sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O nome diz tudo: Foi Apenas Um Sonho.



Eu sempre brinco que fazer filmes sobre o sonho americano é fácil. Em partes, é verdade. O tal "sonho americano" pode ser lido, tranquilamente, como "o sonho da classe média ocidental"; o que envolve eu, você, e milhões de espectadores no mundo. A temática nos atinge facilmente, afinal, estamos todos lutando em busca de tal sonho, e sofrendo com as decepções do insucesso.


É muito estranho, então, falar sobre um filme com tal temática que pouco nos toca. O primeiro sinal gritante de que há algum problema com este Foi Apenas Um Sonho, de Sam Mendes - que já trabalhou brilhantemente com o tema em Beleza Americana -, é o fato de ficarmos o filme todos distantes, sem a mínima ligação emocional com os personagens - que tinham um baita potencial. O roteiro é o maior responsável por isso, o que nos mostra um curioso fator da temporada 2008/2009: os roteiros foram, sabe-se lá porque, auto-sabotadores. De grandes filmes esperados e comentados, eu posso dizer que três se afundaram em roteiros perdidos: Foi Apenas Um Sonho, O Curioso Caso de Benjamin Button e Austrália. E já fui avisado que Dúvida e O Leitor sofrem do mesmo mal.


Somos apresentados a April, uma atriz frustrada com seu fracasso, que se relaciona Frank. Na primeira metade do filme, o roteiro se arrasta e nos priva de informações fundamentais, do tipo como um se apaixonou pelo outro, como foi a escolha de April em largar de vez sua profissão e se dedicar apenas à família. Mas não, no lugar disso ele abre com uma briga extremamente mal elaborada entre o casal, mostrando Frank como um animal praticamente, para este traço da personalidade de Frank seja esquecido ao longo do filme. Se a primeira metade nos afunda na cadeira, e já compromete o filme todo, a sua metade final já é bem diferente. Inaugurada com uma revelação que até então parece simples, o filme ganha dinâmica em seu argumento, as atuações podem se desenvolverem melhor e um novo personagem injeta ânimo na coisa.


É aqui que tudo acontece. Leonardo di Caprio mostra mais um bom trabalho - apesar que muito aquém do que já mostrou em O Aviador e Os Infiltrados. Michael Shannon surge fantástico, mas o roteiro ainda o sabota um pouco. Seu personagem fica na tênue linha que separa diálogos indigestos do "mastigar para o público"; ou seja, parte de suas falas é um raciocínio claro, que não precisava ser exposto por palavras para o espectador.


Kate Winslet merece um parágrafo a parte. Sim, sou apaixonado pela moça e nunca escondi isso. Além de ser o auge de sua beleza, ela nos brinda com uma de suas melhores performances. Ressentida, revoltada, mas sempre escondendo seus sentimentos, ela faz de April uma mulher complexa, angustiante. E há duas cenas que destaco - as duas únicas cenas que me marcaram durante todo o filme: na mesa de jantar, quando ela tenta disfarçar sua ira contra as palavras vomitadas por John (Shannon), e, minutos depois, sua fantástica reação à definição de loucura dada pelo seu marido. Inclusive, esta última cena que eu citei é tão incrível, tão bem escrita, que por segundos eu quase esqueci que o filme não estava me agradando. Espero, de coração, que ela me surpreenda mais ainda em O Leitor, e leve finalmente seu merecidíssimo - e atrasado - Oscar.


Mas a constatação final é a mesma que a inicial, Revolutionary foi mal elaborado. Não nos envolvemos, mesmo com seu desfecho. Inclusive, Mendes perde mais uma boa oportunidade de ficar calado. Ao contrário de terminar seu filme no auge, ele adiciona duas cenas gratuitas e dispensáveis e as escolhe para encerrar o filme. Uma pena, 11 anos esperando o casal de Titanic se encontrarem de novo, e o resultado é frustrante assim. A distribuidora nacional não poderia ter sido mais feliz com uma adaptação de nome.


Nota: 6,5.

PS: Não preciso falar que não há nada que justifique sua indicação à direção de arte. Pelo quê? A casa? Poxa hem...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Cinema Musical: Top 10 trilhas 2008

Bem, como eu não poderia deixar de fazer, eu decidi montar um top 10 trilhas de 2008, para que fazer um panorama dos scores do ano passado. Alias devo salientar que em 2008 teve muita trilha boa, e fazer um top 10 não foi nada facil, mas bem, vamos à lista:


10º James Horner- O Menino do Pijama Listrado: Baseado no best seller de John Boyne, a fabula de uma amizade entre 2 crianças (um judeu e um alemão) foi magnificamente transformada em trilha pelo compositor James Horner que há tempos não demonstrava tamanha inspiração. Composta basicamente no piano “O menino do pijama listrado” é uma trilha tão encantadora e forte quanto sua historia, através de uma beleza triste.


9º Nico Muhly- The Reader: Nico Muhly, compositor croata e discipulo de Phillip Glass e John Corigliano, passou por uma transformação neste ano de 2008- de pouco conhecido à muito conhecido, onde o filme em questão “The Reader” conseguiru ainda abocanhar uma indicação ao Oscar de melhor filme. A trilha composta por Nico é frágil, melancólica e suave, e divaga bem a trama protagonizada por Kate Winslet- e já se tornou uma das revelações do ano.

8º Rachel Portman- A Duquesa: Ah! Essa trilha é incrível! Pincelando a alma de Georgianna, a duquesa de Devonshire e ascendente da Princesa Diana, Rachel Portman compôs uma das mais importantes trilhas do ano, onde a serenidade das cordas é o ponto principal.


7º Jan.A.P. Kaczmarek- The Visitor: Linda. É este o verdadeiro adjetivo a ser utilizado para descrever a trilha de “The Visitor”. Com uma carreira impecável o compositor mais uma vez cria uma belíssima obra, cativante ao extremo.


