sábado, 21 de janeiro de 2012
Agora nos Cinemas: A Separação
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Agora nos Cinemas: Cavalo de Guerra
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Agora nos Cinemas: Precisamos falar sobre o Kevin
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Feliz Ano Novo:D

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Videocast: Indicados ao Globo de Ouro 2012- melhor trilha sonora e melhor canção
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Cinema Musical: A trilha sonora de The Artist

Enfim irei discorrer sobre aquele que é considerado por muitos o já franco favorito para o Oscar de Melhor Trilha sonora deste ano: O Artista, do francês Ludovic Bource.
Bource é um compositor francês que começou sua carreira compondo para comerciais do grande amigo Michel Hazanavicius. Desde então ele vem colaborando com o diretor, nos longas Agente117 e Agente 117 – Missão Rio, duas comédias que seriam uma espécie deAustin Powers francês. Agora, ele mais uma vez compõe para uma obra do diretor, que é este filme em preto e branco e mudo que homenageia os clássicos de Hollywood das décadas de 1920 e 1930, e que já é um dos queridinhos do ano. E a trilha é realmente muito bonita.
São 24 faixas que embalam o romance do ator de sucesso (interpretado por Jean Dujardin, sendo que o filme foi feito especialmente para ele) que se apaixona por uma novata (Berenice Bejo) em meio à mudança dos filmes mudos para os filmes falados. Uma obra extremamente especial que necessitava de uma trilha à altura – algo que ocorre aqui.
“The Artist Ouverture” é uma breve faixa que deixa qualquer um com lagrima nos olhos, ao ter uma melodia saudosista e etérea que homenageia as trilhas do início da história do cinema. Segue-se então com “1927 A Russian Affair”, que é melodramática e abusa das cordas e de um ritmo acelerado que dá ares de aventura à faixa. Já “George Valentin” é o tema adorável do protagonista que lembra os musicais da época, uma faixa muito charmosa que ganha um toque adocicado pela mistura da lira com o piano. Em contrapartida “Pretty Peppy” é o tema da mocinha da história, cheio de violinos, lampejos, romances e prosa em melodia.
“At The Kinograph Studios” é outra faixa graciosa, que traz o passado ao presente de modo muito romântico e suave. “Fantaisie D´amour” é divertida e inteligente, mais uma vez seguindo esta linha mais lúdica da trilha. “Waltz for Peppy” - emotiva, inteligente, única e simplesmente adorável – é provavelmente a grande faixa do score e talvez a grande faixa do ano de uma trilha sonora. Depois tem-se a utilização de uma peça do compositor erudito argentino Alberto Ginastera com a fantástica “Estância op.8”, e “Imagination” de Fud Livingston.
A trilha continua de alto nível com a poderosa “Silent Rumble”, a obscura (e dominada pelo oboé) “1929”, e a triste mas bela “In the Stairs”. Segue-se então “Jubilee Stomp” de Duke Ellington, e depois voltamos às faixas originais de Bource com “Commeune Rosée de Larmes”, que é toda executada ao piano e tem uma melodia poética e singela. “The Sound of Tears” mas uma vez traz o oboé em destaque, e a canção “Pennies of Heaven” de Johnny Burke traz as memórias do cinema adorável da Hollywood que não existe mais.
Outras faixas de destaque são “1931”, que é uma faixa que parece ter vida própria, “L’ombre des Flammes”, que lembra muito a trilha sonora do clássico Aurora de Murnau, a dramática e maravilhosa “My Suicide” e claro “Peppy and George”, que resume bem o espírito radiante do longa, no tema do casal principal.
Trata-se se aqui de uma trilha sonora inteligente, única e de grande valor. Seria digna de um Oscar e, mais do que isso, de colocar em Hollywood um compositor desconhecido aos americanos que ainda pode mostrar muito mais do seu potencial. Esse vai longe.
Número de estrelas: 5
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Agora nos cinemas: Um Dia

quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Cinema Musical: A trilha sonora de My Week with Marilyn

