (Phillip Seymour Hoffman, indicado na categoria errada ao oscar), que reprova a maneira da irmã de tomar decisões. É então quando a ingenua irmã James (Amy Adams), da um indicio à irmã sem coração Aloysius que o aluno Donald Miller veio alterado da igreja apos contato com o padre, que a bruxa, ops, irmã resolve, sem nenhum esclarecimento, tomar as proprias conclusões e ir pra cima do Padre, querendo o acusar sem provas. E a partir dai é um embate em cima do outro, onde o melhor pra mim é entre Meryl e Viola. Alias o elenco todo é um primor. Meryl está fanstatica, uma perfeita vilã. Ela atira contra tudo e a todos sem a menor piedade, e sempre com uma empafia que é impossivel nao odiá-la. Phillip Seymour Hoffman tambem está muito bem. Claro que, quando dizem que ele é o mais fraco do grupo não quer dizer que ele está mal, mas sim, porque como está todo mundo dando um show, ele fica aquem mas "meninas" (e ainda assim de modo correto eu o indicaria a oscar de melhor ATOR não de coadjuvante). Viola, com pouco tempo em cena, dá um show de interpretação. Mas é Amy Adams, de modo magistral quem realmente me conquistou. Sua irmã James é confusa, temerosa, angustiada. Atraves de seus olhos vemos o medo e a dúvida, e alguem inocente. Por isso, para mim, ela é a melhor do grupo.
A direção do filme deixa sim a desejar, mas não é algo fatal. Apenas alguns angulos que poderiam ficar melhores, mas nada demais. A parte técnica é muito boa- desde a trilha (pequena) de Howard Shore, à fotografia de Roger Deakins, tudo se dá bem. Mas não é um filme que você saia apavorado...embora seja impossivel não ficar na dúvida no final do filme, de quem está falando a verdade.
Pra quem quer ver atuações incriveis e um belissimo roteiro 9que pra mim só perde para Peter Morgan e seu monstruoso Frost/Nixon), vá assistir "Dúvida". Vale um cinema com pipoca e refri:P
Nota: 8,75

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Especial: Novidades no Cinefilando!

Ano novo, e preparamos algumas novidades aqui no Cinefilando. Primeiro, o bom filho à casa torna Kau, volta à nossa equipe para ter uma coluna semanal sobre filmes estrangeiros. Mas as news não acabam por aí. Gustavo Naspolini, meu conterraneo, e apaixonadissimo por cinema, fará parte da equipe da redação do blog, juntamente comigo, Tiago e Arthur(o que deixou toda a equipe muito feliz). Tudo isso deixar o blog ainda mais caprichado.
Além de novos membros, teremos novas colunas, como a que eu estreei ontem sobre as Séries da BBC, e uma nova coluna do Tiago, que ainda é surpresa.
Espero que curtam ainda mais o cinefilando e...viva o cinema!!!
Bjokas,
Vivi

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Series da BBC: Tess Of D´ubervilles

Resolvi inaugurar uma nova parte aqui no blog, que fale sobre as séries da bbc. Quem me conhece um pouco sabe da minha paixão por filmes e séries de época, e periodicamente, eu estarei aqui descorrendo sobre essas séries, na maioria delas adaptadas pela rede britânica bbc, que adapta estas series de modo único. A primeira série a qual farei um Review chama-se "Tess of D´ubervilles" adaptação de Thomas Hardy que vocês, cinefilos de plantão podem conhecer pela versão que Roman Polanski fez da historia em 1979 no longa "Tess", protagonizado por Natasha Kinski. Nesta versão, dirigida por David Blair de "The Street" (serie protagonizada por Timothy Spall e Jim Boradbent), a série explca mais a historia que o filme de Polanski por ter 4 capitulos, onde Gemma Arterton (linda de morrer), interpreta a personagem principal.
A historia é clássica: Quando os pais de Tess descobrem que vem de uma familia nobre, a mãe de Tess, envia a menina à parte rica da familia para que ela vá reclamar o parentesco. Chegando lá, Tess se depara com Alec D´uberville (Hans Matheson), que supostamente seria o seu primo, e que se encanta logo com a moça. Tendo sua mãe invalida, Alec oferece dinheiro à Tess, e posteriormente um trabalho para Tess na casa. Vejam que, ao receber esta oferta (onde na verdade Alec escreve como se fosse sua mãe que o estivesse fazendo), os pais de Tess, principalmente sua mãe, enviam a menina imediatamente à mansão dos D´ubervilles, para que ela possa trabalhar, e então, conquistar tambem o coração de Alec. O problema ocorre quando Alec demonstra sua verdadeira natureza (percebemos ao longo da historia que ele realmente ama Tess, mas sua paixão é tão doentia quanto a maldade que ele tem dentro de si), e acaba estuprando a menina, e, onde a desgraça (que já não é pouca), piora quando Tess descobre que está gravida do maledeto! Ela vai embora, o filho nasce, morre bebê, e Tess vai em busca de uma nova vida, onde conhece Angel Claire (Eddie Redmayne), e tenta fugir do seu cruel passado. Mas Alec não sairá tão facil de seu caminho... enfim, basicamente é uma tragédia, escrita de modo fantastico por Thomas Hardy e adaptada brilhantemente por David Nicholls, que consegue absorver os pontos principais da narrativa, fazendo com que a série se torne instigante e emotiva. Os atores também, estão fantasticos. Gemma traz para Tess a sua ingenuidade habitual, enquanto Eddie mostra um Angel Claire puro e apaixonado. Mas o show fica mesmo por conta de Hans Matheson, que arrasa no papel de Alec D´uberville, onde ele consegue uma façanha: ser extremamente envolvente em um papel totalmente obsessivo e vil, mas que, atraves de sua atuação, fascina e domina, cada cena qual ele aparece. A parte técnica, também é magnifica: desde a fotografia de Wojciech Szepel, aos belos figurinos de Candida Otton, passando pela formidavel direção de arte de Andrea Coathupe.
Enfim, é uma série fantastica. Triste, melancolica, mas que merece (e muito), ser vista.
Nota: 9,2