6º Hans Zimmer- Frost/Nixon: Mostrando um poder fora do comum, Frost/Nixon é uma trilha fantástica- o uso constante do violoncelo é soberano e Zimmer usa a inteligência ao criar uma melodia que se encaixou perfeitamente para o filme.

5º James Newton Howard- Defiance: Indicado ao oscar por esta trilha, James Newton Howard criou em Defiance, o score de sua vida. Dramática, emotiva e com lindos solos de violinos tocados por Joshua Bell, Defiance é digna de ser classificada como obra prima.
4º A.R. Rahman- Slumdog Milionaire: Original ao extremo, o indiano A.R.Rahman conseguiu abocanhar 3 indicações para o oscar (melhor trilha e 2 canções) onde a marca registrada é a mistura poderosa dos cons. Bela, única e sublime. Isto é Slumdog Milionaire.


3º Paul Cantelon- A Outra: Paul Cantelon já provou que veio para ficar- suas trilhas para os longas “Uma vida iluminada”, “O escafandro e a borboleta” e “W.” são divinas, mas nenhuma de suas trilhas supera o trabalho que o francês fez para o filme “A outra” que mais uma vez leva as telas a saga de Ana Bolena, desta vez baseado no best seller de Phillida Gregory. Com um tema impecável e peças sublimes, Cantelon compôs um score digno de Oscar.



2º Krishna Levy- The Fall, A queda: Pois esta trilha (e o filme também) me pegou de surpresa por sua qualidade insuperável. A queda é uma trilha estupenda: perfeita para um épico, este score de Krishna, indiano radicado na França é pura força e poesia, que embala os cenários adoráveis de Tarsem Singh.


1º Alexandre Desplat- O curioso caso de Benjamin Button: Considero Desplat o melhor compositor da atualidade, que vem intercalando um projeto melhor que o o outro- “A Rainha”, “The Painted Veil”, “A Fantástica Loja de Brinquedos”, Lus, Caution” e agora “O curioso caso de Benjamin Button”, um romance caprichado de David Fincher no qual Desplat soltou a imaginação e nos trouxe uma verdadeira obra prima, digna de encher os olhos. Não só é a melhor trilha do ano, como a mais bela do novo século, juntamente com “Em Busca da Terra do Nunca” de Jan Kaczmarek. Insuperável.

Bem, espero que tenham gostado do meu top 10....e que venham mais trilhas em 2009!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Mas ele não tinha dito que ia encerrar sua fase "cortina vermelha"? Austrália.



Sete anos atrás Baz Luhrmann ressucitava um gênero que estava há trinta anos no limbo: os musicais. Quando ninguém achava plausível um ser começar a cantar seus sentimentos, Luhrmann surge histérico, hiperativo, berrante. Uma injeção de adrenalina em algo praticamente morto. Como "musical" já é um gênero que por si só quebra a realidade (sem ser fantasia), os exageros, o campy e o kitsch eram muito bem vindos. Foi um auê. E o filme Moulin Rouge! virou, em questão de dias, um dos meus favoritos de todos os tempos. Dá para se entender a expectativa de tantos anos quando Baz voltaria em cena, novamente com Nicole Kidman, "homenageando" outro gênero tão querido de Hollywood (que até então seria apenas o romance de guerra).


Independente das minhas expectativas, é inegável que Austrália é, no mínimo, bagunçado. Começamos o filme de uma maneira desastrosa, que em questão de 15 minutos me fez acreditar que seria um dos piores do ano: personagens estereotipados, Kidman dando berrinhos, uma narração insuportável. Eu me recusava que Austrália, que eu tanto aguardei, era aquilo. Mas aí tudo muda, e entramos em uma inferior versão de Entre Dois Amores, com praticamente todos os grandes pontos daquela trama: a mulher deslocada tocando a fazenda, o bruto "nativo" solitário e sedutor, o marido ausente (ou inexistente), a amizade que vai se transformando. Aqui foi um dos únicos momentos que o filme parecia seguir um rumo mais sóbrio. Mas então tudo se transforma de novo, e começa a guerra. E aí surge um bizarro Pearl Harbor australiano.


Mas indo por pontos, tudo neste filme parece ser afetado pelas escolhas de Luhrmann. Só há uma pessoa que é ruim por si só: o incompetente David Wenham (o Faramir de O Senhor dos Anéis) que simplesmente não convence por um minuto sequer. E o roteiro que força a situação ao torná-lo pai de Nullah, também não coopera.


Kidman tem uma performance inconstante. Começa com o caricato, aos poucos se torna uma mulher forte, e no final volta ao melodramático. Jackman, por outro lado, se favorece com sua pouca obrigação. Um ator extremamente talentoso no teatro, ele sempre é abusado no cinema por sua beleza física. Aqui ele é o macho sedutor, então tudo que faz é alguns olhares desconcertantes e um banho logo no começo do filme. Mas pelo menos tem carisma para segurar seu personagem.


Inconstância na trama, inconstância nas atuações. Isso se deve a Luhrmann. Ele tentou criar em Austrália um espetáculo visto em seus filmes anteriores. Mas aqui era o lugar errado. Ele teve grandes chances nas mãos de fazer aquilo que poderia ser um dos melhores filmes deste ano, se soubesse ser contido, exato, sensível, abandonando seu lado "cortina vermelha" que ele disse que tinha encerrado. Entendam, não há nada de errado com essa abordagem, desde que dedicada ao filme certo. Foi certo com Moulin Rouge!, mas foi errado aqui.


Mas que também fique claro, que Austrália tem sim suas qualidades, especialmente as estéticas (uma tremenda injustiça a direção de arte não ser indicada), e só Jackman já me faz ter vontade de ver o filme de novo e tê-lo em dvd. Também achei uma sacada inteligente, e linda, a utilização da canção Somewhere Over the Rainbow ao longo do filme.