Este foi mais um ano produtivo para Alexandre Desplat, que continua sendo o compositor queridinho de Hollywood. Aqui, em parceria com o seu fiel escudeiro Conrad Pope (que orquestra a maioria de seus trabalhos), Desplat e Pope entregam um ótimo trabalho, em um projeto super especial: a história de Marilyn Monroe nos bastidores do longa o qual ela contracenou com Laurence Olivier- “O príncipe encantado”.
Dirigido por Simon Curtis, o filme se baseia no livro de Colin Clark (que no filme é interpretado por Eddie Redmayne) que narra seu relacionamento com Marilyn Monroe (interpretada por Michelle Williams) enquanto esta gravava o filme com Laurence Olivier (feito por Kenneth Branagh). É então o ponto de vista de Colin sobre a diva, que tinha a dualidade como sua principal característica sendo ao mesmo tempo a mais sexy mas também a atriz mais frágil da época. Essa dualidade da personagem se transfere para sua trilha sonora que contem sensibilidade mas também muita energia.
A primeira faixa do score é “Marilyn´s theme” composta por Desplat, que é um belíssimo tema todo executado ao piano, muito emotivo e cuidadoso. Após, tem-se a versão de “When love goes wrong, nothin´ goes right & heat wave” onde Michelle Williams mostra poder nos vocais. Já “Colin runs off to the circus” assinada por Pope é radiante e enérgica, magnificamente executada por cordas. Em “Colin joins the circus/ Mr. Jacobs” Pope traz uma melodia deliciosa e poderosa e jazz, extremamente sexy e cheia de vida, bem como a curtinha “Driving through Pinewood” que soa como uma passagem alegre e graciosa. Depois ouve-se “Paparazzi” de Desplat, que executa com cordas o tema do filme de modo muito romântico e sensível, para no meio da faixa haver uma transformação no ritmo que leva o score à outro patamar. Em “Colin and Vivian”, temos o estilo de Desplat bem marcado (piano com cordas e harpas alternando-se). Tem-se então a versão remasterizada da canção “Memories are made of this”, e após a faixa “Rushes” de Desplat, melancólica e marcada pelo som do oboé que se destaca como instrumento principal aqui. “Lucy” de Pope, é muito bela e tem uma melodia no piano intensa mas também delicada.
Ouve-se então a canção “Uno, dos, três” e a faixa “Arthur and Marilyn” de Desplat, que é mais obscura. Temos o tema de volta em “Marilyn Alone”, mas a vida volta ao score com “Arthur´s notebook” de Pope, uma faixa extremamente bem composta e perfeitamente harmônica. Em “Vivian screens Marilyn” também de Pope, há uma doçura misturada à um sentimento de melancolia muito bem transposto através do piano. “The Getaway” de Desplat, é também outra faixa muito graciosa e muito suave, mais leve e divertida. Segue-se com a canção “You stepped out of a dream” e a faixa de Pope “Eton Schoolyard” marcada mais uma vez por um ritmo de jazz contagiante.
Destacam-se também “Overdose” de Pope, “Colin and Marilyn” de Desplat e “Remembering Marilyn” que traz o tema de volta com o piano e com as cordas, lembrando o estilo das trilhas de Henry Mancini para com os filmes de Audrey Hepburn. A trilha termina ainda com mais uma canção muito bem interpretada por Williams- “that old magic black” onde a atriz mais uma vez sai-se muito bem.
É uma trilha muito boa, que revela o talento de Conrad Pope, um compositor que eu só conhecia como orquestrador, mas que arrasa neste belo e singelo trabalho. Para ouvir e reouvir muitas vezes.
Numero de estrelas : 4
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Agora nos cinemas: Toda forma de amor
Este adorável filme dirigido por Mike Mills baseado em sua própria história, se revela como um dos mais inteligentes, originais, e peculiares do cinema atual. Com uma narrativa que foge dos convencionismos baratos e um elenco brilhante, esta comédia romântica já se estabelece como um dos grandes filmes do ano.
O filme conta, de forma aleatória, a história de Oliver (Ewan Mc Gregor), um cartunista que descobre a homossexualidade do pai Hal (Christopher Plummer), que recentemente perdeu a esposa de câncer (em um casamento que durou 45 anos). O pai, que também está com câncer, tem 75 anos e resolve aproveitar seus últimos momentos, inclusive arranjando um namorado que não é monogâmico (feito por Goran Visnic de modo bem competente). O fato mais curioso é Oliver descobrir que a mae sempre soube da homossexualidade do marido, pedindo o mesmo em casamento e prometendo à ele consertar o seu problema. De qualquer forma, Hal sempre foi fiel à esposa, apenas assumindo sua opção sexual após a morte da mesma. Em contrapartida, vemos em alguns flashbacks a infância de Oliver com a mãe, e partimos para os dias atuais, após a morte do pai, onde ele cuida do cãozinho Arthur que era de seu pai (e aqui temos uma lição de originalidade- Arthur conversa com Oliver, e vemos suas respostas através de legendas que dão um ar ainda mais criativo ao filme). Além disso Oliver se apaixona pela incrível Anna (Melanie Laurent), que vai ajuda-lo a superar seus medos e confusões.
Com uma trilha sonora soberba, e atuações magníficas, o filme dá ao lendário Christopher Plummer a chance de mostrar aquele que talvez é seu personagem mais humano e sensível, já que seu Hal embora seja alegre e espirituoso, também tem dificuldade de lidar com a doença, escondendo dos novos amigos por exemplo, o quão está doente. Já Melanie Laurent como sempre está ótima, em um papel que tem muito mais complexidades do que se aparenta ter. Mas é Ewan Mc Gregor que realmente me surpreendeu. Embora seja fã do ator desde a época em que ele fazia parcerias com Danny Boyle, nos últimos anos parecia-me que ele havia perdido o brilho como ator. Como eu estava enganada, pois aqui ele dá uma das melhores performances de sua carreira, fazendo um personagem que, embora introspectivo, seja extremamente aberto em suas emoções. Palmas também vão ao roteiro do diretor, que mistura estratégias a lá Amelie Poulain com uma historia que é sentimental mas também realista, de modo muito diferente com que estamos habituados a ver hoje no cinema atual, onde tudo se copia e há remakes por todo o lado.
É então um filme magnífico, bem feito, que merece ser conferido por sua competência e autenticidade, e que desde já coloca Christopher Plummer como o franco favorito (merecidamente) à melhor ator coadjuvante na corrida ao Oscar do ano que vem. Sensacional.
Nota: 10,0