Resultado? Para a turminha adolescente, a partir de uns 14 anos, que estão acostumadas com o cinema pipoca, Austrália sem dúvidas terá uma legião de fãs, assim como Pearl Harbor teve. Mas aqueles que já assistiram a Entre Dois Amores, ...E O Vento Levou, Casablanca, entre outros, saberá que Austrália poderia ter sido uma obra-prima. Mas passou bem longe.


Nota: 6,5

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Especial: Comentários sobre o Oscar Parte 2

Ontem o Ti deu seus palpitecos sobre os indicados (muito bons pór sinal), mas, para dar uma segunda opinião, eu também resolvi fazer uma análise básica sobre alguns candidatos deste ano ao homenzinho dourado ali da foto. Em um ano que achavamos ter filmes fortissimos, mas que ficou um pouco abaixo da expectativa geral (vai dizer que vc tbm não ficou um tantinho decepcionado?), os cinefilos jedis de plantão quase tiveram um faniquito ao ver os indicados ontem. Era gente tremendo, roendo as unhas, passando mal (não é pra tanto né galera huahuahuahuaa), mas enfim, no final das contas tivemos algumas surpresas (Tdk fora de filme, direção e roteiro e THE READER DENTRO?), categorias viradas ao avesso (3 canções só? Por que? E cade The Wrestler) e algumas coisas já previstas (Benjamin Button x Slumdog), além de que eu fiquei hiper feliz com as 13 indicações ao "O Curioso Caso de Benjamin Button", filme o qual me apaixonei.
Então vamos lá:
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Melhor Filme: Tava todo mundo em prontidão...depois de vermos Chris Nolan esnobado em direção e roteiro, Kate indicada por The Reader e não Revolutionary, tudo parecia muito normal (uhaauhauahu). Forest foi anunciando...Benjamin Button, Frost/Nixon, Milk...e quando iriamos ouvir The Dark Knight eis que surge o nome....THE READER; THE READER? COMO ASSIM THE READER? Tudo bem que o filme concorreu ao Globo de Ouro e ao Bafta, mas teve galera dando pinote quando ouviu o nome de The Reader no lugar de Tdk, e fora que, para mim o filme só foi indicado à melhor filme por causa do Sidney Pollack e do Anthony Minghella, ambos falecidos que produzem o longa (Scott Rudin arrependido ate os fios do cabelo de ter zarpado fora)...depois completada com Slumdog Milionaire (hoje o favorito ao premio), ficamos assim, com cara de tacho. Não vi o filme ainda mas que a decepção foi grande foi...nomais acho que milk tambem nao é digno da indicação e ficaria feliz se Frost/Nixon (baixou o santo do Alan J Pakula no Ron Howard), O Curioso caso de Benjamin Button (pra mim obra prima de Fincher) e Slumdog Milionaire (JAI HO!) (qualquer um dos três) levassem o premio.
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Melhor Direção: Stephen Daldry pé quente, tá loco, não vi The Reader, não posso falar mal do filme (até pq acho que o filme deve ser muito bom), mas ainda assim não engulo a exclusão nem de Tdk, nem de Chris Nolan como melhor diretor/roteirista. Se bem que, nessa categoria, eu tiraria o Gus Vus Sant dos 5 (não tiro Ron Howard, já disse, baixou o santo nele e ele dirige Frost/Nixon muitissimo bem), de resto, Danny Boyle e David Fincher mais do que esperados.
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Melhor roteiro adaptado: também indicaria Chris Nolan aqui. Mas...que categoria não? Peter Morgan (maravilhoso SEMPRE), contra John Patrick Shanley x Slumdog e Benjamin.
Eu, ainda daria o oscar pro Morgan...massss
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Melhor roteiro original: Uma categoria pelo avesso. The Visitor não foi indicado, nem Vicky Cristina Barcelona, muito menos os irmãos Coen por Queime depois de ler. Mas temos In Bruges (que roteiro hein?), Frozen River (surgiu do nada mas o filme é magnifico e mereceu a indicação), Simplesmente Feliz (Mike Leigh novamente), Milk (alguem me diz por que Milk é roteiro original que eu não sei?) e Wall-e (Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeveeeeeee).
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Melhor Atriz: Bem, as indicações são merecidissimas. Sally Hawkins ficou de fora, mas Melissa Leo mereceu muito esta indicação...e Kate Winslet está concorrendo pelo filme CERTO! Até porque foi unanime: ela está bem melhor em The Reader do que em Revolutionary...completam a lista ainda Angelina Jolie, excelente em "A Troca", Meryl Streep (Meryl my xuxu i love u) em "Doubt" e a princesa de Genóvia Mia...ops (huahuaahuahu) Anne Hathaway por O Casamento de Rachel
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Melhor Ator: Já era esperado. Sean Penn por Milk, Mickey por O Lutador, Langella por F/N, Brad por ser o Benjamin Button e Richard Jenkins pelo incrivel The Visitor.
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Melhor ator coadjuvante: Shannon indicado, surpreendeu muita gente, mas ele merece. No mais, lista normal.
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Melhor atriz coadjuvante: Sem kate por perto, Penelope Cruz faz a festa? Bem, nem tanto assim...Amy (amyyyyyyyyyyy) Adams e Viola Davis MERECIDAMENTE indicadas por Doubt, Taraji por ser a mãe coruja do Benjamin Button e Marisa Tomei (mostrando que ela quebra o coco e arrebenta a sapucaia) completam a lista.
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Melhor trilha sonora: Amo a trilha do Rahman mas não é juto. Primeiro que a trilha é praticamente toda CANTADA. Nomes como Michael Brook, Glen Hansard e Alan Menken (sim, isso mesmo, Encantada só tem 5 musicas do total de 15 e foi desclassificada) foram desclassificados por isto. Mas a febre por Slumdog é tanta que a academia (esqueceu-se) disto. Mesmo assim, temos titio Desplat com a tirlha MARAVILHOSA de Benjamin Button, James Newton Howard com a belissima Defiance, Danny Elfman com Milk (não o indicaria mas sua indicação já era esperada), e Thomas Newman com Wall-e.
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Melhor canção: Categoria virada ao avesso parte 2. SÓ TRES CANÇÕES? CADE THE WRESTLER? Uma falta de logica e bom senso. Maldição do GG ataca novamente.
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Melhor figurino: Afe, ainda não me conformo com a indicação de Milk! No lugar colocaria The Fall fácil fácil. Mas de resto tudo normal, e muito positivo terem indicado Australia nesta categoria, já que os figurinos são lindos. Desde já torcendo pelo figurinista do ano, Michael O Connor, e suas roupas incriveis de "A Duquesa".
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Melhor fotografia: Tudo nos conformes, mas senti falta de The Fall também
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Melhor direção de arte: O Ti falou tudo. Revolutionary pelo que?
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Edição: Já era bem esperado
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Maquiagem: Benjamin Button é favoritissimo. Otimo Hellboy ter aparecido.
Bem gente...é isso. Espero que tenham gostado desta segunda opinião :D
Beijos a todos!
Vivi

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Oscar 2009: O ano das panelinhas!


Bom pessoa, o decepcionante award season 2009 está se acabando, e isso é sinal de quê? Sim, do Oscar, aquele que tem a missão de encerrar o ciclo do ano. E hoje saíram os indicados ao prêmio... E se quando alista do Golden Globe saiu eu achei tudo muito bizarro... a do Oscar então... Senta, que lá vem história.



Mas o primeiro comentário óbvio, o Oscar 2009 escancara algumas injustiças cometidas em anos anteriores, afinal, como Slumdog Millionaire consegue 10 indicações, Benjamin Button consegue 13 e, ano passado, um filme do gabarito de Sangue Negro (irretocável tecnicamente também) consegue apenas 8? Sem falar que como a trilha de Slumdog é classificada se ela é cheia de canções? O que me parece é que este ano é o ano das panelinhas, uns 5 filmes dominaram 98% das indicações. O resto se estapeou... Ano passado foi mais equilibrado isso...


Pretendo comentar cada categoria, mas antes vamos fazer uns comentários gerais sobre os filmes...



Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire): Todos sabem que este é meu favorito do ano, e enfim, o favorito ao prêmio também. Apesar de estar deliciado com as três indicações para Rahman (este é o mais delicioso CD de uma trilha sonora em anos), não deixo de estranhar a dominada que o filme deu na categoria canção original. Aliás, alguém sabe me informar se mudaram as regras? Por que só três indicados? De mais, acho exagero suas duas indicações de Som... Me parece que quiseram arrumar indicações a mais para o filme, para ajudar a sustentar o fato de que ele vai bater (merecidamente) um filme pomposo com 13 indicações.



O Curioso Caso de Benjamin Button: O que eu havia dito nas comunidades? Se o filme receber 10 indicações técnicas, mereceu as 10! BB é um arrombo nesta parte. No entanto, discordo de três indicações em particular: filme, diretor e roteiro adaptado. Sim, sei que sou um dos poucos a não querê-lo aqui de jeito nenhum. Mas o roteiro de BB é extremamente mal escrito e compromete o filme todo, e Fincher é extremamente racional, o que também não coopera com o resultado da obra, que se torna um filme visualmente lindo, mas vazio.



Milk - A Voz da Igualdade: Já era esperado, é um belíssimo filme, meu favorito junto com Slumdog, mas eu trocaria sua indicação a figurino por uma a fotografia. Muito mais coerente.



Frost/Nixon: Pra que? Não seria melhor um Dúvida aqui?



O Leitor: Não vi o filme, não sei o que falar, a não ser: chorem, fãs de Batman, chorem...



O Cavaleiro das Trevas e Wall-E: Não emplacaram nas principais (Wall-E conseguiu roteiro pelo menos, e com a ausência de Vicky Cristina Barcelona, é o favorito), mas madaram muito bem nas demais.



Dúvida: O elenco todo indicado, mas fora de filme e direção... Muito raro isso.


Agora às categorias:



Filme: Discordo, tiraria Benjamin Button e Frost/Nixon, colocaria O Cavaleiro das Trevas (e olha que sempre fui contra esta indicação para este filme), e creio eu que vou preferir Dúvida também. O Leitor me surpreendeu - e muito.



Direção: Cristopher Nolan merecia demais essa indicação. Mais que Ron Howard e David Fincher.



Ator: Uma das categorias mais previsíveis, seguiu de acordo com o esperado.



Atriz: A Academia não engoliu a senhora de coadjuvante, hem Winslet? Pois bem, surpreendeu, esnobaram Foi Apenas Um Sonho, mas ainda assim você já tem seu Oscar. Mas o que todos estão pensando: cadê Sally Hawkins?



Ator coadjuvante: Nenhuma grande surpresa também, Shannon entrou no último segundo - merecidíssimo!



Atriz coadjuvante: Tiraria Taraji mesmo com a ausência de Kate. De resto, Dúvida em peso hem. Será que Penélope mantém sua vantagem aqui?



Roteiro Original: Sem dúvidas a categoria mais bagunçada deste ano. Sai Vicky e Burn, fica Wall-E e Milk, desaparece O Lutador, In Bruges surpreende e Frozen River surge do nada. Simplesmente Feliz que parecia que ia ser completamente ignorado, aparece. E viu, cadê Sinédoque?



Roteiro Adaptado: Não admito a presença do estúpido roteiro de Benjamin Button aqui, fora isso, tudo dentro dos conformes.



Fotografia: Poucos contavam com A Troca aqui... Batman eu já acho um excesso também, o resto está perfeito.



Direção de Arte: Foi Apenas Um Sonho?????????? Pelo que???? A casa???? Enfim, torcendo por Benjamin.



Figurino: Austrália conseguiu fincar sua indicação, Milk já está em excesso, a cota de filme da rainha está ok com A Duquesa, Foi Apenas Um Sonho mereceu (aqui sim), mas não adianta, quem leva é BB mesmo, merecidamente.



Canção Original: O que houve com a categoria? Alguém pode me explicar. Fico feliz com Slumdog, mas sendo só 3, não sei se foi feliz indicar 2 dele... Medo de haver divisão de votos e I Need To Wake Up vencer... OPA! Down to Earth. Enfim, elas são idênticas mesmo.



Trilha Sonora: Tudo nos conformes!



Mixagem de Som: Slumdog?



Edição de Som: SLUMDOG?????????????????



Efeitos especiais: Trinca óbvia.



Animação: Bolt e Kung fu Panda no lugar de uma favorita (Valsa com Bashir) e uma muito superior (Horton No Mundo dos Quem!). Lastimável.


Montagem: Categoria técnica mais fácil de prever, e uma das melhores até agora. Todos os 5 foram muito bons nisso.


Enfim, foi uma temporada fraca. Mas aparentemente, assim como foi no GG, o prêmio vai ser emocionante. Kate levando seu primeiro, Ledger levando seu póstumo, Slumdog se cravando... Aposto que até lá eu já me acostumei com esta lista bizarra!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Agora nos Cinemas: Marley e Eu



Ao contrário de muitas pessoas, quando eu soube da estréia de Marley e Eu como um filme fiquei feliz. Não havia lido o livro ainda, mas tenho um cachorro, um maltês, que é sim meu melhor amigo. Seu nome é Duque Otto (Duque é o nome do pia e Otto é o nome que eu dei em homenagem ao protagonista do filme "Os amantes do circulo Polar"), e eu não vejo mais a minha vida sem este meu ainda filhote (ele faz 10 meses dia 22) que me ajudou a ser mais humana e fiel nos relacionamentos. Então, antes de ver o filme, minha Tia que tem o livro me emprestou e eu o li em apenas 3 dias, e digo: o livro é magnifico. Doce, humilde, humano. John Grogan conta a historia de uma maneira que qualquer pessoa, incluindo as que não tem cães, se identificam. Então pensei: o filme não pode ser tão ruim como falam. E realmente não é, só que infelizmente, como uma gama de adaptações, não chega aos pés do livro.

O problema do filme não são os atores (Owen Wilson alias cai como uma luva no papel, e Jennifer Aniston é realmente parecida com a Jenny da vida real), nem a direção em si, mas sim o roteiro. O fato é que, mbora Marley e Eu o livro, tenha apenas 300 páginas, essas 300 paginas são tão enriquecedoras que deveriam ser analisadas com cuidado, para se fazer uma triagem e um roteiro. Mas, infelizmente, o que vemos é um filme enxugado, comprimido, afim de que se dê tempo de se chegar até o final. A história é basica: Casal jovem casa e decide comprar um cão. Escolhem um labrador que é um sapeca ao quadrado, e cria uma serie de confusões na vida do casal, mas também partilha de suas vidas através dos anos. Mas o que é essencial, e que foi muito pouco mostrado, é o relacionamento de grande amizade entre John e Marley. John realmente ama o cachorro, e em um momento da historia que considero um dos mais fascinantes do livro: quando John adestra Marley, infelizmente é cortado sem piedade do filme. Outra coisa que não me agradou, é que no livro, John só escreve um artigo sobre Marley no final, enquanto no filme, ele frequentemente em sua coluna matinal fala sobre o cão. Mas....como as adaptações são assim mesmo (ou são melhores que o livro, ou inferiores- u nunca vi um filme com uma adaptação na medida exata), eu entendo...mas não compreendo.

Então, o filme é divertido, também tocante, e não fará mal a ninguém. Agora, eu aconselho vocês a lerem o livro, este sim, uma preciosidade.

Nota: 7,0

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Agora nos Cinemas: A poesia perfeita de Benjamin Button


Quando "O curioso caso de benjamin button" foi lançado como projeto, os cinefilos se exaltaram. Um filme, dirigido por David Fincher, com historia baseada no conto de Fitzgerald era esperadíssima. E quando o trailer do longa saiu então, as expectativas foram a mil. Pois é, é com orgulho que eu digo que todas as minhas expectativas (que eram realmente altas) foram superadas, E O Curioso Caso de Benjamin Button já é um clássico. A história, por si só, é magnifica. Benjamin (Brad Pitt), nasce no final da grande primeira guerra mundial, e poderia ser como qualquer outro bebê se não tivesse o aspecto de um velhinho de 80 anos. Sim, um bebê de 80 anos. Largado pelo pai (que mais tarde o procuraria), ele é encontrado por Quennie (Tarai Henson, magnifica) que o acolhe como uma mãe e cuida dele com todo carinho e amor. Queenie trabalha em um asilo e Benjamin cresce lá, como um velhinho que na verdade é uma criança. E é lá que ele conhece a mulher de sua vida, Daisy, ainda pequena (nesta fase interpretada por Elle Fanning), e a partir deste ponto um vai mudar a vida do outro. Assim é este romance, incrivel, poético, caprichado, praticamente sem defeitos. Um clássico. As atuações são incriveis, onde Brad Pitt está soberbo como Benjamin Button, Taraji ilumina como Queenie mas é Cate Blanchett quem reina, soberana, em um papel que lhe cabe como uma luva. A Daisy de Cate é apaixonada, doce, verdadeira. E assim Cate tem uma das melhores interpretações do ano, mas que infelizmente passará despercebida. O roteiro de Eric Roth é uma joia, uma adaptação perfeita, onde ele tira os excessos do conto de Fitzgerald, imlementando fantasia. A parte técnica também é incrivel. Dos figurinos de Jaqueline West à surreal trilha estupenda de Alexandre Desplat, nada falta, tdo se ilumina, como versos corriqueiros e imediatos de um soneto de verão.
E se alguns reclamam que Benjamin Button é longo, para mim sua duração é perfeita. Suas quase 3 horas de duração realmente tem sentido, para que possamos entrar realmente na alma de um homem solitário, que tendo a sua vida ao contrário, entendeu o sentido da existência.
Ganhando ou não oscar (pelo menos acredito que o de maquiagem está garantido), este filme está acima de qualquer premiação. É uma joia, verdadeira e pura, que estará sempre à vista, para ser apreciada.
Nota: 10,0

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cinenews: Cate Blanchett será protagonista de comédia dramática


Um dos próximos projetos de Cate Blanchett deve ser a adaptação do livro Cancer Vixen: A True Story, escrito por Marissa Acocella Marcheto. A atriz adquiriu os direitos da obra, que deve ser adaptada pela Working Title.
O romance acompanha a história da própria Marcheto, uma cartunista bem-sucedida de revistas como a The New Yorker e a Glamour, que vive em Nova York e batalhou contra o câncer de mama em 2004 e 2005, sem seguro de saúde.
"É um romance cômico que espero que seja adaptado em breve", revelou Blanchett em uma entrevista ao site da MTV.
A atriz ainda revelou que o projeto está sendo planejado aos poucos e que a maior dificuldade, até o momento, é encontrar um diretor que tenha a capacidade de levar a mistura de drama e humor do romance para as telas. "É um olhar tragicômico sobre o câncer, então será necessário um cineasta especial", declarou.
Por fim, ela garantiu que para incorporar a personagem em quimioterapia, vai raspar a cabeça, se necessário." Já fiz isso antes (no filme Paraíso, de Tom Tykwer, de 2002), então não tem o menor problema", disse Blanchett.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Comentários do Globo de Ouro 2009



"Surpreendente".






"Histórico".


"Emocionante".



Essas foram as palavras que eu ouvi até agora sobre o prêmio que ocorreu há uma hora atrás. E olha, todas elas foram justas. Histórico devido a dois eventos, nunca antes visto (eu acho, me corrijam se estiver errado). Surpreendente porque se alguém apostou naquela dupla vitória com certeza absoluta, este alguém merece um prêmio. E emocionante para os fãs, e por Heath Ledger. Mas eu acho que há duas coisas que definem este Globo de Ouro, e eu serei bem óbvio:


"Slumdog Millionaire";

"Kate Winslet".

Depois do choque com indicações bizarras e deslocadas (Tom Cruise, James Franco, Na Mira do Chefe...) e muitos comentários sobre o dia que saíram as indicações, o Globo de Ouro parece ter tomado uma fórmula de lucidez nunca antes vista, e nos brinda com uma premiação pra lá de fantástica. Já entra para a minha história como um dos meus GG favorito.

Vamos aos fatos. Slumdog Millionaire (correm os boatos de que no Brasil se chamará Cachorro Favelado, algo que foi desmentido e reafirmado, então não sei) aumenta seu favoritismo e vence todas as categorias às quais foi indicado: filme, diretor, roteiro e trilha sonora. Há anos e anos e anos não se vê isso. Mas o histórico aqui é o fato de Hollywood criar um laço de amizade com Bollywood neste filme que - além de tudo - é um dos primeiros filhos hollywoodianos de Cidade de Deus.

O que me entristeceu, nisso tudo, foi ver O Curioso Caso de Benjamin Button saindo de mãos vazias e se enfraquecendo para o Oscar. Há uma velha expressão de "filme feito para Oscar". Normalmente isso implica em dramas com uma parte técnica bem executada para agradar a Academia e papar prêmios. Nos últimos anos, a Academia se mostrou bastante interessada em cults, alternativos, preferindo filmes como Crash, Menina de Ouro e Onde Os Fracos Não Têm Vez ao contrário de O Segredo de Brokeback Mountain, O Aviador e Sangue Negro (ou Desejo e Reparação). Por outro lado, o Globo de Ouro continuava apaixonado por estes filmes mais "clássicos", e por isso eu acreditei tanto em O Curioso Caso... Mas, pelo visto, o favoritismo de Slumdog foi absoluto. E o Oscar? Vejamos, se depois de tantos anos, o vencedor do GG é o mesmo do Oscar, mas Benjamin Button continua vivo.

Heath Ledger proporcionou um dos momentos mais emocionantes da noite, Vicky Cristina Barcelona desbancou o favoritismo por musicais (Mamma Mia! era considerado fraco por muitos) e desbancou tambémo favoritismo de Simplesmente Feliz. Nem por isso Sally Hawkins deixou de levar seu óbvio prêmio. Mickey Rourke desbancou Sean Penn (e eu acredito que por pouco), Wall-E confirmava o óbvio e Valsa com Bashir quebrava o favoritismo de Gomorra, e Colin Farrell ganhava por falta de opção... Mas tudo andava bem no esperado... Claro, exceto pelo evento da noite.

Kate Winslet já havia sido indicada 5 vezes - as mesmas 5 vezes do Oscar, e nesta noite era uma das duplas indicações que ocorreram. Era mais que esperado, desejado pelos seus fãs, e merecido (de acordo com quem já viu vários filmes da temporada) que ela levasse um prêmio. Mas onde? Diziam que sua atuação em O Leitor era soberba, e era a melhor coadjuvante. Também falaram que sua atuação em Foi Apenas Um Sonho era arrebatadora, melhor de sua carreira. Muitos se dividiram, ela deveria vencer em A ou B, e podia ser qualquer um. E não tiveram dúvida. Kate sobe ao palco a primeira vez para agradecer seu prêmio de coadjuvante, feliz e nervosa por - depois de 7 indicações - levar um prêmio. Mas ao anunciarem Melhor Atriz, ela fez uma cara de quem sabia que não ganharia, já levara o seu. E Cameron Diaz, com um sorriso delicioso, anuncia.

Kate sobe desajeitada, aos prantos e visivelmente surpresa com sua dupla vitória. Me corrijam, caso eu errei, mas não consigo lembrar de isso ter ocorrido antes, em duas categorias de cinema (o que invalida a dupla vitória de Helen Mirren, sendo que uma foi em cinema e outra em TV). Kate pede desculpas às concorrentes, e inicia um discurso visivelmente emocionado.

Os fãs vão às lágrimas. Razão e Sensibilidade, Titanic, Íris, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, Pecados Íntimos. Sempre esperamos... E ela sempre encontrava alguém melhor para barrar sua felicidade. Mas agora foi. Duplamente. Eu tremia junto com ela, comecei a chorar igual um bobo. Aliás, segundo momento da noite que me comoveu em excesso (o primeiro, claro, Heath Ledger). Além de tudo, junto com algumas outras (Tina Fey, Penelope Cruz, e outras que não vou me lembrar agora) ela era uma das mais elegantes. E, além de tudo, recebendo o prêmio por um filme dirigido pelo seu marido, e fazendo par com Leonardo Di Caprio, com quem ela eternizou um dos maiores clássicos contemporâneos: Titanic (queiram ou não, gostem ou não).

Aplausos à Kate, que conquistou todos. Aplausos também à Slumdog... Não o vi, não vi seus concorrentes, mas é inegável que a carreira que este filme trilhou é invejável. E inesperada.

Aplausos, enfim, à HFPA.

Vencedores da noite:

Melhor filme drama: Slumdog Millionaire;
Melhor diretor: Slumdog Millionaire;
Melhor filme comédia ou musical: Vicky Cristina Barcelona;
Melhor Atriz Drama: Kate Winslet, Foi Apenas Um Sonho;
Melhor Atriz Comédia ou Musical: Sally Hawkins, Simplesmente Feliz;
Melhor Atriz Coadjuvante: Kate Winslet, O Leitor;
Melhor Ator Drama: Mickey Rourke, O Lutador;
Melhor Ator Comédia ou Musical: Collin Farrel, Na Mira do Chefe;
Melhor Ator Coadjuvante: Heath Ledger, Batman - O Cavaleiro das Trevas;
Melhor roteiro: Slumdog Millionaire;
Melhor trilha sonora: Slumdog Millionaire;
Melhor Canção Original: The Wrestler, O Lutador;
Melhor Filme Estrangeiro: Valsa com Bashir;
Melhor Animação: Wall-E.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Up and Down 2008 completo: Tiago

Bom pessoal, para quem não sabe, amo listas, seja criá-las ou simplesmente vê-las. Tenho a tradição de todo ano fazer minha lista de preferências em todas as categorias... Ano passado tive o Orkut para publicar isso, e neste ano, o Cinefilando. Aproveito, então, e já aviso ao Déda, do Blog dos Cinéfilos que esta é minha lista. As categorias que eu não coloquei, é porque neste ano não me chamaram a atenção em nenhum aspecto, e são elas: Maquiagem (ano fraco) e Filme Nacional (infelizmente, vi poucos, e os que vi, não gostei).

Já aviso que até o fechamento desta lista, alguns destaques de 2008 eu não consegui ver, são eles: Lina de Passe, Gomorra, O Menino do Pijama Listrado, Leonera e O Silêncio de Lorna. De resto, os comentados (para bem ou para mal) eu dei um jeito de conferir. Também aviso, eu respeito a estréia nacional, então alguns filmes com destaque de 2007 ficaram em 2007 mesmo (Piaf - Um Hino Ao Amor, O Assassinato de Jesse James), enquanto alguns destaques internacionais de 2008 ficarão para 2009 por chegarem aqui só no começo deste ano.


De resto, sem demoras, vamos à lista!



Melhores Filmes
1. Desejo e Reparação
2. Na Natureza Selvagem
3. Sangue Negro
4. Ensaio Sobre a Cegueira
5. Não Estou Lá
6. Longe Dela
7. Mamma Mia!
8. Vicky Cristina Barcelona
9. Batman – O Cavaleiro das Trevas
10. Queime Depois de Ler


Filmes que quase entraram na lista: Medo da Verdade, Onde Os Fracos Não Têm Vez, O Escafandro e a Borboleta, Em Paris.

Melhor Diretor
1. Paul Thomas Anderson, Sangue Negro
2. Fernando Meirelles, Ensaio Sobre a Cegueira
3. Sean Penn, Na Natureza Selvagem
4. Joe Wright, Desejo e Reparação
5. Sarah Polley, Longe Dela

Melhor Ator
1. Daniel Day-Lewis, Sangue Negro (atuação masculina do ano)
2. Emile Hirsch, Na Natureza Selvagem
3. Gordon Pinsent, Longe Dela
4. Mathieu Amalric, O Escafandro e a Borboleta
5. Roman Duris, Em Paris

Melhor Atriz
1. Julie Christie, Longe Dela
2. Julianne Moore, Ensaio Sobre a Cegueira
3. Ellen Page, Juno
4. Laura Linney, A Família Savage

5. Meryl Streep, Mamma Mia!

Melhor Ator Coadjuvante
1. Heath Ledger, Batman – O Cavaleiro das Trevas
2. Paul Dano, Sangue Negro
3. Javier Bardem, Onde Os Fracos Não Têm Vez
4. Brad Pitt Queime Depois de Ler
5. Hal Holbrook, Na Natureza Selvagem

Melhor Atriz Coadjuvante
1. Cate Blanchett, Não Estou Lá (atuação feminina do ano)
2. Penelope Cruz, Vicky Cristina Barcelona
3. Saorise Ronan, Desejo e Reparação
4. Vanessa Redgrave, Desejo e Reparação
5.. Amy Ryan, Medo da Verdade


Melhor Elenco
1. Não Estou Lá
2. Desejo e Reparação
3. Ensaio Sobre a Cegueira
4. Sangue Negro
5. Na Natureza Selvagem

Melhor Roteiro Adaptado
1. Sangue Negro
2. Na Natureza Selvagem
3. Desejo e Reparação
4. Onde Os Fracos Não Têm Vez
5. Ensaio Sobre a Cegueira

Melhor Roteiro Original
1. Não Estou Lá
2. Queime Depois de Ler
3. Vicky Cristina Barcelona
4. A Família Savage
5. Em Paris

Melhor Fotografia
1. Ensaio Sobre a Cegueira
2. Desejo e Reparação
3. Sangue Negro
4. O Escafandro e a Borboleta
5. Na Natureza Selvagem

Melhor Edição
1. Ensaio Sobre a Cegueira
2. Não Estou Lá
3. Sangue Negro
4. Onde Os Fracos Não Têm Vez
5. Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Figurino
1. Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
2. Desejo e Reparação
3. A Duquesa
4. A Outra
5. A Era de Ouro


Melhor Direção de Arte
1. Sangue Negro
2. Desejo e Reparação
3. Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
4. Batman – O Cavaleiro das Trevas
5. Ensaio Sobre a Cegueira


Efeitos Especiais
1. As Crônicas de Spiderwick
2. Homem de Ferro
3. Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Trilha Sonora Instrumental Original
1. Desejo e Reparação
2. Ensaio Sobre a Cegueira
3. Sangue Negro
4. Batman – O Cavaleiro das Trevas
5. Queime Depois de Ler


Melhor Trilha Sonora de Repertório
1. Mamma Mia!
2. Na Natureza Selvagem
3. Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
4. Canções de Amor
5. Apenas Uma Vez

Melhor Canção Original
1. Guaranteed – Na Natureza Selvagem
2. J’ai cru entendre – Canções de Amor
3. Society – Na Natureza Selvagem
4. If You Want Me – Apenas Uma Vez
5. Falling Slowly – Apenas Uma Vez


Melhor Som
1. O Som do Coração
2. Wall-E
3. Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
4. Homem de Ferro
5. Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Animação
1. Wall-E
2. Horton e o Mundo dos Quem!
3. PersépolisA Múm
4. Kung Fu Panda

Decepções de 2008 (Não são ruins, só não corresponderam com minhas expectativas):
1. Juno
2. Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
3. Wall-E
4. Apenas Uma Vez

Piores Filmes de 2008
1. A Múmia 3: A Tumba do Imperador Dragão
2. Maré – A Nossa História de Amor
3. Paranoid Park
4. O Nevoeiro
5. Speed Racer
6. Jogos Mortais 5
7. Madagascar 2
8. Appaloosa – Cidade Sem Lei

Atualização em 10/01/2009:

Interessante é que a lista lá do topo do top 10 2008 é afetiva, dos filmes que mais me tocaram. Resolvi contar quantos "prêmios" e quantas "indicações" cada filme recebeu comigo, e não é que incrivelmente o resultado final bateu algumas coisas com minha lista "crítica" (especialmente os 5 primeiros lugares)? Então, aqui vão os campeões:

Sangue Negro (4 prêmios em 10 listas)
Não Estou Lá (3 prêmios em 10 listas)
Desejo e Reparação (2 prêmios em 10 listas)
Ensaio Sobre a Cegueira (2 prêmios em 9 listas)
Na Natureza Selvagem (1 prêmio em 10 listas)
Batman - O Cavaleiro das Trevas (1 prêmio em 7 listas)
Longe Dela (1 prêmio em 4 listas)
Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (1 prêmio em 4 listas)
Mamma Mia! (1 prêmio em 3 listas)
Wall-E (1 prêmio em 2 listas)

Honestamente, sou mais minha lista pessoal hehehehe...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Agora nos Cinemas: Toda angustia e dor de "A Troca"

Angelina Jolie, falem bem ou falem mal, é sim uma atriz muito dedicada, e que já defendeu de modo excelente papéis como os da modelo Gia Carangi em "Gia", ou da amalucada Lisa em "Garota Interrompida", papel que lhe rendeu o oscar de melhor atriz coadjuvante. Em um amo em que a categoria de melhor atriz está extremamente confusa e nebulosa, Angelina luta bravamente por uma indicação à categoria por seu papel como Christine Collins em "A Troca". Sim, o filme é comovente. Sim, ela está muito bem no papel. Não, eu não o veria duas vezes.
Não que eu não tenha gostado do filme, pelo contrário. A história de Christine que tem o seu filho Walter sequestrado e, quando o "encontram" ao resgatá-lo ela descobre que a criança dita como Walter não é seu filho. Questionando a polícia, eles a enviam para o hospício, indo comer o pão que o diabo amassou até que seu caso causa comoção geral e, tem uma reviravolta mostrando que Christine claro, tem razão. Cabe à ela então lutar contra a corrupção da policia, e para isto terá ajuda do Reverendo Gustav (John Malkovich), até que a justiça seja feita.
Com uma trama trágica, Clint Eastwood constroi um filme agoniante. Sim porque ao nos envolvermos com a saga de Christine, partilhamos com ela toda a dor que ela sente. Angelina, em uma ótima atuação (esforçando se ao extremo) mostra uma Christine frágil e atonita mediante os acontecimentos. O filme não tem a força existentes em outros longas de Clint, como "Cartas de Iwo Jima" e "Sobre Meninos e Lobos", mas mostra uma sensibilidade marcante, onde nos chocamos com a realidade e passamos a apoiar Christine em sua luta eterna de achar seu filho. A parte tecnica é muito boa, com destaque para a trilha incidental composta pelo próprio Clint, e belissimo figurino de Deborah Hooper.
Agora, dizer se Angelina está ou não superior à outras atrizes do circuito de premiações como Sally Hawkins, Melissa Leo ou Kristin Scott Thomas é uma questão de visão. Sim, porque embora eu não tenha visto todas estas atuações, eu vi "Simplesmente Feliz" e sei o quanto é adorável a atuação de Sally Hawkins, mas, mais adorável ainda é saber o quanto ela muda através dos papéis, ao ver Persuasão (filme que Sally protagoniza), e perceber sua modificação. Assim como Sally, Angelina consegue se transformar. Mas talvez devido Angie ser conhecida demais, isto não fique tão claro.
Bem, de modo geral, eu fiquei satisfeita com o que vi. Mas o longa me agoniou de tal modo, que não assisto duas vezes.
Nota: 8,0